sexta-feira, 13 de março de 2009

A comunicação tendenciosa e as diferenças


("Eu sou Muçulmano"
Matem-me e chamem isso de
"Dano Colateral"
Prendam-me e chamem isso de
"Medida de Segurança"
Exilem o meu povo, em massa, e chamem isso de
"Novo Oriente Médio"
Roubem meus recursos, invadam minhas terras, alterem minha forma de governo e chamem isso de
"Democracia")

É um consenso popular o fato de que os meios de comunicação exercem influência sobre seus leitores, ouvintes e expectadores. Mas até que nível uma notícia veiculada de modo tendencioso pode despertar um sentimento coletivo de ressentimento e ódio? Até um nível bem alto, segundo pesquisas recentes.
57% dos muçulmanos que moram nos Estados Unidos afirmaram ter sofrido preconceito depois dos atentados de 11 de setembro. Tudo isso graças, principalmente, a generalizações e a profissionais da área que ocasionalmente acabam por dar a entender que qualquer muçulmano é perigoso ou terrorista. Há também aqueles distorcem fatos e atos de hostilidade contra o grupo religioso, disfarçando as frases de suas publicações e chamando-as de "medidas cautelares" ou "necessárias para a segurança pública".
O escritor Michael Savage, entretanto, não fez questão alguma de tentar esconder suas idéias ou de poupar o tom preconceituoso de sua afirmação quando abertamente "exigiu", em seu programa de rádio, que se matassem 100 milhões de muçulmanos. Ou Glenn Beck, que disse, em seu programa distribuido pela CNN, que "nos próximos dez anos, temos de construir um muro de navalhas, que nos proteja contra o avanço do Oriente".
Não é de se espantar que comentários como este fortaleçam pensamentos de que uma pessoa é melhor que a outra por suas escolhas religiosas ou por sua origem. E, em consequência, ocorram casos como o da americana de origem palestina que foi demitida porque seu chefe não queria conviver com a suspeita de que ela estivesse comemorando o ataque às torres gêmeas. Ou o de uma muçulmana que foi impedida de embarcar em um avião por causa do "clima de tensão" que sua presença estava causando entre os passageiros.
A influência negativa dos meios de comunicação tendenciosos não deve ser subestimada. Que a população saiba diferenciar a boa da má qualidade de informação é de essencial importância. Mas, acima de tudo, é dever do profissional da área de mídia saber exatamente o que dizer (e o que não dizer) e guardar para ele quaisquer que sejam suas opções religiosas, políticas ou morais para poupar a denegrição da imagem de milhares de pessoas inocentes.

Crédito da foto: http://www.flickr.com/photos/ejazasi/

Grupo: Ana Carolina, Leticia, Emanuelle e Gabriele.
3º período A

Um comentário:

celina disse...

Boa pesquisa e comentário articulado. Só sinto falta de um enfoque na mídia brasileira.

Observações:
Expectadores - es

profissionais da área que... jornalismo?

distorcem fatos e atos ?