quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vende mais porque é pop ou é pop por que vende mais?

Sempre relacionada diretamente com uma idéia de consumo excessivo a música pop é alvo direto de críticas intensas devida a valores que a ela vem atrelada, como o consumo irreflexivo (o que está em alta na mídia deve ser consumido sem maiores questionamentos), adesão a valores pré-impostos (a fórmula é sempre a mesma), o que a torna um forte elemento de dominação, nela, o ouvinte é tratado exclusivamente como consumidor.


Mas música pop também pode ser vista como um braço mais deslocado da cultura, um caminho mais leve, desencanado e que permite muito mais maneirismos do que a cultura sedimentada. É tudo de uma leveza e uma urgência que demarcam muito o tempo que vivemos. É possível imaginar atemporalidade dessa cultura, hoje um disco dos Beatles de 1967, continua atual, acho que não há muito com o que nos preocuparmos, não é?


Quanto à relevância ela varia de acordo com a “bagagem” de cada pessoa. Muitas pessoas podem não conhecer a obras dos Beatles ou a discografia do Smiths – e talvez considerem Matrix uma ofensa. Mas são felizes. Cada um descobre o que lhe satisfaz e aproveita da forma que julgar melhor. Na verdade, em uma comparação chula, música pop e futebol partem de um princípio semelhante: Vale a pena se remoer, torcer, se estressar por 22 pessoas correndo atrás de uma bola - e que ganham em um mês o que você, provavelmente, não ganhará em um ano? Vale porque se trata de um passatempo. É diversão. Faz “seu mundo” – algo extremamente pessoal e que não deveria ser criticado de maneira tão contundente – ter sentido. O grau de importância desta relação é você quem decide.


Alunos: Maria Luiza Iubel, Murilo Basso e Nathalie Maia
Jornalismo - Noturno - 3º Período

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O samba de raiz e a indústria cultural

Os primeiros escravos a chegar no Brasil trouxeram da África uma dança chamada "umbigada". Essa dança era feita em uma roda, onde o número de integrantes era restrito, porém homens e mulheres participavam. Estas pessoas ficavam no centro do círculo e ao som de palmas, canto e objetos de percussão. Os negros inseriram alguns instrumentos fundamentais para o samba, os quais permanecem: ganzá, cuíca e reco-reco. Porém, com o passar dos séculos, instrumentos como violão, pandeiro e tambor foram incorporados. Mas foi só no final do século XIX, no Rio de Janeiro, que o samba realmente nasceu.

No começo do século XX, pouco tempo depois do "nascimento" do samba, o estilo já passava por transformações. Antes de as rádios começarem a fazer sucesso no Brasil e os artistas gravarem discos, os sambas tinham como característica o estilo partido-alto, isto é, feito na base do improviso. Depois, por volta de 1920, as gravações impediram o artista de improvisar dentro de um estúdio e os sambas passaram a ter estrutura fixa. Com a divulgação nas rádios e com discos gravados, o samba foi ganhando (mais) espaço em todo o país, mas principalmente no Rio de Janeiro. Nesta mesma época, o samba começou a ser acompanhado pelas orquestras dos cassinos do Rio, o que alterou ainda mais sua estrutura melódica e principalmente rítmica, porque instrumentos como trompete e trombone foram inseridos aos sambas. Aí então, com o acompanhamento das orquestras e com discos gravados, o samba começou a ser "comercializado". Porém, em oposição a este samba que se "elitizou", surgiram as escolas de samba dos morros que tentaram resgatar o samba propriamente de raiz. O samba feito a partir desta época tinha dois elementos, o do morro e o da cidade.

O samba, apesar de ser um símbolo da identidade brasileira e só ter atingido este status ao se inserir na indústria cultural e ser aceito pelas classes dominantes, é mais do que mero produto comercial porque foi contruído e consolidado por uma cultura puramente popular.

Jornalismo - 3º B

Analívia Ferreira da Costa
Flávia Pontarolla Tomita
M
ayara Fernanda Bréssan
Natália Santos da Luz

O Jazz e a Mídia

A partir do surgimento do capitalismo, desenvolvimento da tecnologia e a condição de produção em série de gravações musicais surge o conceito de “indústria cultural”. Este termo é utilizado para definir o processo de produção da música e outros produtos culturais, como um mercado, no qual, a música, por exemplo, é produzida a partir de um consenso com a indústria fonográfica destinada a um público extremamente amplo, excluindo seu valor artístico e visando exclusivamente o lucro. No ápice de sua popularidade, durante a década de 30, o Jazz possuía tal característica justamente por fazer parte da cultura de massa norte-americana, porém por se tratar de um ritmo não-linear que exige técnica por parte dos músicos, o Jazz acaba não se desvalorizando artisticamente, por isso perdurando como um dos ritmos mais conhecidos até hoje. Com a evolução do ritmo, que sofreu mutações e foi acoplado a outros ritmos, o Jazz foi se desvinculando desta cultura de massa e passou a possuir um público específico e seletivo. Com o surgimento da internet, o a indústria fonográfica começou a perder o lucro obtido antes pela forma convencional, sendo assim, valorizando drasticamente os concertos ao - vivo. Desta forma, é mais interessante para o público do Jazz, consumir a música em concertos ao vivo, eventos, restaurantes ou bares.

Arthur Santana, Bruna Alcantara e Pedro Dourado

Rock e a indústria Cultural


No início do século XX, Theodor W. Adorno – um dos mais proeminentes pensadores da Escola de Frankfurt – dedicou alguns dos seus textos para refletir sobre um fenômeno da chamada indústria cultural. Esse conceito, segundo o pensador, consistia em estabelecer quais as implicações do processo de mercantilização das práticas culturais. Segundo ele, desde o século XIX, a cultura passou a ser aviltada pelo interesse do sistema capitalista.
Para exemplificar seu raciocínio, Adorno buscou, principalmente na música, um exemplo dos problemas que implicariam na comercialização da cultura. Em seu famoso texto “O fetichismo na música e a regressão da audição”, o autor vai demonstrando quais seriam os problemas que a reprodução da música por meio do disco e do rádio trariam à cultura. Além disso, fazendo uma análise musical, tomando o jazz como principal referência, o autor vai demonstrando como determinados padrões de repetição estética empobreceriam o gosto musical das pessoas.
Em certa medida, as críticas deste pensador alemão em muito definem a situação da cultura e, por vezes, parece falar da situação contemporânea. Sem dúvida, nos dias de hoje, muitas pessoas moldam seu gosto musical por meio de padrões estéticos e simbólicos oferecidos pelos meios de comunicação. Ao mesmo tempo, as gravadoras cada vez mais se preocupam em vender do que privilegiar o processo criativo livre dos artistas.
As ideias de Adorno, elaboradas em 1938, estabeleceram uma visão apocalíptica sobre o futuro da música cooptada pela indústria cultural. No entanto, o surgimento de um novo estilo musical nos Estados Unidos viria a contrapor-se às teorias elaboradas pelo pensador alemão. O rock’n roll foi um estilo que surgiu entre a população jovem estabelecendo uma leitura das contribuições de três gêneros populares anteriores: o country, o blues e o jazz.
Utilizando as mesmas formas “limitadas” do fazer musical instituído no início do século XX, o rock utilizava de ritmos fortemente sincopados para falar sobre novas concepções de vida, amor e mundo. Mesmo em seus primórdios, onde as letras falavam do prazer de se dançar o rock ou situações românticas, podemos reconhecer visões de mundo que demonstravam as mudanças de valor que marcaram essa época. Nesse sentido, podemos ver no rock uma manifestação cultural capaz de pensar e refletir sobre o contexto de uma época.
Mesmo entre os roqueiros de grande projeção comercial, podemos notar a presença de canções onde a ingerência de uma indústria cultural parece ser falha. Já em 1956, a canção “Long Tall Sally”, de Little Richard, falava sobre as aventuras sexuais de um homem que buscava nas relações extraconjugais uma fuga das obrigações do trabalho e do matrimônio.
Até mesmo nas mais românticas canções de Elvis Presley, visto por muitos como um roqueiro demasiadamente comportado, vemos uma interessante contradição. A imagem máscula e atrativa do “rei do rock” fazia um interessante contraste com letras onde ele se mostra completamente subordinado à figura feminina. Em canções como “Hard Headed Woman”, “Teddy Bear” e “Devil in Disguise” temos claros exemplos da situação apresentada.
Por fim, poderíamos dizer que o rock morreu com a indústria cultural? Definitivamente, não. Basta lembrar que no início dos anos de 1980, o AC/DC, uma das mais cultuadas bandas do rock, detém a marca do segundo disco mais vendido da história. Caso esse argumento não seja bastante, podemos vislumbrar como uma banda fabricada como “The Monkeys” saiu para o trabalho independente e conseguiu boas vendagens combinadas com letras críticas como “Pleasant Valley Sunday”.
Sem seguir regras ou as exigências dos próprios fãs, esse gênero musical busca transgredir padrões e não cultuar o passado ou os primórdios de um tempo áureo. Por isso, o rock é uma forma de se conceber e não cristalizar a arte com criatividade e inovação. Clássico, pesado, pop, hard ou punk, o rock ainda presa por uma liberdade criativa que, talvez, nem mesmo Adorno pudesse ter imaginado.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
Debate e conclusão do grupo
O rock passou por varias mudanças, são poucos que continuam tocando o rock em sua essência, as bandas foram se moldando a atender um tipo de público específico, comercializando suas músicas... Antigamente as músicas tinham fins culturais e artisticos, sempre soavam como um grito do povo mediante a alguma paixão ou frustação. Hoje as músicas de rock são compostas e vendidas como produtos na sociedade capitalista.
A bandas que estão sendo lançadas não duram muito tempo no mercado, até porque os "estilos" de rock mudam de tempo em tempo... Porém o rock se mantém vivo, exemplo disso e a banda Nazareth, que mantêm seus fãs e suas ideologias até hoje.
Alunos: Gisele Linhares
Amanda Ludwig
Alessandra Belini
Vinicios Borges

