segunda-feira, 2 de março de 2009

Bem-vindos...

A melhor forma de se definir uma coisa é indicar para que ela serve. Assim, a comunicação se apresenta como forma das pessoas se relacionarem entre si, influenciando-se mutuamente e, juntas, modificando a realidade em que estão inseridas. A comunicação é, então, um processo multifacético que corre ao mesmo tempo em vários níveis – consciente, subconsciente e inconsciente -, como parte orgânica do climático processo da vida.


BORDENAVE, Juan E. Días. O que é comunicação. Editora Brasiliense, 6ª edição, 1984.




Como fica claro no conceito de Bordenave, o objetivo maior da comunicação é o ato de influência que prevê a alteração da realidade a que estamos inseridos. A partir da idéia apresentada, vamos expor nossa visão sobre a utilização dos veículos de comunicação para a divulgação da violência.


Casos polêmicos como o de Isabela Nardoni e Eloá Cristina Pimentel, ambos ocorridos no Estado de São Paulo, mostram quão banalizado o assunto se apresenta. Além da especulação em torno do caso, com informações levianas e sem averiguação, temos uma exposição (agora não nestes casos em específico) desnecessária das vítimas a vídeos, fotos, manchetes e matérias que desrespeitam um dos princípios básicos da sociedade: a ética. Aquela pitada de sensacionalismo justaposto com a banalização do nível de instrução da população ou, necessariamente, da noção de compreensão das ocorrências mesmo que não explícitas, vulgarizam casos. Em outras palavras, não se vê necessário, por exemplo, mostrar o corpo de uma mulher violentada, estampando manchetes: “Estuprada e picoteada no matagal”. É simples trazer manchetes mais respeitosas que dizem: “Mulher é violentada. Autor está foragido”, e exibir imagens que não ofendam nosso estômago. Fica nosso desejo, que como futuros jornalistas, essa realidade não se acomode, tanto em grandes empresas como nas mídias independentes, e que não se coloque a leviandade e os interesses acima do compromisso pelos destinatários.




Grupo: Angela Hortencia Weber, Fernando de Jesus e Larissa Santin

2º ano de Jornalismo - Noturno

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