terça-feira, 10 de março de 2009

Como a comunicação digital está presente no cotidiano

Em primeiro lugar, acho importante definir exatamente o que são as novas mídias. Estas informações foram retiradas do livro Comunicação e Marketing, de Clotilde Pérez:
- A linguagem utilizada por essas mídias é a combinação matemática ou binária de bits (bytes);
- Devido ao seu funcionamento digital, já nascem, ao contrário dos mecanismos analógicos (fotografia, cinema, TV), híbridas em linguagens tecnológicas. Tudo pode ser transformado ou mesclado em tudo. Num mesmo aparelho, é possível falar, escrever mensagens, acessar a Internet, tirar fotos, ouvir música...
- O hibridismo de várias tecnologias, e o fato de que as pessoas normalmente fazem várias coisas quando estão conectadas nesse aparelho, é o que permite romper com a estrutura emissor ativo e receptor passivo (ou seja, o meio é a mensagem também já está ultrapassado).
Não é difícil ver que as revistas geralmente recebem as inovações tecnológicas com entusiasmo, e não apenas as adotam o mais rápido possível como incentivam, praticamente obrigando, a adoção por parte dos leitores. Pesquisei a Istoé, mas lembro de casos assim na Veja e na Superinteressante.
Numa edição de 1996, a Istoé deu matéria de capa ao fenômeno da compra cada vez maior do computador com Internet. Relatou sete histórias desse tipo, e a única rusga com o computador apontada foi o fato de que as mães sentiam mais dificuldade que os pais em aprender a mexer, e por isso sentiam ciúmes dos maridos e dos filhos, que varavam a noite com a máquina. O medo dessas mulheres era o de perder espaço na vida deles. E, como a Internet era discada, se a pessoa ficasse muito tempo conectada ninguém conseguiria ligar para a casa dela. Em outra edição da revista, acho que uns dois anos depois, por cima de um computador simbolicamente conectado, o título era: Por que você não pode ficar de fora da nova mania dos brasileiros. Olha a agressividade!
Hoje, nem é preciso dizer: as revistas funcionam como vitrines de aparelhos tecnológicos cada vez mais modernos. De vez em quando, vem uma ou outra matéria sobre cuidados que se deve ter em sites de relacionamento, e alertando principalmente os jovens. Mas o que mais fica na memória de quem lê é a coerção (implícita, na maioria das vezes) mesmo. Talvez o mal venha menos dos aparelhos em si e mais da divulgação que é feita deles.

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