segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"O sujeito contemporâneo: identidades em questão"

Na pós-modernidade, tudo se diz líquido, a idéia de moderno, em movimento, traz a efemeridade das coisas, como tudo é rapidamente modificado e misturado. Bauman se refere a líquido quando algo é constantemente reestruturado e não tem forma própria. É o que acontece com a identidade do indivíduo nesta fase pós-moderna. Segundo Stuart Hall, o sujeito pós moderno é fragmentado. Ele possui inúmeras identificações, pode se indentificar tanto com o femenismo quanto com o islamismo, não existe mais uma identidade específica, ela se adquire com tempo e experiência. Como exemplo de diferentes identificações, tem-se um brasileiro e um alemão, com culturas totalmente diferentes, etnias diferentes, mas eles podem ter o mesmo gosto musical, gostar da mesma banda.
É essa modernidade que trouxe a velocidade, a mídia, que fez com que fragmentasse todo o sistema e a caracterização de uma identidade. Até o modo de relacionamento entre as pessoas, o dia-a-dia foi modificado. O sujeito contemporâneo é muito mais individualista, e as tecnologias, em parte foram as causadoras. Ao mesmo tempo em que o indivíduo se fecha num mundo distante em seu computador, ele abre portas para amizades e para novas redes, que se identificam e se dividam em interesses.
Outro fator de liquidez, provido da modernidade, é a televisão, como meio de comunicação de massa que transforma a cultura em produto, e que será consumido por um receptor.
Esse meio é também responsável pela transformação e geração de novas identidades, pois muitas vezes as representações usadas na tv influenciam até no caráter individual, por se tratar de cultura popular e muitas vezes lidar com uma população sem estudos e oportunidades, facilmente influenciadas.
Portanto, com a pós modernidade toda uma identidade cultural se põe em questão, pois a liquidez das coisas modernas a transforma e a deixa em constante movimento, e estará sempre em ritmo de mudança.

Lorena Oliva, 2° ano Jornalismo manhã Turma B

domingo, 27 de setembro de 2009

Quando Seu Jorge encontra Stuart Hall


repostando a postagem do Murilo, com a recomendação para que todos leiam. Belo texto, lida de modo sensível com a questão teórica. Parabéns!

Stuart Hall acredita que na pós-modernidade as pessoas não conseguem encontrar uma identidade fixa ou permanente com determinado local. Já o “Seu Jorge” devia achar isso uma grande bobagem. E o mais legal, discordariaao som de um LP novinho em folha que, tímido ao fundo, sussurava: “And i don't know where we are all going to / Life don't get stranger than this / But it is what it is / and i don't know where we are all going to”. Contraditório não? Enfim, por mais que você implore, chore ou esperneie não está à venda. Ao menos ouvir ele deixava.

Hall dizia que a identidade poderia ser formada na interação entre “eu e sociedade”. Seu Jorge tornava tudo mais simples; para ele bastava “eu e música”. Com 5 minutos de conversa ele já sabia suas cinco bandas preferidas, as músicas que mexem com você e aquela, que escondidinha bem lá no fundo já fez você chorar. E esses cinco minutos já eram suficientes para ele saber se você merecia ou não ouvir a verdadeira história do Joy Division - por ele mesmo, é claro.

As manhãs de sábado sempre foram os dias mais divertidos: as mesmas (poucas) pessoas deixavam de ir para a aula em busca de... Bem, na verdade, ninguém nunca soube ao certo. Ao menos aprenderam que ouvir o Clash em 78 rotações (ah, não adianta, esse também ele não vende) é muito mais atrativo do que química, matemática ou qualquer coisa que o valha. Aprenderam também, com muito custo, que é humanamente impossível para uma pessoa com menos de 40 anos chegar a alguma conclusão sobre a verdadeira importância do Dark Side Of The Moon em menos de 4 horas. Hoje sabem que o verdadeiro “cara” do country é o Garth Brooks e sentem pena do Alan Jackson... E por aí vai.

Acredito que o que Hall tenta e quer dizer é que, todo o processo que envolve a construção de nossa identidade acaba sofrendo influência do valor simbólico e da cultura do local em que estamos inseridos. Ou tentando nos inserir. Seu Jorge deve concordar. No fundo, ambos sempre estiveram um pouco certos, cada um a sua maneira. E finalmente concordaram em alguma coisa.

Murilo Basso - 4º Período - Jornalismo / Noturno

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Arena da Baixada


Um estádio de futebol tem o poder de agregar várias pessoas diferentes em torno de um ideal: torcer pelo seu time. Você torna-se o time nos momentos bons ou ruins, sofre e comemora junto com várias pessoas anônimas como se elas fossem da própria família biológica.
O local que eu escolhi obviamente por ser atleticano é a Arena da Baixada, com certeza é o lugar onde mais me identifico na cidade. Mais do que apenas se identificar por um prédio, me identifico também com as pessoas que torcem pelo mesmo ideal que o meu. Um local onde me sinto bem, sinto que faço parte de algo muito maior do que eu e minha relação com o mundo. Talvez por quebrar aquela questão de ser anônimo na cidade quando se reclama do time ou comemora o gol ao lado do torcedor.
Se criam relações sociais nesse ambiente, ainda mais pela questão de a maioria do estádio serem de sócios que normalmente ficam nos mesmos lugares e acabam se conhecendo e se tornando assim o estádio em um ambiente íntimo.
O futebol é tão forte pela ausência muitas vezes por falta de ideais para lutarmos, a sociedade é conformista, quando se ergue a voz gritando pelo time a parte comunicativa do ser humano se satisfaz, é um momento onde você existe pro mundo, um momento onde você não passa de cabeça baixa pela rua.
Torcer muitas vezes agrega fatores negativos quando conciliado com um fanatismo perigoso, aquele que faz matarmos o sujeito pelo fato de ele não andar com a camisa da mesma cor que a sua.


Leonardo Quintana Bernardi
2º Ano - Jornalismo/Noturno

segunda-feira, 14 de setembro de 2009


A imagem que escolhi foi do Parque Iguaçu, pois desde de pequeno frequento este espaço,esse parque é o lugar que me traz as melhores lembranaças de minha infância,e acabou se tornando um lugar muito especial para mim, um refugio pois traz grandes recordaçoes e vejo que o tempo passou,e a infância se foi e o mundo é outro o parque tambem passou por grandes mudanças.

Esse lugar eu sempre frequentei primeiramente por causa da localizaçao o parque fica proximo de minha residência,e depois porque gosto muito de animais e o parque possui um belo zoologico quando eu era pequeno bastava ter um final de semana de sol para minha familia ir ao parque eram tardes otimas sinto muita falta disso hoje pois hoje as responsabilidades sao outras o parque iguaçu por sinal é o maior parque urbano do Brasil. O parque igauçu sempre ficara em minha memoria pois foi la que aprendi a anda de bicicleta, e a dirigir.O parque se caracteriza por possuir um grande setor nautico,grandes pomares publicos,e possui um belo e diversificado zoologico.