O Jazz e a mídia

A partir do surgimento do capitalismo, desenvolvimento da tecnologia e a condição de produção em série de gravações musicais surge o conceito de “indústria cultural”. Este termo é utilizado para definir o processo de produção da música e outros produtos culturais, como um mercado, no qual, a música, por exemplo, é produzida a partir de um consenso com a indústria fonográfica destinada a um público extremamente amplo, excluindo seu valor artístico e visando exclusivamente o lucro. No ápice de sua popularidade, durante a década de 30, o Jazz possuía tal característica justamente por fazer parte da cultura de massa norte-americana, porém por se tratar de um ritmo não-linear que exige técnica por parte dos músicos, o Jazz acaba não se desvalorizando artisticamente, por isso perdurando como um dos ritmos mais conhecidos até hoje. Com a evolução do ritmo, que sofreu mutações e foi acoplado a outros ritmos, o Jazz foi se desvinculando desta cultura de massa e passou a possuir um público específico e seletivo. Com o surgimento da internet, o a indústria fonográfica começou a perder o lucro obtido antes pela forma convencional, sendo assim, valorizando drasticamente os concertos ao - vivo. Desta forma, é mais interessante para o público do Jazz, consumir a música em concertos ao vivo, eventos, restaurantes ou bares.

Alunos: Bruna Alcantara, Arthur Santana e Pedro H. Dourado

O Rock se vende pela indústria cultural?




O Rock é um dos gêneros mais variados de música existentes no planeta, dentro dele tem lugar tanto pro heavy metal quanto pro punk rock, um enorme leque de gêneros e formas de se expressar procurando uma certa originalidade de sons novos.
A questão é que a Indústria Cultural interfere no som das bandas que acabam não seguindo o que realmente querem, dessa forma uma banda pra se manter fiel ao som que sempre quis acaba sendo eternamente independente e na maioria dos casos eternamente sem lucro e sem dinheiro. Há raros exemplos de bandas que se manteram na cena underground, o Ramones por exemplo é uma banda ícone do rock e se manteve em selos independentes por um bom tempo, isso é RARO.
Por ser um gênero que gera muita contestação do mundo onde se vive, o seguidor do rock se sente traído quando uma banda muda o som por causa da gravadora, dessa forma a indústria age somente visando o lucro e não o conteúdo, qualquer banda que surgir hoje na cena underground e ir pra algum selo forte irá fazer chapinha no cabelo e cantar um refrão de amor, a bola da vez é o emo.
Claro que existem sempre exceções a regra: o AC/DC é uma das melhores bandas de rock do mundo e pertence a uma gravadora grande, assim como várias outras bandas, mas gostar de uma banda é questão de opinião, portanto não vale a pena julgar alguém porque ela gosta de determinado estilo, a indústria cultural sabe disso e age em todos os parâmetros do rock possíveis, desde Jonas Brothers ( rock? ) até o Metallica.
O rock vive uma incógnita, as melhores bandas várias vezes estão no underground, não generalizando. Pois estar na cena independente significa fazer realmente o que se quer e não ganhar o devido crédito por isso. Só que hoje ganhamos um grande auxílio dentro do rock: a internet. Baixar o que se gosta sem nenhum rabo preso com gravadora, aumentar o número de sons que se conhece significa aumentar as chances de escolher algo melhor. E não somente o Top 10 da rádio mais popular.



Leonardo Quintana Bernardi, Cláudio Alves, Diogo Souza
3º Período - Jornalismo/Noturno

terça-feira, 26 de maio de 2009

Funk

O funk começa a ser desenvolvido na década de 60, a partir da fusão do soul, jazz e rock’n’blues, com sons repetitivos e dançantes. No início dos anos 70, houve uma explosão da música na camada mais baixa do Rio de Janeiro, surgindo os característicos bailes funk.

Segundo o antropólogo e pesquisador musical Hermano Vianna, isso seria mais um produto da indústria cultural, que tenta homogeneizar as culturas. Os jovens que dançam funk seriam vítimas do marketing, que tenta afastá-los da “verdadeira” cultura carioca, o samba.

"Houve época em que, no Brasil, era proibido sambar. Hoje, é o funk que enfrenta toda ordem de preconceitos e tentativas de desmobilização por parte de segmentos da sociedade que discriminam manifestações culturais das classes mais baixas, sobretudo as ligadas à cultura negra", aponta o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Um projeto de lei apresentado por Alencar define o funk como "forma de manifestação cultural popular" e determina que o poder público garanta as condições para a democratização da sua produção e veiculação musical. De acordo com o deputado, tal movimento é hoje uma atividade de lazer e cultura popular das mais importantes, reunindo mais de 1 milhão de jovens todos os fins de semana, apenas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

É difícil julgar qualquer tipo de manifestação popular, qualquer que seja sua natureza. Mas classificar o funk como um movimento cultural é incluí-lo como mais uma riqueza da cultura brasileira. O problema é que com o surgimento do estilo musical, uma indústria inteira criou-se para suprir a nova moda. Essa indústria transformou o funk num movimento de controle de massas, que influencia pessoas, não só pela música, mas também pela venda de imagens e conceitos. Para que uma manifestação popular possa ser classificada como movimento cultural, deve influenciar a sociedade de forma positiva.

