sexta-feira, 13 de março de 2009

Mídia e as diferenças

A maneira como cada veículo trata das mais diversas diferenças, sejam elas raciais, sexuais, étnicas e físicas, é muito particular. Cada um segue uma linha editorial e só compete a ele determinar como abordar determinado assunto. Mas fazendo um panorama geral, todos eles concordam com as mesmas ideias.

Quando o preconceito é racial, o discurso é sempre o mesmo (cotas, racismo, escravidão), mas não há um posicionamento por parte dos meios de comunicação, visto que todos são leitores, portanto, todos estão consumindo a informação. O que se comenta são feitos nunca alcançado, como a eleição de um presidente americano negro, por exemplo, quando se faz uma ampla pesquisa histórica demonstrando fatos e personagens que influenciam determinadas gerações, culminando em algo muito maior e de poder midiático diferenciado. O mesmo vale para diferenças quanto a orientação sexual. Sempre que existe alguma novidade, o assunto é amplamente divulgado, como a eleição do primeiro americano gay para um cargo público, Harvey Milk. Nesse caso, percebe-se uma maior abrangência dos casos e maiores publicações devido ao ineditismo do assunto.

A isenção da mídia fica colocada a prova ao tratar das diferenças sociais e dos deficientes (físicos, mentais...). Há boa dose em explorar casos de sofrimento por falta de dinheiro, miséria ou abandono – isso quando não são os três juntos. Assim como é grande o número de telejornais e programas que evidenciam as dificuldades motoras e os dramas que passam os deficientes físicos. Bom exemplo desses dois tipos de diferenças constantemente exploradas são os programa de Datena, Gugu Liberato e Luciano Huck. O que esses apresentadores fazem, em maior ou menor escala, é uma espetacularização em cima dos casos que envolvem sofrimento e emoção, casos que chamam audiência e apelo nacional. Aí não há imparcialidade, há o show, as lágrimas e uma ajuda financiada por um dos patrocinadores desses programas. Sendo a mídia o quarto poder e formadora de opinião, quando se assiste a matérias envolvendo diferenças tende-se a seguir uma linha apelativa e de reconstituição, provando a "capacidade humana de dar a volta por cima".

Turma A - 3º período
Eriksson Felipe Denk, Armando Neto, Luiz Fernando Levinski e William Saab

Um comentário:

celina disse...

1. bom texto e excelente modo de apresentar a opinião com base no q a mídia mostra, como era a proposta
2. Vcs disseram: ¨....só compete a ele determinar como abordar determinado assunto¨.
Entendo q estejam falando da liberdade do jornal em relação à sua linha editorial. Mas é possível dizer q Tb depende da sociedade, q deveria ser ativa pra pressionar