Everton Fontoura -4º periodo

Jornalismo-turma U

domingo, 13 de setembro de 2009

Final de semana no Parque Barigui


Como não sou de Curitiba e não me mudei para a cidade por vontade própria, tive dificuldades de me identificar com algum lugar na capital. Porem, o Barigui chega perto a uma identificação, pois, lembra muito do que eu costumava fazer na minha cidade natal, sempre acompanhada de vários amigos e que sinto muita falta. No Parque final de semana e principalmente quando se tem sol, as pessoas se encontram lá para passear, encontrar sua turma, ouvir música nos barzinhos. É onde as pessoas estão mais alegres, mais afim de fazer amizades e sempre com um sorriso estampado no rosto, deixa um pouco de lado, aquele lado fechado de tipico curitibano e tambem o ambiente lembra minha cidade, com muito verde, várias pessoas se divertindo, aproveitando o dia de sol e calor .
Por que em Curitiba como diz o autor, crise de identidade, apesar de ser do mesmo estado, Curitiba é muito diferente de tudo que fui acostumada e o Barigui é o mais proximo da minha realidade e não me sinto tanto um peixinho fora dágua.
Bárbara Lobo da Silva 4ºperíodo jornalismo noturno

Changing everyday in every possible way


Identidade é um conceito complexo, então vamos falar do que é mais palpável: a crise de identidade.
Mudar, mudar, mudar. As velhas identidades, aquelas que faziam de nós um tripé estável, estão em declínio. A conseqüência disso é a criação ou aparição de novos tipos de identidades que podem ser contraditórias. Mas quem foi que disse que tudo tem que ser estável e encontrável? Aliás, dá pra ser estável no mundo que vivemos?
Escolhi essa foto porque me identifico com a transitoriedade. Sou livre, adoro uma crise de identidade e não me convém ficar parada no mesmo lugar.

Larissa Santin
Jornalismo Noturno

sábado, 12 de setembro de 2009

A madrugada da cidade

A imagem escolhida por mim é da vista de meu apartamento durante a madrugada.
Minha identifação parte o princípio que esta é a vista que tenho de dentro do meu mundo, que é minha casa. É deste lugar só meu que partem todas as minhas ligações com os demais lugares da cidade. Este lugar foi o primeiro que identifiquei como meu nesta terra que não considero como minha. É essa vista que tenho quando vou procurar um contato com o mundo externo, mesmo estando dentro de meu mundo, e madrugada foi escolhida pela sileentificação que tenho com esse período do dia. É quando a cidade grande atinge o ápice de seu silêncio. É quando ela parece estar introspectiva, é quando parece que a cidade está procurando seu eu, pensando em si mesma, é quando a vista da minha casa parece ser só minha, pois enquanto a olho, as outras pessoas dormem. Ficamos nós duas, eu e a cidade. Daqui, muito perto do céu, partem minhas impressões, meus pensamentos mais profundos, minha maneira de me relacionar com o mundo externo. Todos esses movimentos da minha relação com o mundo atual é circundada fisicamente por essa região da cidade da qual essa rua que está na imagem faz parte.

Lidiane Tonon

Barigui

Bom, o local que eu me identifico mais em Curitiba é o Parque Barigui. Ele me traz lembranças de quando eu vim morar em Curitiba, por volta de 1996. Comecei a frequentar, assim como muitos outros parques, para conhecer mesmo. Aí com o tempo fui gostando, e hoje em dia vou até sozinha para caminhar por lá. Tem bastante verde, bichinhos, pessoas que vão pra lá com o mesmo objetivo que eu: sentir-se bem e em contato com a natureza. Acredito que aqui seja um dos poucos lugares que as pessoas respeitem mais, preservem um pouco mais.

Hall aponta que o ser humano tem identidades diferentes em diferentes momentos. E quando há uma identidade coerete, é fantasia. Todos nós construímos nossas identidades por influência dos lugares em que frenquêntamos, contudo, estaremos nos integrando a sociedade; sentindo estarmos bem acolhidos por ela.

Bruna Regatieri, Jornalismo B -manhã

Quando Stuart Hall encontra "Seu Jorge"


Stuart Hall acredita que na pós-modernidade as pessoas não conseguem encontrar uma identidade fixa ou permanente com determinado local. Já o “Seu Jorge” devia achar isso uma grande bobagem. E o mais legal, discordariaao som de um LP novinho em folha que, tímido ao fundo, sussurava: “And i don't know where we are all going to / Life don't get stranger than this / But it is what it is / and i don't know where we are all going to”. Contraditório não? Enfim, por mais que você implore, chore ou esperneie não está à venda. Ao menos ouvir ele deixava.

Hall dizia que a identidade poderia ser formada na interação entre “eu e sociedade”. Seu Jorge tornava tudo mais simples; para ele bastava “eu e música”. Com 5 minutos de conversa ele já sabia suas cinco bandas preferidas, as músicas que mexem com você e aquela, que escondidinha bem lá no fundo já fez você chorar. E esses cinco minutos já eram suficientes para ele saber se você merecia ou não ouvir a verdadeira história do Joy Division - por ele mesmo, é claro.

As manhãs de sábado sempre foram os dias mais divertidos: as mesmas (poucas) pessoas deixavam de ir para a aula em busca de... Bem, na verdade, ninguém nunca soube ao certo. Ao menos aprenderam que ouvir o Clash em 78 rotações (ah, não adianta, esse também ele não vende) é muito mais atrativo do que química, matemática ou qualquer coisa que o valha. Aprenderam também, com muito custo, que é humanamente impossível para uma pessoa com menos de 40 anos chegar a alguma conclusão sobre a verdadeira importância do Dark Side Of The Moon em menos de 4 horas. Hoje sabem que o verdadeiro “cara” do country é o Garth Brooks e sentem pena do Alan Jackson... E por aí vai.

Acredito que o que Hall tenta e quer dizer é que, todo o processo que envolve a construção de nossa identidade acaba sofrendo influência do valor simbólico e da cultura do local em que estamos inseridos. Ou tentando nos inserir. Seu Jorge deve concordar. No fundo, ambos sempre estiveram um pouco certos, cada um a sua maneira. E finalmente concordaram em alguma coisa.

Murilo Basso - 4º Período - Jornalismo / Noturno

Jardim Botânico


Para Hall as relações que acabam envolvendo espaço e tempo são expressas em determinado sistema de representação acabam sofrendo influência sobre como sua identidade será encontrada e representada. O Jardim Botânico foi o primeiro parque ou até mesmo local de Curitiba com que criei algum tipo de identificação que possa ser sentida ou notada. Talvez o fato de ser de outro estado tenha contribuído para isso, mas a verdade é que durante todo o tempo em que moro na cidade o vejo como uma espécie de ponto de referência para moradores, tanto daqui como para os de outros locais. Dessa forma se torna um pouco mais fácil para que pessoas consigam criar algum tipo de identificação com ele. Seria algo como um ponto de encontro ou até mesmo de passagem, onde a sensação de tranqüilidade e de não estar só estão presentes (principalmente nos finais de semana, quando o fluxo de famílias é intenso). Um lugar que tenho como marco na cidade e com o qual possuo grande identificação.