Paula Correia
Renata Campos
Tali Miranda
Jornalismo Noturno

MPB

Fragmentos do texto
MPB: vítima ou beneficiária da Indústria Cultural?
A música, no Brasil, tornou-se, de fato, um produto artístico de maior difusão na sociedade, principalmente a partir das décadas de 1920 e 30. Compositores como: Noel rosa, Pixinguinha, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Lamartine Babo, entre outros nomes deste período, inauguraram a proposta de se experimentar novas formas no campo popular e, conseqüentemente, conquistar um público fiel – que surgia com o aparecimento das rádios, recém implantadas no país.Com a difusão do rádio ao longo dos anos 30, a música popular passou a ocupar espaços cada vez maiores no campo cultural brasileiro, principalmente como decorrência do interesse, por parte das instituições culturais do governo Vargas, nos músicos populares. Segundo Santuza Cambraia Naves (2001), a música, principalmente o samba, compunha, neste período, um importante elemento no projeto de consolidação da identidade nacional, implementado pelo governo de Getúlio. Entre essa imensa variedade de representações do nacional, destaca-se a figura de Carmem Miranda – na maioria das vezes vista como um estereótipo da brasilidade.Na década de 40 a ascensão da Rádio Nacional, com seu extenso elenco de estrelas, concorria para a popularização de cantores, instrumentistas e compositores, demonstrando, assim, a importância alcançada pelo rádio como grande elemento de popularização da música. Conforme Naves (2001), neste período, a música passa por uma espécie de atualização através do estilo bossa-nova, com a recente batida introduzida por João Gilberto e um certo requinte harmônico de Tom Jobim.Com essa nova proposta, a canção popular perde no começo seu público de massa no Brasil, retomando-o no final dos anos 50 e início dos 60, quando os ouvidos parecem se familiarizar com a bossa, graças a sucessos extraordinários de canções como “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinícius de Morares (1963).Em seguida surge uma nova categoria de compositores populares, formada por jovens universitários politizados, muitos deles imbuídos da concepção nacional popular predominante entre os grupos de esquerda. É nesse contexto que se constitui a sigla MPB (Música Popular Brasileira).Frederico Oliveira Coelho (2001) coloca que as canções caracterizadas por este rótulo aliavam complexidade formal e substância política. Apesar da influência marcante de músicos e letristas fundamentais de períodos anteriores, como Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, as canções que participaram da era dos festivais e da expansão da televisão nos lares brasileiros ganharam um status poético diferente junto à intelectualidade brasileira.No entanto, se na era do rádio a apropriação das músicas divulgadas se dava em larga escala, incluindo os vários segmentos sociais, a partir dos anos 60 a música popular passa a ter um público mais segmentado, identificado com a classe média intelectualizada, conquistando, dessa, maneira, espaço nos principais jornais e revistas. Em resumo, a canção torna-se o meio privilegiado para discutir os temas culturais e políticos.Em seu livro O Fantasma da Revolução Brasileira (1993) Marcelo Ridenti apresenta uma forte disputa entre duas correntes estéticas que polarizaram o debate cultural nos anos 60: aquela que se poderia rotular como “formalista” ou “vanguardista” e uma outra defensora do “nacional e popular”. No campo da música, expõe Ridenti, à tendência nacional-popular poderiam ser alinhados nomes como: Geraldo Vandré, Sérgio Ricardo, Chico Buarque, entre outros empenhados na busca das raízes da cultura brasileira, da liberação nacional, no avanço pela superação do imperialismo e dos supostos resquícios feudais nas relações de trabalho no campo, enquanto que a chamada linha formalista chamava a atenção para que a pretensa revolução no conteúdo das mensagens deveria implicar antes de mais nada uma revolução na forma das artes, e, citando o poeta russo Maiakovski afirmavam que: “sem forma revolucionária não há arte revolucionária”.Ridenti apresenta, ainda, a análise de alguns críticos em relação ao movimento estético nacional e popular que se autoproclamava revolucionário. Para estes o movimento não propunha a ruptura com o capitalismo, mas sim a independência do “imperialismo cultural”. Isto é, propunha-se o desenvolvimento autônomo da tradição cultural do “povo”, o que implicaria, ao menos num primeiro momento, o funcionamento autóctone do capitalismo brasileiro, sustentado por um mercado interno em que a riqueza tivesse uma distribuição mais eqüitativa.E foi justamente contra essa independência do “imperialismo cultural”, que no final da década de 60 nascia o Movimento Tropicalista – identificado com a corrente formalista – propondo a ruptura com tudo que era rançoso, produzindo uma nova forma, muito mais colorida, de enxergar as coisas, de entender o país, de assumi-lo ambiguamente como antigo e moderno ao mesmo tempo .Em vez do nacionalismo, os tropicalistas sugeriam pensar a cultura local em diálogo permanente com a cultura universal; em vez de algo impalpável tratado como popular, lidar efetivamente com a realidade das massas urbanas e incorporar elementos da música de outros países aos da música brasileira , ou seja, seguir o curso da música universal que se dinamizava cada vez mais a cada ano.Enfim, o que interessa, pelo menos aqui neste ensaio, não é identificar ou definir qual das correntes estéticas se propunha realmente revolucionária ou qual seria a melhor indicada para configurar o universo cultural brasileiro, mas sim, que ambas – com grande atuação da linguagem musical – formaram canais de discussão e procuraram difundir um determinado nível de consciência à sociedade, chamando a atenção para problemáticas no campo cultural, político, social e outros. Tanto, que a década de 70 vai evidenciar na MPB, além dos elementos contraculturais, a crítica aos rumos da ditadura militar; em letras amorosas ou com temáticas subjetivas, metáforas e mensagens cifradas contra o regime ditatorial; o que determinou a música como um dos grandes alvos da censura imposta ao país.Além da censura, outros temas povoaram a discussão intelectual sobre a música popular nos anos 70, como sua íntima relação com a crescente indústria de massa e o flerte de alguns compositores com a contracultura. O florescimento, nesse período, de uma música cada vez mais comercial e voltada para o consumo fácil, contrastava com a atitude gauche com relação ao mercado, de uma parcela de compositores que a própria intelectualidade e a mídia da época classificaram como “pós-tropicalistas” ou “malditos”. A canção popular, difundida como objeto cultural de qualidade indiscutível nos anos 60, se torna, nos 70, cada vez mais múltipla e fragmentada . Com a difusão e o crescimento das bandas de rock nos anos 80, essa multiplicidade se intensifica a ponto de surgirem cisões entre diversas tendências que produziram nas linhas do experimental, do “comercialesco”, do transgressor ou do festivo, entre outras oposições criadas no período. Mas ainda nessa época, se destacavam nas letras as referências constantes à situação de redemocratização e à crise econômica e política por que passou o país no período.Mas, no entanto, Ridenti apresenta uma análise de Sérgio Paulo Rouanet a respeito da utilização, pela indústria cultural dos anos 80, da proposta nacional-popular dos anos 60, mostrando a criação de uma caricatura, de uma deformação daquela proposta de vinte anos atrás. Nas palavras de Rouanet:Se o nacional-popular da mídia [dos anos 80] se parece com alguma coisa, é efetivamente com o modelo praticado no Brasil nos anos 60 (...) a idéia de autenticidade que a mídia interpreta como defesa do mercado brasileiro contra os enlatados americanos e a preocupação com a identidade cultural, que a televisão procura resgatar reservando um espaço para programações regionais, intercaladas entre programas de âmbito nacional. É dele enfim, que vem seu traço mais típico, o antielitismo, concebido como repúdio à cultura erudita (...) seriam inegáveis as afinidades estruturais importantes entre a autolegitimação nacionalista e populista da indústria cultural brasileira [atual] e as antigas bandeiras nacionalistas e populares. Em nenhuma época anterior houve tantos gêneros musicais diferentes veiculados pela mídia. Presencia-se, de igual forma, uma novidade em termos de recepção, pois os estilos contemporâneos, como o funk, o rap, o pagode, a música sertaneja e os ritmos baianos, ao se pautarem por critérios de etnia, de orientação sexual, de estilos de vida, ou mesmo geracionais, promovem uma segmentação do público. O processo de globalização trouxe consigo a reestruturação produtiva e a extrema mercantilização da cultura, lançando, no mercado, a música como produto fetichizado e artigo de modas.Se por um lado a indústria cultural lança no mercado inúmeros modelos e estilos, o que dá a sensação de poder optar e escolher, seja pelo Mangue Beat de Recife, o pagode (paulistano e carioca), o reggae, o funk, o rap, a música eletrônica e uma série de outros ritmos, ao mesmo tempo ela padroniza a dimensão subjetiva dos indivíduos de maneira a coisificá-los e, por meio da eleição arbitrária de um padrão, leva-los à uma busca constante e desenfreada por uma estética ideal, esquecendo, assim, qualquer outro caráter que a música possibilitou em épocas anteriores.Enfim, nessa grande feira da atual música popular brasileira, será que ainda há campo para se discutir quem são seus grandes beneficiários e suas vítimas? Referência bibliográfica: http://www.overmundo.com.br/overblog/mpb-vitima-ou-beneficiaria-da-industria-cultural
Anderson Ayres / Ricardo Prado
Segundo ano jornalismo PUC
TURMA U

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Rock e Indústria Cultural

Rock e indústria cultural são indissociáveis. Não existe um período, digamos, “puro” desse estilo musical: ele foi criado à luz daquilo que os teóricos da Escola de Frankfurt criticaram, ou seja, ganhou repercussão através de grande trabalho de mídia, já nasceu como uma mercadoria.

