quinta-feira, 12 de março de 2009

Comunicação e diferenças

Diferenças( raciais, sociais entre outras) nos meios de comunicação

Que todos tem direito de se expressar em qualquer meio de comunicação , independente de como a pessoa é, é um pensamento unânime e envolve primeiramente um ato de democracia. Mas como disse Nelson Rodrigues “Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar." A partir dessa colocação de Nelson Rodrigues pergunta-se: Os veículos de comunicação tem o comprometimento de lidar com as questões raciais, sociais entre outras diferenças? A democracia é exercida?É fácil fazê-la exercer a democracia?
Debates sobre as diferenças sociais nos meios já vinham sendo discutidas desde a década de 50 na Faculdade Cásper Libero. Nessa época havia um entusiasmo com relação a debates e reflexões sobre o assunto.
Essas diferenças não deixam de ser uma realidade e o jornalismo e consequentemente os meios de comunicação estão comprometidos com a realidade. Um dos próprios fundamentos do jornalismo em geral é a veracidade. Se existe o fato, os meios de comunicação estão envolvidos nisso, pois é disseminador de informação e, talvez, construtor do senso crítico?
Por outro lado, pode-se colocar a imprensa como um importante documento histórico. O registro do que aconteceu em determinadas épocas é importante para as gerações futuras. Como, por exemplo, tratar-se-ia a questão racial se não houvesse o discurso de Martin Luther King sido veiculado pela mídia estadunidense? E ainda, recentemente, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama pode ser considerado o trunfo da democracia do século XXI, como a mídia se comporta e se comportará a partir de agora?
Tratando também das diferenças sociais, cabe explorar, talvez, os meios de comunicação como instrumento de inclusão social ? Como a mídia está tratando as diferenças sociais? Apenas para propaganda ou tem realmente se preocupa com essas diferenças? Por exemplo, como está no site da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) todas as semanas, um grupo de 160 jovens, com idade entre 12 e 17 anos, reúne-se para discutir meios de comunicação como forma de trabalhar os problemas do município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife(RMR). Os encontros do projeto Pelo Direito de Comunicar, da organização não-governamental (ONG) inglesa Plan, acontecem atualmente nos distritos de Pontezinha, Ponte dos Carvalhos, Vila Boa Esperança, Charneca e Mercês e oferecem oficinas de audiovisual, radiojornalismo, radioteatro, fanzine, fotografia, direitos humanos e teatro.
A partir dessas reflexões é possível pensar como a imprensa paranaense, curitibana vem tratando desses assuntos, de que forma pode tratá-los e que meios fazem isso.
Sabemos que a nossa imprensa como em todo mundo é regida por uma estrutura capitalista e de concessões governamentais, desde que sejam canais abertos. A sua programação é produzida de acordo com o que uma massa, que principalmente na TV e no Rádio é mais heterogênea, quer consumir ou deve consumir. De acordo com Francisco de Assis Vilar que é geógrafo e pesquisador da Fundação Casa de José Américo esse sistema é uma pratica mercadológica à pluralidade de preferências reinantes numa sociedade urbana. Mas então aonde entram as minorias, ou classes menos favorecidas?
Atualmente encontramos algumas mídias comunitárias que prezam ajudar a sociedade a que pertencem, televisões e rádios defendem a população que necessita, sem fins lucrativos, ou no caso das governamentais com fins de divulgação do que o governo está fazendo. Ainda de acordo com Vilar depois de uma redemocratização os meios de comunicação têm contribuído para melhorar a relação da sociedade com o Estado, mesmo que ainda não atendam as expectativas da população.

Gustavo Prestini
Milena Vicintin
Viviane Prestes
Jornalismo- A
3º Período manhã

Um comentário:

celina disse...

Vcs disseram: ¨Debates sobre as diferenças sociais nos meios já vinham sendo discutidas desde a década de 50 na Faculdade Cásper Libero ¨ - gostaria de saber a fonte (Tb as outras fontes não estão claras pra mim).
O texto expõe bem as informações, ainda q seja looongo.