Vinicius Salvino - 4º Período - Noturno

Pista do Guabirotuba



Hall afirma que o indivíduo constrói sua identidade nacional a partir da interação entre o eu e a sociedade, gerando uma comunidade imaginária, que faz com que ele se sinta pertencente em uma cultura. O lugar que escolhi em Curitiba é a pista do Guabirotuba. É uma praça que encontro amigos, troco ideias, nas horas que preciso de um momento de reflexão, um tempo para colocar os pensamentos no lugar. Gosto de ir até lá principalmente nos dias ensolarados para ver o sol se pôr, é uma vista muito previlegiada. A praça tem uma pista de rolimã que pessoas de todas as idades vão para brincar com seus carrinhos. Isso me transmite uma idéia de que mesmo que o tempo passe, independente da idade, sempre vou buscar novas diversões e novos lugares para o meu bem estar, gerando sempre uma nova identidade, pois segundo Hall, ao invés de falar em identidade como um processo acabado, devemos falar em identificação e sempre tratá-la como um processo em andamento.

Fernanda Zaremba - 4º Período Jornalismo - Noturno

Essa metamorfose ambulante



Já que Stuart Hall diz que o sujeito Pós-Moderno não tem uma identidade fixa ou permanente, concordo e me coloco no lugar de sujeito.
Vinda do interior do Paraná, onde a criação é mais conservadora e tem valores bem distantes dos da "cidade grande", a minha personalidade sofre constantes metamorfoses.

A foto é da sacada do apartamento onde moro sozinha. Quando a solidão e a saudade da família batem, já tenho um remédio: acender um cigarro e olhar pela varanda. Nada melhor do que perceber já ter gente demais num espaço e acreditar que a solidão é apenas uma ilusão.


Bruna Alcantara.

Passeio Público


Curitiba apesar de ser uma metrópole ela ainda guarda em si características de uma cidade pequena e acolhedora. Um exemplo disso é o passeio público, fica em pleno centro da cidade e trata-se de um dos mais importantes símbolos da capital paranaense e uma grande área verde em plena área urbana. Sai a três anos do Norte do país e vim morar na capital do Paraná, é lógico que senti muito as diferenças culturais e geograficas, por sorte acabei morando bem próximo do passeio público, e começei a frequenta-lo sempre, talvez porque suas peculiaridades me remetesse a certos momentos que vivi na infância. O autor do livro identidades culturais na pós-modernidade, Stuart Hall, explica que a nossa identidade esta ligada com o valor simbólico, mediada de valores, símbolos, cultura do lugar onde o indivíduo habitava. Acho que por isso que me identifiquei em primeiro momento com o passeio público, pois quando pequena adorava ir em um parque florestal da minha cidade, assim como o passeio ele tambem tinha pequenos animais e era comum todos os finais de semanas eu e minha família irmos usufruir de momentos agradáveis em que podiamos aproveitar todos juntos. Sinto que de uma certa forma ele simboliza um elo com meu passado, minhas raízes.



Acadêmica: Lorena Dias, Jornalismo Noturno-4º Período Turma U

Parque Guabirotuba


Bom, eu me identifico muito pouco com Curitiba – onde nasci e cresci. Poucos são os lugares que me sinto bem, fico tranqüila, me divirto. O lugar que mais gosto de estar é de frente pro mar. Não importa qual praia, importa o mar. Me acalma, me faz pensar, renova minhas energias. Porém não vou com frequência para a praia, então procuro essa paz em lugares por aqui mesmo. Esses lugares são os parques, principalmente o Barigui e o Guabirotuba. No Barigui eu vou para passar o dia, faço caminhada, sento embaixo de uma árvore, fico por horas e horas ali.

Mas me identificar mesmo, me identifico com o Guabirotuba. Ao contrário do outro parque que vai de um extremo ao outro, – pessoas chiques aos “vileiros”- no Guabirotuba os freqüentadores são um grupo mais homogêneo. Lá eu sento do gramado, vejo amigos descendo de longboarding (long/ longboard) e rolimã. Sempre estou com uma “turma”, conversamos, damos risadas, às vezes deixamos o carro perto, escutamos um som tranqüilo, enfim, ficamos relaxados, nos divertimos, em dias ensolarados geralmente. Ficamos lá até o sol se por, como nesta foto, o que geralmente é um momento de admiração, pelo belo colorido no céu.

Apesar de me considerar relativamente anti-social, me encaixo na concepção de identidade de sujeito sociológico. “A noção de sujeito sociológico refletia a crescente complexidade do mundo moderno e a consciência de que este núcleo interior do sujeito não era autônomo e auto-suficiente, mas era formado na relação com ‘outras pessoas importantes para ele’”. Acredito eu, que sou totalmente dependente da tal relação com pessoas importantes para mim. Com exceção do mar, onde fico sozinha tranquilamente, não há outro lugar onde eu sinta isso. Nem no Parque Guabirotuba. Pois, se não estivesse ali com amigos, que sentido teria estar ali sozinha? A tranquilidade, a paisagem, fazem com que eu me identifique com o parque, mas sozinha isso muda. E assim eu penso em relação a qualquer outro lugar.

Bruna Gomes de Oliveira
Turma A





A imagem remete a cidade de Vitória, no Espírito Santo. Como cidadão do interior, ainda observo com certa estranheza as grandes cidades e sua capacidade cosmopolita. É de se imaginar que nela vivem milhares e ao mesmo tempo tão "poucos", destoados por pequenos grupos que se identificam em determinadas características. Olhando cada grupo isoladamente e pensando que em cada há ideologias distintas, vemos o quão fundamental na condição de sobrevivência é essa união por valores, amizades e histórias.
Olhando panoramicamente e imaginando-se novo em uma ambiente, há uma série de questionamentos que ocasionalmente, ou involuntariamente me acometem. O que encontrar? O que virá? E diversas outras razões que observo, pensando em uma cidade como potencial enorme de criação e exploração de magníficas obras, seja ela o pensamento humano ou a representação dessa imaginação.
Por isso tanto me interessa e me identifico com a panorâmica. Tão distante e ao mesmo tempo com tantos segredos ocultos que somente um olhar inquieto mais aproximado pode revelar.