Por trás de bandas importantes como os Beatles e The Who, por exemplo, sempre houve a figura de um produtor dizendo a eles como agir, como se vestir etc. O que não significa, porém, que o trabalho desses grupos não tenha qualidade, pois, conforme escreve Teixeira Coelho, “o debate sobre a indústria cultural gira ao redor de questões de ética: os produtos da indústria cultural são bons para o homem, adequados ao desenvolvimento das potencialidades e projetos humanos?”.

O rock, que surgiu na década de 50 como uma evolução do blues e do jazz, com o passar dos anos também teve suas características de “música de protesto” atenuadas. O que antes era símbolo de uma juventude não conformada com certas questões da sociedade, com o tempo ganhou uma identidade mais romântica que atingiria um público muito maior.

Ao que se consta, porém, o rock não atrapalha nenhum desenvolvimento humano, embora tenha o poder de subverter convenções e contestar a sociedade. Mesmo sendo mercadoria. Melhor: sobrevivendo na linha tênue que separa um mero produto e a arte.

Grupo: Karyme Kaminski, Marília Dissenha, Patricia Fernanda e Rafaela Lopes - 2º ano - Jornalismo B - manhã

Música Popular Brasileira

A MPB tem origem no período colonial, a partir da mistura de vários estilos: os sons de origem africana, as cantigas populares, fanfarras militares, músicas religiosas e músicas eruditas européias,e até os típicos cantos e sons tribais indígenas. Porém, há quem diga que ela nasceu na época em que a Bossa Nova estava entrando em declínio, em 1966.
Mais apreciada pela classe média, a Música Popular Brasileira teve como precursores o lundo – de origem africana, e a modinha, cujo berco portugues falava de melancolia e amor numa batida calma e erudita. Na segunda metade do seculo XIX, a união dos dois estilos agregado ‘a danca de salao europeia faz surgir o chorinho.
Já no século XX, aparecem a capoeira, vinda dos becos do Rio de Janeiro, e o carnaval. Na década de 50, quem faz sucesso é a Bossa Nova. Destaque para Tom Jobin, Elisabeth Cardoso e João Gilberto. Transmitido pela Rede Record, nos anos 60, o Festival de Música Popular Brasileira ganhou fama e importância com figuras como Milton Nascimento, Elis Regina, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Edu Lobo. No mesmo período, no programa jovem guarda, também lançado pela emissora, ganham voz os cantores Roberto Carlos e Erasmo Carlos e a cantora Wanderléa.
Os anos de 70 e 80 também são marcados por artistas carismáticos procedentes dos mais longínquos cantos do país. Destaque para Maria Bethania , Fafá de Belém, Clara Nunes, Belchior e Fagner ( ambos do Ceará), Alceu Valença e Elba Ramalho. No que diz respeito ao Rock, aparecem Raul Seixas e Rita Lee.
As músicas referentes a última década do século XX ganham influencia internacional, com forte tendência urbana e tratando de temas nacionais. Aparecem Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Titãs, Kid Abelha, RPM, Plebe Rude, Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Barão Vermelho. Outros que se destacam foram Cazuza, Lulu Santos, Marina Lima, Lobão, Cássia Eller e Zeca Pagodinho.
O crescimento da MPB está relacionado, em termos midiáticos, com o desenvolvimento do rádio e dos aparelhos de reprodução musical, principalmente nas décadas de 1920 e 1930. Desde então, a indústria fonográfica vem se desenvolvendo no que diz respeito aos modos de execução, audição e circulação audiovisuais.
A Música Popular Brasileira apresenta extrema importância no que diz respeito a externar as diversas identidades culturais existentes no Brasil. É através dela também que é preservada a memória coletiva da história e da honra de nosso país.

Daniela Mallmann Andrade
Jornalismo - B

A indústria cultural e o mundo underground

Cada vez mais a indústria cultural vem tornando o mundo da música em um ambiente universal, ou seja, um estilo musical agrada a todas as pessoas. Com a função dos produtores musicais essa padronização é cada vez mais frequente. O underground, ou melhor, a música underground não ganha espaço na mídia a não ser que tenha um destaque em sites como o youtube. Caminhamos para uma padronização da música mundial, se é que isso já não aconteceu.

O Psichobilly é um gênero musical que leva consigo características do punk do final dos anos 70 e um pouco do rockabilly norte-americano da década de 50. É caracterizado também pelas referências à filmes de terror e assuntos como violência, sexualidade lúgubre e outros tópicos geralmente considerados tabus, embora apresentados de forma cômica e corajosa.
A primeira banda considerada psychobilly foi a Meteors, formada no sul de Londres em 1980. Com um integrante que fazia parte da subcultura rockabilly, outro envolvido com a subcultura punk e um terceiro que era fã de filmes de terror. Suas idéias musicais se juntaram e formataram o gênero como ele existe atualmente. No final dos anos 80 o psichobilly já estava presente em vários paises da Europa e também em parte da Ásia.
Curitiba é considerada a capital do psychobilly no Brasil. A primeira banda deste estilo na cidade foi Os Catalépticos, que terminou em 2005, seguida pela Ovos Presley.
O maior evento na capital paranaense é o Psycho Carnival que acontece no feriado de carnaval, começando com uma parada de fantasia que tem inicio no Cemitério Municipal e termino no largo da ordem ( Zombie Walk), local no qual sempre acontece o primeiro show do evento, o único aberto para o público. O evento tem 10 edições, e sempre consegue trazer uma grande quantidade de turistas de vários países para uma cidade que não possui tradição no carnaval.
O evento mais velho da cidade é o Psychobilly Fest, são 3 dias de show em setembro, mas não costuma ter bandas de fora do país.

Jornalismo A - manhã
Bruna Covacci
Daniel Neves
Rafael Peroni
Thyago da Silva

Samba enredo e a indústria cultural


O Rio de Janeiro foi o palco inicial para o Samba, que começou no fim do século XIX com os negros vindos da Bahia. Em 1930 é criada uma vertente do samba, o samba enredo, que era composto por um refrão fixo e todo o resto da música era improvisado. Depois de alguns anos, as improvisações foram proibidas e no final da década de 60 esse estilo, juntamente com os desfiles das escolas de samba, começou a ser transmitido pela televisão. A partir desse momento, ele se transformou em um produto de massa, passando a ter um status e um público maior. Grandes transformações foram perceptíveis, desde a qualidade do samba, até mesmo a substituição por instrumentos mais baratos que facilitaram também a participação de pessoas de outras classes sociais e até mesmo de outros lugares mais distantes. Como conseqüência, tivemos a profissionalização das pessoas inseridas nesse meio, fazendo com que essa estrutura ganhasse proporções imensas a ponto de ser considerado um patrimônio imaterial do Brasil no dia 9 de outubro de 2007 pelo Iphan, Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacioal.