Eriksson Felipe Denk
Jornalismo - Quarto Período A


Stuart Hall fala sobre a mudança no mundo moderno devido à "crise de identidade. A agitação da vida moderna e a intensificação da violência faria com que as pessoas passassem a evitar sair às ruas e mantivessem uma certa distância das pessoas. No meu bairro, entretanto, pode-se dizer que elas ainda parecem viver em uma sociedade relativamente alheia à violência - e é isso o que faz com que este seja o meu lugar preferido da cidade. "Bons dias" são distribuídos entre os moradores que se encontram nas ruas e, claro, é impossível evitar uma boa fofoca sobre os vizinhos. Nesta foto, o idoso vendedor de caldo de cana (que está sempre no mesmo lugar, sempre com a combi no maior capricho) conversa com um amigo e freguês. À frente deles está a Avenida Iguaçu, fazendo contrastar ainda mais a freneticidade dos carros e da modernidade e a vida tranquila e aparentemente despreocupada.

Ana Carolina Baú
Jornalismo A

Aeroporto



Em seu texto, Hall explica o conceito de identidade nacional, onde o indivíduo se identifica com aspectos locais. Identificando-se com esses aspectos locais ele passa a sentir que faz parte de determinada cultura. Por isso é tão importante se identificar com algum lugar dentro da cidade.
No meu caso sinto uma grande identificação com o aeroporto. É um local no qual me sinto segura e confortável. Me proporciona bons momentos. Uma das minhas paixões é viajar, e o aeroporto é o começo dessas viagens. E é também o fim delas. Sentir o cheiro de Curitiba ao voltar de outro lugar é sempre bom. Então, depois da minha casa, o aeroporto é meu local preferido.

Angela Laureanti P. Machado
Manhã

Autódromo Internacional



Desde 2005, quando comecei a morar em Curitiba, um dos lugares que mais me identifico é o Autódromo Internacional de Curitiba, palco das principais competições do Brasil e da WTCC. Sempre quando posso ir eu vou geralmente no Campeonato Mundial de Carros de Turismo da FIA. Já fiz tudo que eu podia lá, visitei boxes andei de Ferrari GT, Porsche GT3, visitei o grid de largada, entre outros.
Geralmente vou uma vez por ano no ínicio de março, durante o WTCC que pertence a FIA (o mesmo que manda na Fórmula 1) . A minha identidade segundo Stuart Hall é a celebração móvel porque acabo mudando minha identidade de acordo com os locais que eu vivi (Na Bhaia, onde nasci, no Rio de Janeiro e agora em Curitiba) Mas o gosto permanece o mesmo.


Pedro Marcon Engel

Jornalismo Manhã



A imagem que escolhi da cidade foi do parque São Lourenço. Comecei a freqüentá-lo em 1999 e desde então, ele passou a ser o meu refúgio. Passei muito tempo no parque que, acreditem, foi sede do meu primeiro beijo (que coisa, não?). Apesar de não me ligar muito nessa coisa de natureza e tudo mais, eu sempre gosto de passar um tempo no parque que eu considero tranqüilo. É o meu local preferido para “colocar as idéias em ordem”.
Mas o principal é que a disposição do parque lembra muito a rua onde ficava minha casa em Foz do Iguaçu, cidade onde fui criado e morei até minha vinda para Curitiba em 1992. Fora que os patos que habitam o local me fazem recordar das criações que meu avô tinha.
Hall cita as identificações locais e globais, deste modo eu escolho o bom e velho São Lorenço como lugar para representar a minha visão sobre Curitiba. O espaço verde os animais que o habitam lembram o local de onde passei, indiscutivelmente, o melhor período de minha infância.
O Parque São Lourenço representa uma descrição de pós-modernindade com os prédios e sobrados da Rua Matheus Leme, para lembrar que estamos em uma cidade grande (Curitiba). Ao mesmo tempo, traz o pensamento global, com suas noções de natureza que são as mesmas em qualquer lugar.

Ricardo Prado
Jornalismo
Quarto período noturno


Não sou de Curitiba, talvez por isso tenha tido tamanha dificuldade em encontrar um lugar pelo qual me identificaria. Por morar longe dos meus pais ou de qualquer forma familiar, inicialmente tinha escolhido uma paisagem, a vista do meu quarto. Não me identificando com nenhum dos prédios ou até mesmo da Praça Carlos Gomes, mas sim o conjunto em si.

Por não estar em Curitiba, optei por outro lugar que o Google imagens facilmente encontraria. A Praça Osório me passa de certa forma uma identificação em determinados meses ou semanas do ano. Ela tem algumas feirinhas, por exemplo, a de Natal, Páscoa... É nesse momento no qual mais me chama atenção. Talvez porque geralmente esteja relacionada a algum feriado, ou seja, dias nos quais viajo para casa. Sair à noite da faculdade (ou um pouquinho antes, afinal ela não fica aberta até muito tarde) e andar na XV sempre relembra que logo logo estarei novamente em casa.


Elis Paola Jacques
Turma B - Jornalismo

Repostagem - Foto: Elis Paola Jacques



O local de Curitiba que eu mais me identifico é a Arena da Baixada. Torço para o Atlético Paranaense e frequentemente vou aos jogos.
A Arena me traz lembranças maravilhosas da minha infância e da minha família.
Comecei a frequentar o estádio junto com o meu pai e lá tenho a sensação de que eu e ele estamos em conexão. Meu pai é tudo na minha vida, meu herói, meu tudo.
A caminho dos jogos sempre me encontro com pessoas queridas, amigos e colegas da faculdade. A Baixada é o lugar, depois da minha casa, onde mais me sinto bem.

Alessandra Belini
jornalismo - noturno
4º período

Tardes de Parcão



Apesar de ser uma "paulistana da gema" e ter morado por dezoito anos na maior cidade do país, nunca tive um lugar pra chamar de meu em São Paulo. Mas em uma cidade como Curitiba, por ser menor e mais fácil de achar tudo e todos (pelo menos para mim é) acabei me identificando com esse local em especial. O Parcão, o espaço verde localizado atrás do MON. Muita gente nem conhece por esse nome, localiza-se pelo "parque que tem atrás do museu", mas foi justamente o nome que me atraiu. Em uma das pesquisas por lugares para visitar em Curitiba, no meu primeiro ano na cidade, achei o Parcão e quis conhecer, ainda mais quando soube que é ponto de encontro de muitos cachorros da cidade, o que eu adoro. Além, claro, de muita gente, famílias, crianças, amigos e por aí vai... Uma tarde no Parcão serve para pensar, rir, conversar, ler, tomar um sol (quando o céu quer abrir), observar, entre muitas outras coisas. Melhor ainda tendo um museu na frente, um bar ao lado e quando tem mais cachorros do que gente. A metrópole não permitia o contato com a natureza que tenho aqui e por isso acabei me identificando com o tal parque dos cachorros. Nada como uma bela tarde de sol para levar uma canga, um livro e talvez o seu cachorro e abstrair a rotina da cidade grande. É a tal "crise de identidade" que Stuart Hall cita no primeiro capítulo de seu livro, o duplo deslocamento, quando o indivíduo "sai" tanto de seu lugar social e cultural, quanto de si mesmo. O mais interessante da identidade é justamente encontrar um lugar que mesmo sendo público, consideramos nosso e que nos sintamos bem, em casa.

Michelle Bragantini
4° período - Jornalismo noturno

Praça 29 de Março


Escolhi a praça 29 de março pois quando vim morar em curitiba, aos 6 anos, foi o primeiro lugar em que me senti confortável na cidade. Moravamos próximos a praça e eu sempre olhava as crianças brincando pela janela do meu quarto. Aguardava com ansiedade os domingos, quando meu pai ia a feira e me deixava brincar no parquinho, depois iamos comer pastel e tomar wimi. Toda a vez que fecho os olhos ou quando estou fora da cidade me lembro da praça 29 com muito carinho. Nos dias de inverno, sem dúvidas, ela representa muito o espírito da cidade.

Pedro Dourado. Jornalismo noturno 4 período

Bom, o lugar que eu mais me identifico em Curitiba, é o largo da ordem, pois além de ter várias pessoas estranhas, e acontecer eventos fora de época, é o lugar que concentra algo que eu gosto muito, música, pra ser mais específica Rock. É ali também que passo meus finais de semanas, agitados ou não, é o lugar que eu sempre acabo indo, quando saio para passear com alguma amiga ou seila. E estava pensando nisso de que a gente muda de lugares preferidos, creio que no meu caso vai ser bem difícil, pois é um lugar que engloba várias coisas que eu gosto e não apenas uma, e também pelo fato do lugar se modificar, de dia é uma coisa e a noite é outra.


Vanessa Otovicz - Jornalismo turma A - de matina

Parque Tanguá


A imagem que escolhi de Curitiba como sendo um lugar com que me identifico foi do parque Tanguá. Assim que me mudei para a cidade, esse foi um dos primeiros lugares em que fui. Passei bastante tempo ali nessa fase de transição. A cidade de onde vim, com não mais de 65 mil habitantes é rodeada de verde, assim como o parque.
A arquitetura nada lembra, mas aquela fase da minha vida me fazia pensar no novo e no velho. O recorte dos bancos do parque foi feito justamente porque era assim que eu me sentia, sozinha.
Hall fala das novas identificações locais e globais, nesse contexto eu não poderia ter escolhido lugar melhor para representar a minha visão sobre Curitiba. A cultura do interior não agrega parques com arquitetura elaborada, mas preserva ainda o espaço verde. O Tanguá representa esse traço de pós-modernindade, local, não deixando de lado a natureza, global, pois até na cidadezinha existe esse pensamento.

Honislaine Rubik

Parque Tanguá



O meu local escolhido é um dos parques que eu considero mais bonitos de Curitiba,me identifico com este lugar por ter sido uns dos parques que eu visitei pouco antes de vir embora definitivamente pra cá.Este lugar me traz a sensação de mudança e também me remete a idéia de família já que na maioria da vezes as famílias se reunem para ir até os parques nos fins de semana.É um dos locais que não canso de visitar e que me traz muita tranquilidade e que embora pareça meio comum ,principalmente quando mora na capital ou na região metropolitana como é o meu caso, mesmo assim este lugar tem uma significado muito bom pra mim e apesar de ser algo que está ali para que a gente aprecie nem sempre nós valorizamos o que está em nosso alcance principalmente quando se têm várias opções de locais para a visitação alguns naturais e outros com tudo o que a modernidade nos proporciona, mas acredito que muitas vezes o que é considerado simples é o que mais satisfação nos causa.Eu acredito que ter um local como o seu preferido que lhe remeta alguma boa lembrança faz com que o individuo saiba quem ele é, o que muitas vezes não tem acontecido e como Hall cita em seu texto as pessoas pereendo sua identidade perdem seu sentido, mas não significa que mudanças sejam negativas e que as pessoas tenham que viver sempre do mesmo jeito, mas que elas devem eleger algum lugar em que possam lembrar-se de quem foram o do que pretendem ser.
Gabriele Aparecida Lemes 4°Período de Jornalismo manhã turma A

Jardim Botânico


Não existe um só lugar que me identifico em Curitiba,como Hall cita em seu texto o sujeito tendo uma identidade estável tem se fragmentado, tendo mais de uma identidade algumas vezes contraditória ou mal resolvidas.
Porém como tem que escolher somente um, escolhi o Jardim Botânico, mesmo morando longe o freqüento este lugar desde criança, ele me traz várias lembranças e pra mim é um dos melhores lugares pra descansar, por as ideias no lugar ou até mesmo se divertir com a família e os amigos.Além de me fazer bem, parece que não estou na minha realidade, o ar parece mais puro, as flores mais bonitas.Enfim isso se encaixa no pensamento de Hall quando ele diz que a globalização tem forte influência na formação de identidades e que nos mesmo projetamos elas mesmo que seja algo provisório.

Majore Desirèe Ribeiro
Jornalismo A

Conversas, vinil, cerveja, rock. Tudo isso eu encontro no lugar que mais me identifico em Curitiba, a loja de discos Vinyl Club. A galeria onde está a loja era um antigo cinema, e do outro lado da rua está a Secretaria da Cultura. Não poderia existir um lugar mais condizente com a atmosfera da loja que o atual. A troca de conhecimentos entre os freqüentadores é fantástica, colecionadores e apreciadores de todas as idades trocam informações e cultura enquanto ouvem um bom disco. Ocasionalmente, acontecem pockets shows dentro da loja, e ai é mais mistura ainda, todos os tipos lá dentro – todos os tipo dentro daqueles que se identificam com o ambiente - cada um passando um pouco de sua cultura pro outro. O dono da loja é um carioca simpático e acolhedor, até me deixa dormir no mezanino. Foi por encontrar em um só lugar tantas coisas que me agradam e que me identifico que escolhi a Vinyl Club.

Renata Campos
Turma U
Noite

MON


O MON tem um ar muito peculiar para mim. É muito mais que uma obra de arte de Niemeyer e um espaço expositivo de excelência. É bom tanto para ver uma exposição, quanto ir em uma segunda-feira vazia para sentar e ler um livro. Domingo no parque é um ponto de encontro entre amigos. O estacionamento do museu já serviu até de “balada”, quando um amigo convidou várias pessoas para levarem um CD, uma poesia preferida e bebida, assim, fugiam da gripe e faziam a festa lá.
Acho que essa variedade de coisas que se pode fazer no MON seja uma consequência do mundo pós-moderno, pois a princípio ele seria apenas um museu, não? Stuart Hall reflete como a globalização influencia na formação das identidades. Eu me identifico com o museu pelo ambiente, exposições e tal, enquanto outra pessoa pode se identificar com ele apenas por ser o local de encontro no domingo.