Elis Paola Jacques
Emeline Hirafuji
Gisele Eberspächer
Julia de Mello Botini

A divulgação do rock alternativo pela internet

O rock alternativo surgiu na década de 80, fazendo experiência sonoras inovadoras e englobando diferentes subgêneros da música independente que não se encaixavam nas classificações existentes.
Esse gênero inclui diversos segmentos como o britpop, grunge, indie-rock, post-punk que, apesar de diferentes, possuíam uma característica em comum: tocar aquilo que parece ser antagônico ao grande mercado fonográfico da época e local em que estavam inseridos.
Com o tempo, o rock alternativo foi se consolidando no mercado, mas para um público específico, que não consome a música padronizada. Paralelamente à essa consolidação, a internet foi evoluindo e abragendo um número cada vez maior de usuários.Junto com a evolução sonora dessas bandas, a maneira de divulgar as músicas também sofreu grandes modificações. Como dificilmente as gravadoras se interessam e patrocinam artistas que produzem materiais menos convencionais, a internet proporciona um espaço para que sejam divulgadas. Há uma democratização da circulação da música de maneira mais ampla e atingindo um grande público.
Além disso, a mídia tradicional também tem disponibilizado um espaço maior para bandas independentes e assim diversificar o seus produtos, oferecendo mercadorias para um grupo mais segmentado. A partir da divulgação em sites como o myspace, artistas como Lily Allen, Arctic Monkeys e Mallu Magalhães, conquistaram sucesso e depois foram absorvidos pela indústria fonográfica. A música alternativa dessa forma também se encontra inserida na indústria cultural, pois passa a utilizar os mesmos recursos de produção e distribuição que artistas do mainstream.

Turma B - manhã
Equipe:
Ana Luiza de Lima
Lívia Pulchério
Lorena Oliva
Nathália Pontes

A música sertaneja e sua internacionalização

Na década de 80, quase 70% da população brasileira era urbana, então além de uma indústria capacitada para produzir existia também um público capaz de consumir o que era produzido.
Enquanto a elite consumia o rock nacional, aqueles que haviam migrado do campo ouviam a música sertaneja (que foi o primeiro gênero de massa no Brasil) como uma forma de lembrar o passado. Pois naquele tempo as letras das músicas sertanejas eram sobre a vida no meio rural, o cotidiano daqueles que lá moravam. A música servia como um amparo para os migrantes.
O mercado aliado á comunicação de massa fez a sua parte, abaixou os preço de aparelhos de som, televisores, mostrava e fixava ao público as novas duplas, os novos cantores.
Hoje a música sertaneja não tem a mais a função de amparo e nem sempre fala do campo. Ela se refez em torno daquilo que é consumido, colocou outros instrumentos, mudou a temática enfim mudou o enfoque.
Esse novo sertanejo, atualmente, é bastante consumido pelo público jovem e urbano, que freqüentam shows de duplas sertanejas vão a bares que tocam esse estilo musical. As letras falam sobre festas, mulheres, universidade tudo para cativar o público mais novo.
A música sertaneja existe, desde a década de 20, mas foi na década de 80 que o estilo musical foi massificado. Como um modo de amparo social àqueles que migraram do campo para a cidade. Porém o verdadeiro sertanejo foi sendo “americanizado” para vender mais, e hoje o sertanejo que conhecemos é muito mais parecido com o country norte-americano do que com a música sertaneja de raiz.
O sertanejo é hoje consumido em massa, mas que surgiu como uma produção independente voltada para um público específico, e se manteve nas fronteiras do mercado, com um consumo pequeno, mas constante. Diríamos, então, que a estrutura é globalizada, mas a produção e consumo são regionalizados.


Jornalismo Noturno
Ivo Stankiewicz
Milene Silveira
Mylena Gama
Robson Leandro

Bossa Nova – das universidades para a história da música brasileira.

A palavra “bossa” era uma gíria carioca que no fim dos anos cinqüenta, significava jeito, maneira. Quando alguém fazia algo de modo diferente, original, de maneira fácil e simples, dizia-se que esse alguém tinha “bossa”. A expressão “Bossa Nova” surgiu em oposição a tudo o que um grupo de jovens achava superado, velho, arcaico, antigo, dentro da música brasileira.
Diferentes harmonias, poesias mais simples, novos ritmos, batida diferente do violão, poesia diferente das letras, cantores diferentes dos mestres. A Bossa Nova não seria melhor nem pior. Seria completamente diferente de tudo, mais intimista, mais refinada, mais alegre, otimista.
O primeiro grande marco inicial da Bossa Nova aconteceu em primeiro de março de 1958, quando João Gilberto cantou, com a batida de violão diferente, “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Anos mais tarde, a Bossa Nova se tornaria um dos gêneros musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, especialmente associado a João Gilberto, Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá.
A bossa era acima de tudo um movimento da emergência urbana do país na fase desenvolvimentista da presidência de Juscelino Kubitschek (1955-60) e concentrou-se no Rio em apartamentos da zona sul como o da cantora Nara Leão. Em seu apartamento aconteciam encontros de jovens autores e músicos como Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Sérgio Ricardo e Chico Feitosa, entre outros. Os shows do grupo começaram no âmbito universitário e foi o primeiro movimento musical brasileiro a sair das universidades.
Em 1965, Vinícius de Moraes, um dos maiores expoentes da Bossa Nova, compôs com Edu Lobo um dos marcos do fim do movimento, Arrastão. Era o fim da Bossa Nova e o início do que se rotularia MPB.
A MPB nascia com artistas novatos, da segunda geração da Bossa Nova, como Geraldo Vandré, Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda, que apareciam com freqüência em festivais de música popular e tinham um pouco de influencia da Bossa Nova. Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da Bossa em MPB.
O fim cronológico da Bossa não significou a extinção estética do estilo. O movimento foi uma grande referência para gerações posteriores de artistas, do jazz a uma corrente pós punk britânica .
No rock brasileiro, se destaca a regravação da composição de Lobão, Me chama, pelo músico bossa-novista João Gilberto, em 1986, além da famosa música do cantor Cazuza composta por ele e outros músicos, Faz parte do meu show, gravada em 1988, com arranjos fortemente inspirados na Bossa Nova.
Seu legado é valioso, deixando várias jóias da música nacional, dentre as quais Chega de Saudade, Garota de Ipanema, Desafinado, O barquinho, Eu Sei Que Vou Te Amar, Se Todos Fossem Iguais A Você, entre outras.


Clarissa Herrig
Larissa Dalitz
Lívia Marques
Jornalismo B - manha

Bossa Nova – das universidades para a história da música brasileira.

A palavra “bossa” era uma gíria carioca que no fim dos anos cinqüenta, significava jeito, maneira. Quando alguém fazia algo de modo diferente, original, de maneira fácil e simples, dizia-se que esse alguém tinha “bossa”. A expressão “Bossa Nova” surgiu em oposição a tudo o que um grupo de jovens achava superado, velho, arcaico, antigo, dentro da música brasileira.
Diferentes harmonias, poesias mais simples, novos ritmos, batida diferente do violão, poesia diferente das letras, cantores diferentes dos mestres. A Bossa Nova não seria melhor nem pior. Seria completamente diferente de tudo, mais intimista, mais refinada, mais alegre, otimista.
O primeiro grande marco inicial da Bossa Nova aconteceu em primeiro de março de 1958, quando João Gilberto cantou, com a batida de violão diferente, “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Anos mais tarde, a Bossa Nova se tornaria um dos gêneros musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, especialmente associado a João Gilberto, Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá.
A bossa era acima de tudo um movimento da emergência urbana do país na fase desenvolvimentista da presidência de Juscelino Kubitschek (1955-60) e concentrou-se no Rio em apartamentos da zona sul como o da cantora Nara Leão. Em seu apartamento aconteciam encontros de jovens autores e músicos como Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Sérgio Ricardo e Chico Feitosa, entre outros. Os shows do grupo começaram no âmbito universitário e foi o primeiro movimento musical brasileiro a sair das universidades.
Em 1965, Vinícius de Moraes, um dos maiores expoentes da Bossa Nova, compôs com Edu Lobo um dos marcos do fim do movimento, Arrastão. Era o fim da Bossa Nova e o início do que se rotularia MPB.
A MPB nascia com artistas novatos, da segunda geração da Bossa Nova, como Geraldo Vandré, Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda, que apareciam com freqüência em festivais de música popular e tinham um pouco de influencia da Bossa Nova. Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da Bossa em MPB.
O fim cronológico da Bossa não significou a extinção estética do estilo. O movimento foi uma grande referência para gerações posteriores de artistas, do jazz a uma corrente pós punk britânica .
No rock brasileiro, se destaca a regravação da composição de Lobão, Me chama, pelo músico bossa-novista João Gilberto, em 1986, além da famosa música do cantor Cazuza composta por ele e outros músicos, Faz parte do meu show, gravada em 1988, com arranjos fortemente inspirados na Bossa Nova.
Seu legado é valioso, deixando várias jóias da música nacional, dentre as quais Chega de Saudade, Garota de Ipanema, Desafinado, O barquinho, Eu Sei Que Vou Te Amar, Se Todos Fossem Iguais A Você, entre outras.