Paula Correia
Jornalismo Noturno

Referência


Quando vim estudar em Curitiba, vindo de Toledo, morei durante 9 meses em São José dos Pinhais. Esse período foi um dos piores da minha vida. Então mudei-me para o centro da Capital, num prédio que fica atrás do Curitiba Trade center. No começo, não sabia como ir pra casa e por isso o prédio do relógio foi meu ponto de referência durante muito tempo. Com isso, quero dizer que embora eu não tenha um lugar de identificação nessa cidade, esse prédio representa pelo menos um destino certo, uma espécie de "porto seguro" há um lugar que eu conheço e que é o mais próximo que eu consigo chegar de um lar.

Vinícius Gallon de Aguiar, Jornalismo - 4º Período

Liberdade e Segurança



Nascida em Curitiba, escolhi o jardim botânico por ser o local onde tenho a sensação de liberdade e principalmente segurança. Segurança, pois moro neste bairro desde que nasci e onde grande parte da minha família reside. É como se fosse uma cidade pequena, dentro de uma cidade grande. Todo mundo se conhece e se protege. Quando pequena, brincava na rua e no próprio parque com amigos da vizinhança. Nos dias de hoje, quando vou caminhar no parque, ainda encontro pessoas conhecidas, como acontece nas cidades pequenas onde as pessoas, se cumprimentam, param, conversam... o que não acontece nas grandes metrópoles, na qual a grande população mal se cumprimenta, quanto mais param para uma conversa. Os parques de uma forma geral, dão uma sensação de liberdade, amplitude por ser um lugar aberto, possuir bosques, lagos, onde não se percebe limites.
Mariana Hillbrecht – 4º Período

Rua XV




Segundo Hall, a identidade está profundamente envolvida no processo de representação. Assim, as relações espaço-tempo no interior de diferentes sistemas de representação têm efeitos profundos sobre a forma como as identidades são localizadas e representadas. Há alguns anos, o centro de Curitiba pouco tinha a ver com a minha identidade, mas um período recente da minha vida tornou o centro da capital paranaense muito representativo para mim. Há cinco anos atrás, eu passei em Pedagogia na Universidade Federal do Paraná e por quatro anos estudei na Reitoria da Universidade. Esse foi um período muito significativo para o meu amadurecimento, para a construção da minha identidade. Foi depois que eu comecei a faculdade que conquistei meu primeiro emprego. Fazia estágio na própria Universidade, auxiliando em projetos pedagógicos. Depois parti pra área docente e comecei a trabalhar no Colégio Bom Jesus, também localizado no centro. A Rua XV durante esses quatro anos foi um caminho de passagem pra mim: de casa para a faculdade, da faculdade para o trabalho e novamente para casa, por isso é um lugar com o qual me identifico.

Milene da Mata Silveira - Jornalismo noturno, 4o. período.

Rua XV




Segundo Hall, a identidade está profundamente envolvida no processo de representação. Assim, as relações espaço-tempo no interior de diferentes sistemas de representação têm efeitos profundos sobre a forma como as identidades são localizadas e representadas. Há alguns anos, o centro de Curitiba pouco tinha a ver com a minha identidade, mas um período recente da minha vida tornou o centro da capital paranaense muito representativo para mim. Há cinco anos atrás, eu passei em Pedagogia na Universidade Federal do Paraná e por quatro anos estudei na Reitoria da Universidade. Esse foi um período muito significativo para o meu amadurecimento, para a construção da minha identidade. Foi depois que eu comecei a faculdade que conquistei meu primeiro emprego. Fazia estágio na própria Universidade, auxiliando em projetos pedagógicos. Depois parti pra área docente e comecei a trabalhar no Colégio Bom Jesus, também localizado no centro. A Rua XV durante esse quatro anos foi um caminho de passagem pra mim: de casa para a faculdade, da faculdade para o trabalho e novamente para casa, por isso é um lugar com o qual me identifico.

Milene da Mata Silveira - Jornal, 4o. período.

Meu canto da cidade


Talvez não haja nesse momento de minha vida um lugar melhor para definir minha identidade do que o parque Barigui. Isso porque ele é o local onde vou desde que era um bebê até os dias de hoje. Guardo boas lembranças dos divertidos finais de semana que passei lá em minha infância. Incontáveis vezes andei de bicicleta, corri, joguei vôlei nesse parque. Caso não fosse anti-prático ir lá, devido a distancia de minha casa, com certeza eu freqüentaria muito mais ainda do que freqüento o Barigui. Este lugar explicitado na foto é o que mais gosto, extremamente familiar e considerado por mim um lugar adorável para pensar na vida, relaxar, admirar a natureza, estando muito bem acompanhada ou sozinha. Debaixo das árvores considero o local perfeito para ter uma conversa legal com alguém, refletir, relaxar, “colocar a cabeça no lugar” quando necessário, ter um tempo de descanso, até mesmo de paz quando estou com problemas. É ali, encostada em um troco de árvore olhando para o lago, que me sinto em casa. É ali o meu canto na grande Curitiba.

Daniela Mallmann Andrade
Jornalismo B

São Francisco



Escolhi o bairro São Francisco para representar a minha identidade com a cidade por diversos motivos. Um deles é a ligação que ele tem com as minhas origens. Entre minhas memórias mais antigas está a de um dia em que eu tentava alcançar, inutilmente, a janela de uma das casas que se situam na rua da foto, a Paula Gomes, onde morei durante a maior parte da minha vida.
Nos anos seguintes, assumi outras relações com o local. Relações estas que vão desde as que envolviam responsabilidade e buscavam a garantia de um futuro melhor, como a com os estudos, até outras que vão pelo caminho oposto, como a com as bebidas alcoólicas ingeridas nos bares da região.
Sendo assim, a escolha do bairro parece-me ser justa por, ainda que não haja com ele uma identidade fixa, ser nele o cenário da criação da maioria das minhas identidades culturais.

Cássio Barbosa - Jornalismo A

Da janela lateral...


Ao me mudar para Curitiba, no início de 2006, vim morar com a minha irmã. No mesmo edifício, moravam meus primos e foi justamente nesse ambiente familiar que me identifico em minha morada na capital. Tal como Stuart Hall diz, uma das formas de identidade é a do sujeito sociológico, quando a identidade é formada na interação entre o "eu e a sociedade". Preenche o estado interior e exterior, estabiliza tanto os sujeitos quanto os mundos culturais que eles habitam. A fotografia, que é da janela da sacada na sala do meu apartamento, que fica no 25º andar, me traz essa sensação de familiaridade e de novidade, já que morar num aglomerado de prédios é (era) um elemento novo em minha vida. E como não há nos quarteirões a frente nenhum outro prédio alto o suficiente para duelar com os 31 andares do meu, a vista fica essa da foto, uma obra de arte! Sem contar ainda que é nessa sacada, com vista para os bairros do Batel, Água Verde, Centro e tantos outros – até o MON pode ser visto, mas de outra janela- em que as melhores reuniões de amigos acontecem.