Blues- Qualidade Musical.

Não existe uma data específica para o inicio do blues, se sabe somente que começou antes de 1900, na África, a partir do canto dos escravos negros nas plantações de algodão. Muitas pessoas acreditam que o Blues começou nos Estados Unidos, mas, ele apenas se consolidou e ficou conhecido no território norte americano.
A igreja foi um local importante para difusão do Blues. Os negros, muito religiosos, aproveitavam o momento que estavam na igreja para cantar e aperfeiçoar a música popular americana, o Blues. Inicialmente era só vocal e somente após algum tempo é que foi adicionada a melodia a esses cantos, porém o conhecimento musical era escasso e a vocalização ainda era muito presente. Com o passar do tempo foram criados padrões de harmonia tal como o famoso blues de 12 compassos.
Começou a se tornar cultura popular nos Estados Unidos a partir da década de 30 a 40 sendo uma das musicas mais populares, que todos ouviam e tinham acesso. Muitos cantores se consagraram nessa época e mesmo após o surgimento de outros estilos ainda conseguiram manter sua consagração.
Nos anos 50, Chicago era um dos pontos de encontro do blues eletrificado, estilo que se caracterizava através do uso de amplificadores. Entre as décadas de 60 e 70 o blues se expandiu pelo mundo deixando de ser apenas um ritmo americano. E nesta época foi criada a chamara “invasão britânica”, onde várias bandas de rock da época começaram a tocar blues de uma forma diferente, o chamado British Blues.
Porém, após a febre britânica pelo blues, ele começou a perder espaço para a era do disco e ficou praticamente esquecido até surgir novamente nos anos 80. Vale lembrar que, apesar de tudo, o Blues serviu de inspiração para estilos musicais como o Rock, o Jazz, Soul, e que muitas ramificações do Blues surgiram para atender as necessidades do novo público que ia surgindo.
Hoje, não vemos o Blues como um dos mais requisitados da indústria cultural. Infelizmente, cada dia mais a indústria cultura focaliza seus investimentos em músicas com qualidade pobre, que é facilmente vendida a absorvida pela população. Diferente disso, o Blues tem um público único, que mesmo após a queda na popularização do estilo, continua escutando e admirando o trabalho de novos músicos.



http://www.youtube.com/watch?v=5VcGXHx8WwM


EQUIPE: Angela Laureanti, Evelin Schelbauer, Jessica Kimy, Marina Miranda.

Do êxodo rural à indústria cultural - Musica Sertaneja

Há uma lacuna muito grande entre música sertaneja e música caipira. Apesar de a primeira ter utilizado determinados elementos estético-formais da segunda, hoje, em nada mais elas se identificam. Enquanto a música sertaneja tem, hoje, uma função alienante para o seu grande público, distanciando-o da sua realidade concreta, através do uso que a indústria cultural dela faz, a música caipira, bem ou mal, ainda possui a função de evitar desagregação social do caipira através de manifestações lúdicas, profissionais e religiosas.
Do ponto de vista estético, a música sertaneja não se enquadra na categoria arte. Ela não é arte musical ou qualquer outro tipo de arte, porque sua configuração estética é feita de redundâncias tanto ao nível da forma como o do conteúdo. A sua perda de autonomia verifica-se não apenas pelo controle de qualidade estética que a indústria cultural impõe, mas também por transformá-la, ao mesmo tempo, em instrumento de consumo e de controle social, atribuindo-lhe o caráter não de arte, mas de anti-arte, distanciada, desta forma, da sua verdadeira função social.
No tocante ao consumo, verifica-se atualmente uma perfeita identidade entre as músicas sertaneja e a popular urbana. Os meios de comunicação de massa trabalham-nas igualmente. Tanto o rádio quanto a televisão são meios (entre outros) pelos quais essas modalidades musicais chegam até o público. Entretanto, essa divulgação é feita estrategicamente. Os seus horários são dispostos de acordo com as horas de lazer de cada uma dessas classes. Por isso é que a grande maioria dos programas sertanejos se verifica principalmente pela madrugada, durante o tempo em que o operário dirige-se ao trabalho, e à noite, quando já está concluída sua tarefa de produção.
A música caipira, após sua urbanização (música sertaneja), passa a exercer, quase que exclusivamente, o papel de instrumento da ideologia burguesa, desvinculando-se inteiramente de sua função de elemento catalisador das relações sociais no campo. Ela, hoje, é apenas um produto a mais do consumo de massa do meio urbano, dirigido principalmente ao proletariado.


Jornalismo noturno
Elisa Catalini
Luiza Garcia
Saulo Schmaedecke

Fonte: Acorde na Aurora: Música Sertaneja e a indústria cultural - Waldenyr Caldas

Hipodérmicos

A Teoria Hipodérmica, baseada na irracionalidade do homem, assume a onisciência do público gerando as informações equivocadas e divulgadas abertamente. Esse papel do emissor prioriza as questões públicas, e dessa forma constrói os sentimentos da população em relação à pátria.
Na Teoria Hipodérmica se exclui a recreação e o entretenimento como estímulo intelectual e se impõe a informação unicamente, e com caráter dominador quando associada a campanha do governo. Por isso, o seu início no período de guerra, onde a comunicação promovia o sentimento de amor à pátria. Esse uso da mídia foi constante durante todo o século vinte, a partir do surgimento da Teoria Hipodérmica.



Jornalismo Noturno
Elisa Catalini
Luiza Garcia
Saulo Schmaedecke

FORRÓ

O forró é uma dança popular de origem nordestina. A música de forró possui temática ligada aos aspectos culturais e cotidianos da região nordeste do Brasil. De acordo com pesquisadores, o forró surgiu no século XIX. As pessoas dançavam arrastando os pés para evitar que a poeira subisse.
A origem do nome forró tem várias versões, porém a mais aceita é a do folclorista e pesquisador da cultura popular Luiz Câmara Cascudo que sugere que a palavra forró deriva da abreviação de forrobodó, significando arrasta-pé, confusão, farra.
Embora seja tipicamente nordestino, o forró espalhou-se pelo Brasil fazendo grande sucesso. Foram os migrantes nordestinos que o espalharam, principalmente nas décadas de 1960 e 1970. Atualmente, existem vários gêneros de forró: forró eletrônico, forró tradicional, forró universitário e o forró pé de serra. Em geral, o forró é uma exemplificação de produto cultural que sofre a influência da mídia a fim de transformá-lo em produto vendável. Ele vem se adaptando às novas formas de vender música, e para isso foi se adaptando aos novos formatos, aqueles que mais vendem. Do forró de Luiz Gonzaga, chegou-se ao forró eletrônico. Este surgiu paralelamente ao forró universitário, na década de 90. O forró eletrônico abriu caminho para bandas que mudaram não apenas a estética musical, mas promoveu “uma revolução na indústria cultural do nordeste do Brasil”.
Grupo: BRUNA REGATIERI, DUANE CARVALHO, FRANCIELLE CICONETTO E GEFERSON BARAZETTI

domingo, 24 de maio de 2009

O Samba e a indústria cultural.

O SAMBA, ritmo musical tipicamente brasileiro, teve origem no final do século XIX nos locais mais humildes do Rio de Janeiro, onde se concentravam os negros. No começo o samba era usado mais para animar festas e sua origem vem da mistura do chorinho, que era aceito na época, com os tambores que eram utilizados no Candomblé. As letras eram baseadas mais na sociedade negra e no que eles viviam e justamente por isso não era muito bem aceito pela sociedade no geral, pois se formavam músicas mais pesadas e poucas pessoas gostavam.
Durante alguns anos o samba era mais tocado em festas e não tinha fins comerciais e nenhuma intenção de que isso acontecesse, mas com o tempo novos artistas e compositores, como por exemplo, Noel Rosa, Cartola, foram surgindo e alimentando esse ritmo nosso que já está enraizado. A partir dos anos 20, sambas começaram a ser gravados e eram acompanhados por Orquestras nos cassinos do Rio de Janeiro e foi aí que a mudança começou acontecer, pois a estrutura do samba foi modificada gerando um tipo de protesto pelas pessoas que tinham o samba como tradição. Grupos foram formados e aí surgiram as escolas de samba. Podemos dizer que á partir desse período que a indústria cultural entrou no conhecido ritmo brasileiro.
Depois da divulgação, o samba caiu no gosto popular e conquistou todas as classes, elevando o seu nível. Mas segundo José Adriano Fenerick, que teve como tema do seu doutorado na USP o próprio “samba só se tornou símbolo do Brasil devido aos interesses relacionados das camadas populares, da classe média, do Estado e dos meios de comunicação". Ao longo dos anos o samba se popularizou cada vez mais e conquista sempre novos adeptos. É uma marca da cultura brasileira. Do samba ainda vieram outros ritmos, como o pagode, o samba enredo, com algumas diferenças nas estruturas. E para finalizar, como dizia Noel Rosa, “o samba nem é do morro e nem da cidade. É brasileiro.”

Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/2262
Denis Weisz Kuck - Ciência Hoje on-line (07/04/03)
Jornalismo – Noturno
Bárbara Lobo
Lorena Dias
Michelle Bragantini

Axé Music


Surgido na década de 1980 durante as manifestações populares do carnaval de Salvador, o Axé é um gênero musical que deriva e mistura diversos ritmos brasileiros como o Frevo pernambucano, o Maracatu, o Forró, Reggae e o Calipso.
“Axé” é uma saudação religiosa usada no Candomblé e na Umbanda, mas é muito utilizado na música soteropolitana, e significa energia positiva. A palavra Music foi anexada ao nome Axé, pelo jornalista Hagamenon Brito para formar um termo que designaria pejorativamente a música dançante da Bahia, já que na época a música brasileira perdia muito espaço para a internacional. Mas o termo deu tão certo que os artistas não se incomodaram com a sua origem debochada e passaram dele se aproveitar. Como no caso da Banda Beijo, do vocalista Netinho, que em 1992 nomeou seu disco de Axé Music. Com o impulso da mídia o Axé Music rapidamente por todo o país, com realizações das micaretas, carnavais fora de hora, e fortaleceu-se como indústria, produzindo sucessos o ano inteiro. O ano de 1998 foi o mais feliz do Axé Music, Daniela Mercury, Banda Eva, Araketu, Cheiro de Amor, É o Tchan e Chiclete com Banana, juntos venderam 3,4 milhões de discos.

Muitas pesquisas e teorias foram feitas a partir do Axé Music, muitos não consideram o Axé um movimento musical ou representação da música da Bahia, mas sim uma rotulação mercadológica muito útil para que os artistas da cidade de Salvador tomassem as paradas de sucesso em 1990. A partir disso criou-se uma identidade, como se todo baiano cantasse somente Axé.

Jornalismo
Turma A - Diurno

Bábylla Miras
Bruna Gomes
Giovana Luersen
Vanessa Otovicz

O Samba e a sua transfomação

“Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração”

(Vinícius de Morais, Samba da Benção)


O gênero do samba, embora tenha sido conhecido como uma expressão cultural do Rio de Janeiro, é oriundo da Bahia. Lá, era tocado em rodas e suas músicas não possuíam tempo determinado de duração, tendo sempre improvisações adicionadas às suas letras toda vez em que eram tocadas. Quando levado para o Rio pelos negros que para lá foram, esse formato foi mantido, tanto que a primeira gravação de um samba, “Pelo Telefone”, atribuída a Ernesto dos Santos, o “Donga”, recebeu reclamações de outros autores reivindicando a sua co-autoria.

À medida que cresceu em popularidade, o gênero passou a ter mais músicas gravadas e transmitidas nas rádios. Para se adequar a essa realidade, o formato livre teve de ser abandonado em prol de outro comercial, com estrofes fixas e tempo médio de quatro a cinco minutos de duração. Desta forma, ficava mais acessível para o grande público, que precisaria dispor de apenas alguns minutos para conhecer uma canção em sua totalidade.

As diferentes formas de fazer samba geraram algumas rixas entre sambistas do morro e sambistas dos bairros. No famoso samba de Noel Rosa, “Feitiço da Vila”, a letra diz que “a Vila tem um feitiço sem farofa, sem vela, e sem vintém”, numa referência à macumba praticada nas favelas. Noel era de Vila Isabel, bairro nobre do Rio de Janeiro na época, e na letra da mesma canção ele diz que “Tendo nome de princesa, transformou o Samba num feitiço decente”, ou seja, o samba para ele teria melhorado ao ser trabalhado também por quem estudava música.

Como diz a canção de Vinicius, citada no começo do post: “Se hoje ele [samba] é branco na poesia, ele é negro demais no coração”. Branco neste verso pode ter dupla interpretação, ou seja, tanto pode ser lido como um samba de versos brancos (sem rimas), como pode ser entendido como feito por brancos.

Caetano Veloso fez um comentário muito crítico à canção “Feitiço da Vila”, que pode ser visto no vídeo abaixo.



Cássio Barbosa
Durval Ramos Junior
Guilherme Gaspar

3º período Jornalismo Manhã Turma A

sábado, 23 de maio de 2009

Jazz

O Jazz origina-se dos povos afro-americanos, no começo do século XX. Os escravos trazidos para a América, em demasia para a região de Nova Orleans, passavam grande parte de seu tempo tocando instrumentos que trouxeram consigo da África. A invenção de novos instrumentos combinados com metais de sopro e bateria, instrumentos de paletas deram, aos poucos, origem à um gênero musical que mais tarde receberia o nome “Jazz”. Este novo gênero musical tem como principal característica o improviso. Improviso de letras, melodias, notas e acordes.

Teve seu ápice nas décadas de 30, 40 e 50. A partir dos anos 80 teve um declive. Os artistas não mais produziam Jazz, os subgêneros eram acusados por depredarem o som original.

Hoje o Jazz é visto – ouvido - e comprado como uma certa forma de nostalgia.

Adorno descrevia a decadência da musica popular como jazz. “A indústria cultural é a integração deliberada, a partir do alto, de seus consumidores. Ela força a união dos domínios, separados há milênios, da arte superior e da arte inferior. Com prejuízo para ambos. A arte superior se vê frustrada de sua ansiedade pela especulação sobre o efeito; a inferior perde, através de sua domesticação civilizadora, o elemento de natureza resistente e rude, que lhe era inerente enquanto o controle social não era total.”


ADORNO, T. W. A Indústria Cultural.e Sociedade.São Paulo: Paz e Terra , 2002.

Laura Schafer
Maria Clara Oliveira
Turma A
Jornalismo

Industria Cultural e a Música Brega

A música brega é conhecida pelas suas letras simples, mas que tratam de temas excessivamente romanticos, normalmente tendo a dor de cotovelo como tema principal. A melodia é forte e o visual de suas interpretes muito exagerado.
Apesar do primeiro cantor do gênero, Vicente Celestino, ter surgido nos anos 30, foi nos anos 50/60 que o brega tornou-se popular no país. Os jovens cariocas da época que preferiam o rock e a bossa nova, denominaram o estilo como cafona. Porém, não livrou cantores como Waldick Soriano e Agnaldo Timóteo de terem atingido o sucesso. Mas foi na década seguinte que o gêreno se tornou defasado pelo fato de a ditadura estar em ativa no país. Como inúmeros cantores da bossa nova estavam exilados e/ou com canções proibidas o brega tornou-se uma vávula de escape na época.
Nessa época e principalmente nos anos 80, incorporou-se as danças sensuais, com o aparecimento de cantorea populares que dançavam e tinham apelo sexual, muito influenciados pelas pornochanchadas do cinema. Daí deu-se o nascimento de figurões como Gretchen e Sidney Magal. Os anos 80 foram responsáveis pelo baby-boom da música brega que permanece até hoje, com bandas como Calypso e os tecnobregas tão comuns no norte/nordeste mas que sempre invadem o centro-sul.
Apesar de ser um esilo mais comum em classes menos favorecidas pelo fáci entendimento, é imprescindível o reconhecimento desse estilo como importante já que contribuiu para a história recente do país. Sem contar que tornou populares uma fatia da população que não tinha acesso aos grandes festivais que revelavam apenas cantores da mpb e do rock nacional. Os meios de comunicação, que muitas vezes estiveram a serviço da grande massa, da mass mídia, ajudaram a popularizar esse estilo musical. Ídolos nasceram com a intensificação desse estilo, que fugia à tendência bossa nova e jovem guarda e não tinha comprometimento político. A grande massa teve voz num momento em que a repressão se fazia presente, mas que o bizarro e o "diferente" se intensificavam.