William Saab
Turma A - manhã

Mirante da Identidade


Há vários locais na cidade de Curitiba com os quais me identifico, mas com certeza o que mais me marca é a torre da antiga Telepar.
Conheci esse local apenas no inicio desse ano. No dia me sentia assim como Hall diz em seu livro, que as mudanças no conceito de identidade e sujeito, decorrem de um possível deslocamento ou descentração do sujeito devido à perda de um sentido de si, tanto de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmo, o que pode gerar uma na crise de identidade. E naquele momento gerou.
Estava perdida sem saber que rumos tomar. Mas chegando ao mirante, vi a cidade tão enorme e ao mesmo tempo tão pequena, tudo em baixo dos meus pés. A sensação de liberdade foi contagiante e percebi que aquele era o lugar onde sempre que tivesse problemas deveria ir, pois lá me sinto consigo reorganizar meus pensamentos fazendo o eu retornar ao lugar, gerando identidade.

Alexandra Fernandes
4 º período - Jornalismo Noturno

Sem "crise"


A identidade humana sofre uma imensa variação quando colocada às margens da cultura pós-moderna. “A perda de um sentido de si, tanto de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmo”. Este trecho apontado por Jaqueline Ramos, em resenha sobre Stuart Hall, revela a crise de identidade em que o sujeito pós-moderno se encontra. Hall, em sua teoria, coloca em pauta também o conceito da identidade nacional, a qual o sujeito se identifica por aspectos locais. O fato de ser pertencente a uma cultura recoloca o sujeito dentro do sistema de representação cultural. A identificação com um lugar, coisas materiais e até mesmo imateriais estão ligadas aos aspectos culturais na pós-modernidade. Em meu caso, cito a identificação com a Rua XV, em Curitiba. Clichê, óbvio! Porém, vejo com olhos de melancolia minha identidade local. Minha identificação é com o movimento, ou com quem faz os movimentos, dentro da imagem. O cinzento dia remete à solidão e tristeza. O povo, à diversidade de cultura e caminhos, já que não há um rumo certo para todos tomarem.

Santa Felicidade


Quando pensei em escolher um lugar de Curitiba com o qual eu me identificasse, pensei logo em Santa Felicidade. Santa Felicidade é sem dúvida um dos bairros mais conhecidos da nossa capital, sendo formada principalmente por imigrantes Italianos vindos de regiões como Veneto e Trento, do norte da Itália.
No mínimo setenta por cento dos meus finais de semana são passados neste bairro.
Sendo eu neta de italianos, tudo que diz respeito a esse país me fascina.
Em Santa Felicidade é possível apreciar a típica culinária Italiana, degustar queijos, vinhos e salames feitos artesanalmente por italianos natos.
Stuart Hall fala sobre a importância da identidade nacional para que o sujeito sinta-se pertencente a comunidade em que nasceu.
Hall afirma que o sujeito constrói sua identidade nacional a partir da interação entre o eu e a sociedade, gerando uma comunidade imaginária, que faz com que ele se sinta pertencente a própria cultura.
Pois bem, estar em Santa Felicidade, aprender sobre os costumes e a cultura do povo italiano, gera em mim a sensação de pertencer aquele país, sem, no entanto esquecer-me da minha verdadeira nacionalidade da qual muito me orgulho. Por esse encanto e magia que esse bairro Ítalo Brasileiro me proporciona, é que foi escolhido por mim como local de Curitiba com que me identifico.
Emanuelle Garollo
Turma A

Victor


São inúmeros os locais com que me identifico, por nascer e crescer aqui mesmo. Desde os parques mais conhecidos, praças e restaurantes até a pré-escola em que estudei e colégios. Mas de todos os lugares, talvez a Av. Victor Ferreira do Amaral seja a mais importante.
Além da avenida ser rota obrigatória do caminho para casa, foi constante durante infância e adolescência. Freqüentei durante alguns anos o Ginásio Tarumã, e o trajeto ginásio-minha casa era feito a pé. Às vezes era divertido, pois estava com amigos e dando risada, em outras situações era insuportável a caminhada: o paredão do Jockey Club parecia infinito. Hoje, sempre que passo pela Victor me sinto em casa, não importa quão longe estava, ou por quanto tempo estive fora, a avenida me faz estar de volta. Me identifico com cada canto dela.
Karyme Kaminski - jornal B

Visão estendida


Há dois anos, quando me mudei para apartamento, fiquei preocupada com a restrição visual por não haver um quintal. Faz algum tempo fico sentada na bancada do meu quarto ao lado da janela e percebi que tenho uma possibilidade de vista muito mais ampla do que imaginava.
Por morar no décimo sexto andar em pleno centro de Curitiba, posso ver vários lugares típicos da cidade como o HC, a FESP, o Passeio Público, o Colégio Estadual e o Shopping Mueller, entre outros. Além de observar esses lugares, fico sentada refletindo sobre o número de pessoas que vivem nesses inúmeros prédios. Com essa vista da minha janela eu me identifico muito com Curitiba, me vejo morando aqui.
Stuart Hall diz que projetamos em nós mesmos nossas identidades culturais. Com essa visão mais ampla da capital do Paraná eu comecei a ver as coisas de outra maneira, abri mais a minha mente.

Tali Miranda
Jornalismo Noturno

Uma vida dedicada ao futebol


Natural de Curitiba, eu nunca saí da capital para residir em outra cidade. Junto com a cultura de toda a minha família, aprendi a ter orgulho por todos os cantos da capital do estado do Paraná. Mas, o Estádio Durival Britto e Silva, a Vila Capanema, é o local que eu escolhi para o exercício em questão.


Freqüento a praça esportiva há cerca de 16 anos. A Vila Capanema e o dono do patrimônio, o Paraná Clube, fizeram com que eu me apaixonasse por esta razão chamada futebol. É no Durival Britto que eu esqueço de todos os meus problemas particulares. É incrível como a magia do futebol faz isso com as pessoas.


Hoje posso dizer que a Vila Capanema é minha 2ª casa. Pois, com a escolha de seguir uma carreira no jornalismo esportivo, passei a freqüentar ainda mais o estádio. Ou seja, além do lazer que sempre busquei no local, agora também tornou-se um “escritório” profissional.


Vale destacar também as amizades que fiz durante todos esses 16 anos seguindo o Paraná Clube, no Estádio Durival Britto. Conheci pessoas que “sofrem” pelo mesmo vício que eu: a paixão pelo futebol.


Diogo Souza

4º Período - Noite

ops...

Arthur Santana

Jornalismo

Identidades Culturais







O Parque Barigui é um lugar tradicional de Curitiba, portanto, de certa forma, acaba criando uma identificação local entre o povo curitibano. Como sou um deles, criei uma identidade forte com o parque. No segundo capítulo do livro Identidades Culturais na Pós Modernidade, Hall afirma que a identificação é um processo inconsciente formada ao longo do tempo, acredito que tenha sido desta forma que surgiu minha identidade com o Barigui. Hall também cita o conceito de identidade local, que faz o sujeito se sentir pertencente à própria cultura, no caso, curitibana. Não costumo freqüentar muito o Parque Barigui, mas por me sentir inserido na cultura de Curitiba, tenho identificação com o parque.

Tradição


Desde pequena sou coxa-branca devido a minha família. Com o passar do tempo fui aprendendo a torcer corretamente e a deixar me envolver pelo futebol. O Couto é o lugar que mais me identifico porque é lá onde acontecem os jogos do Coritiba, meu time. Sempre vou com meus pais, irmãos ou amigos. E sinto no Couto uma ligação muito forte de time com torcida, de união.
Como Hall comentou “o conceito de tradução consiste em tentar fazer com que a cultura se inove dentro da tradição”. No Couto, a cultura sempre inova, novos jogos, novos campeonatos, novos jogadores, mas sempre mantém a tradição que passa de pai para filhos, de gerações em gerações, torcendo por um time também muito tradicional.


Evelin Schelbauer

Jornalismo B - 4º período.

O lugar que mais me identifico em Curitiba é a cafeteria Havanna pois lá me sinto à vontade. Meus familiares vão quase todo fim de semana e meus amigos durante a semana.
É um lugar calmo, que posso sentar para tomar um café e ler um pouco, pensar na vida e me divertir quando estou acompanhada.
O ambiente que lembra um café argentino me trás boas lembranças de viagens que fiz e reflete em um comentário de Hall onde ele fala que os frutos do processo de globalização têm afetado e fragmentado a identidade do sujeito no mundo pós-moderno, afetando assim, a identidade nacional.


Marina Miranda - 4º período Jornalismo B.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Boas lembranças

Depois de muito pensar, descobri que, como uma típica "curitiboca" não me identifico com apenas um, e sim com vários pontos da cidade. Na falta de um lugar específico, resolvi escolher o "senso comum" que, no fim das contas, traz boas lembranças. Durante muitos anos estudei no centro de Curitiba e, todos os dias, passava pela R. XV de Novembro depois da aula, com alguns amigos. Andávamos, brincávamos e nos divertíamos com os mais variados artistas que aparecem por lá, que vão de palhaços e homens-estátua a cantores e pintores. Às vezes simplesmente sentávamos em um dos famosos bancos pra ver o tempo passar, em uma época sem grandes preocupações e que deixa saudade.


Patricia Fernanda - Jornalismo B - Manhã

Identificação e Curitiba



Minha família vem de Santa Catarina, mas eu nasci aqui. Cresci com todos felizes por estarmos indo para lá, pois a identificação deles lá é maior. Comigo é exatamente o contrário. Apesar de ter passado muito tempo lá e de ter várias influências da cultura do lugar, me sinto em casa quando estou aqui.

Mas é difícil escolher apenas um lugar, pois me identifico com quase toda a cidade. Gosto, como muitos já colocaram aqui, do cinema, do museu. Gosto de estar na companhia de amigos. Mas é impossível dizer apenas um só que eu me identifique mais. Como o sujeito de identidade fragmentada descrito por Stuart Hall: "A identidade plenamente unificada, completa, segura e coerete é uma fantasia. Ao invés disso, à medida em que os sistemas de representação cultural se multiplicam, somos confrontados por uma multiplicidade desconcertante e cambiante de identidades possíveis, com cada uma das quais poderíamos nos identificar - ao menos temporariamente".

Gisele Eberspächer
Jornalismo B

BDL


O Bardocelar é um dos lugares que me identifico, pq é lá que encontro meus amigos e me divirto dançando, bebendo, conversando e etc. Lá me sinto "em casa" pq conheço bastante gente, sei que estarei em ótimas companhias e estou quase todo final de semana lá. Adoro esse lugar!

MON e o nada?


Sim...o branco, a sensação de nada para se ver é o essencial do ambiente onde mais me sinto a vontade em Curitiba, o corredor branco do MON. Talvez o que representa o nada pode ser visto como sendo o auge da “crise de identidade” citado por Stuart Hall. O excesso de informação, poluição visual, poluição auditiva são ao meu ver a principal causa.
Mas se hoje nos encontrássemos em uma cidade onde só exista um modelo arquitetônico (excluído movimento pós-moderno, pois este é a favor da mistura de todos os estilos arquitetônicos) vejo uma cidade sem magia, sem uma história para contar.
Cada período histórico carrega a sua identidade, e mesmo diante de tanta poluição, estamos construindo a identidade da cidade com a nossa. Portanto, todos nos temos uma identidade, mesmo que ela esteja escondida ou “suja”.


Ana Paula Scorsin

Jornalismo noite


Independente de onde eu esteja, só me sinto realmente feliz e livre para ser “eu mesma” na companhia dos meus amigos. Com eles eu me sinto em casa, independente da localização geográfica. Segundo Stuart Hall, o sujeito constrói sua identidade a partir da interação entre o eu e a sociedade, gerando uma comunidade imaginária que faz com que ele se sinta pertencente à própria cultura. Isso define esse sentimento de liberdade e de identidade cultural conquistado quanto estamos juntos. Um lugar da cidade de Curitiba que define bem esses momentos é a Charutaria Tesoros de Cuba. Não pelos seus charutos, mas pelo ambiente apropriado para uma conversa entre amigos. O estilo lounge europeu, em nada se assemelha aos ambientes curitibanos a que estamos acostumados, mas talvez seja essa fascinação pela diferença, comentada por Hall, que torne o ambiente tão agradável. Seu cardápio, assim como sua arquitetura, são típicos da homogeneização cultural pós-moderna, misturando elementos estrangeiros, típicos da globalização, com elementos que representem uma identidade nacional.

Lívia Marques
Manhã
Turma B

Paixão no palco


Como Hall comentou o mundo moderno com suas constantes modificações fez com que os indivíduos estabelececem uma crise de identidade, se identificando com várias "comunidades" ao em vez de uma unificada. Hall aponta também que quanto mais expostas às influências externas, mais difícil será conservar a identidade cultural de cada indivíduo. E é assim que vemos os frutos da globalização, quando vemos que um sujeito não consegue mais se ver e se identificar com o lugar em que nasceu somente, mas com muitos outros, seja estes lugares em que passou em viagens, viu em fotos ou imaginou em sonhos. Sendo assim cada um constrói sua própria identidade cultural baseada no nível que este se sente pertencido à um certo ou mais lugares. Eu me vejo "pertencendo" ao Teatro Guaíra. Como dancei desde pequena ballet clássico, jazz e dança contemporânea, me apresentei no Teatro por mais de 10 anos e assisti à muitos espetáculos lá neste tempo. Com essa crise de identidade do mundo pós-moderno, posso afirmar que lá eu me vejo em um lugar totalmente inserida e tenho certeza absoluta disso. Mesmo depois de ter parado com a dança, continuo a ir em espetáculos de dança sempre que posso e essa paixão por essa arte no palco só tende a aumentar e aumentar...



Jéssica Kimy, Jornalismo B, 4º período