Alunos: William Saab, Eriksson Denk, Luiz Fernando Levinski e Armando Sagula

Indústria Cultural e FUNK CARIOCA

O funk carioca surge na década de 1980 nas favelas do Rio de Janeiro, derivando de gêneros como o Miami Bass, devido a sua batida rápida.

O gênero funkeiro se espalhou pelo Brasil como sendo mais uma música popular, acarretando milhares de “seguidores”. Segundo Janotti Jr., o conceito de música de massa surgidas no século XX, está intimamente ligada ao “aparato midiático”, em que o é possível relacionar a configuração da música de massa ao desenvolvimento da indústria fonográfica. Logo o funk deixa de ser um aspecto característico da cultura carioca para entrar na lista de produtos da indústria cultural.

Nos últimos anos, uma série de mulheres receberam apelidos de frutas, intituladas Mulheres frutas, por apresentarem medidas avantajada se certas partes de corpo. Essas dançarinas ganharam fama pelo Brasil devido à propagação feita pela indústria cultural que está por trás de todo o aparato funkeiro além, é claro, de explorarem a sexualidade. Outro fato muito usado pela indústria cultural com as Mulheres Frutas é a exploração da sensualidade das dançarinas para venderem seus show, CDs, DVDs e com isso alimentar a sua indústria e alimentar o seu capital.

Para Adorno e Horkheimer a indústria cultural é um sistema coercitivo e inflexível causador do efeito de anti esclarecimento sobre os indivíduos, ambos definem a industrial cultural como não sendo uma espontaneidade da arte popular, pois se trava de um produto capitalista, em suma, o sistema tornou a arte em mero produto de consumo, e usou a massificação da arte como meio de sua ideologia de consumo.

A indústria cultura apresenta como fatores característicos três formas sistemáticas de produção:


Estandardização/padronização: a música funk em sua grande maioria apresenta uma massificação de ritmo, em que as batidas são várias vezes repetidas, num mesmo padrão. As letras das músicas são apenas incremento, que rimam com a batida. Como exemplo, podemos nos valer dos bailes funk, denominação dos locais onde as pessoas se reúnem para ouvir, dançar e fazer o funk. Para frequentá-los, além de gostar, é necessário estar vestido de acordo com o movimento e dançar conforme o grupo. O funk tem movimentos específicos, em torno da sexualidade e exposição do corpo. Não é necessário saber as letras, o ritmo e os passos serão sempre os mesmos.


Estereotipização: uma das grandes críticas dos frankfurtianos à indústria cultural está relacionado ao fato de o sistema capitalista usá-la para tornar o ser humano submisso aos interesses mercadológicos. Em suma, a indústria cultural cria os seus produtos para “pensarem” para o homem, com isso, o sistema gera uma fidelidade de gostos e costumes em seus consumidores, que de uma forma alienada começam a impor gostos no mercado, alimentando a indústria capitalista. Há um velho pensamento sobre os gostos que acreditamos ser o ponto principal da manutenção da industria cultural. Geralmente quem gosta de funk não gosta de sertanejo, quem gosta de soul não pode ouvir rap, quem admira hiphop dificilmente estará a par do brega. O fato é que tendo um grupo fechado de consumidores, a indústria só faz reciclar aquilo que já possui. Uma batida um pouco diferente, uma letra nova, um cantor revelado. Mas o público continua fiel ao seu “gosto”, e aqui entra a negação do novo.

Negação do novo: O público que é alienadamente fiel ao seu estilo, não busca experimentar diferente. Trata com preconceito os demais ritmos e estilos que a priori teriam muito a oferecer a quem aceitasse suas diferenças. Ser eclético hoje, além de ser difícil de encontrar, quando o faz, muitos tratam sua opção como falta de personalidade. A indústria cultural vende a maneira de ser, de ouvir, de se vestir. Logo, ao não estar de acordo com a proposta, passa-se a ser um desenquadrado, um fora de padrões, um estranho. E estranhos não são bem aceitos pela sociedade, logo caímos novamente no circulo vicioso da industria cultural. Cada um com seu ritmo, no seu mundo, no seu estilo, na sua vibe.


Postado por: Angela Weber e Fernando de Jesus
Segundo ano de Jornalismo - Noturno

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O ALTERNATIVO JAZZ

O Jazz engloba um misto de culturas e variações musicais. Foi um movimento que surgiu no estado de Nova Orlenas, nos EUA, sec. XX. Este movimento aceita vários tipos de instrumentos: sopro, bateria e piano - as bases do jazz. A indústria se apropriou disso para a discussão de uma nova marca. De um novo gênero.
A mídia fez disso um exemplo de cultura industrial alternativa. Trazendo novas caras, novos personagens... Com a bagagem histórica afro, a aceitação foi muito difícil. Negros e brancos em meios tão distintos, e agora aceitar um mix de sons para um mundo totalmente racista foi complicado. Ray Charles sabe disso. Passou sua vida toda tentando lutar pelo sucesso em país onde se dava dinheiro aos brancos. Foi onde sua vida mudou, apesar de turbulenta nas drogas, trouxe a sua cara para o mundo e mostrou que também era capaz de fazer sucesso.
Apesar das crises para a aceitação deste novo ritmo, o jazz veio a tona em uma mídia já desgastada pelo mundo cultural. Trouxe uma nova melodia, e mesmo a aceitação sendo barrada logo de início, fez sucesso e hoje traz os tempos alternativos. Jovens que trazem a raíz do Jazz, na sua essência, e englobam novos hits para os ouvintes deste som. São eles: Norah Jones, James Blum, Diana Krall, ...


Comunicação Social - Jornalismo - Turma U
Ana Caroline Bueno de Camargo
Ana Paula Scorsin
Talita Caroline Candido

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Música Sertaneja

A música sertaneja na cultura de massa

A música sertaneja tem no seu estilo musical, influencias da música country norte-americana e heranças da “música caipira” e da moda de viola, que são caracterizadas pela melodia simples e melancólica.

Originalmente, "sertanejo" era chamado o estilo de música composto por artistas das zonas rurais. No qual se utilizavam de instrumentos típicos da época colonial, como a viola, sanfona e gaita.

Com o processo de urbanização do país, a música amplia sua temática, antes restrita ao homem do campo. Mantêm sua originalidade embutida em seu ambiente tradicional, e é modificada quando urbanizada, atendendo a padrões da sociedade de consumo.

Na década de 80, houve grande exploração comercial do estilo. Período em que muitos artistas surgiram. Lançados principalmente por gravadoras, expostos como produto de cultura de massa.

Já no ano de 2000, depois de um declínio da música sertaneja, o estilo musical ganha grandes proporções devido a novas duplas de grande sucesso. Decorrentes de lançamentos na mídia, a música obteve maior divulgação nacional pelos meios de comunicação.

Esse processo fez com que o estilo da música fosse produzido pela indústria do disco. Virou uma mercadoria, de consumo rápido e satisfação imediata, na qual visava o lucro especificamente – tornou-se produto para o consumidor.

Alunas: Gabriela Hoff e Gabriella Oliveira
Jornalismo A

terça-feira, 19 de maio de 2009

Reggae

História Reggae


O reggae surgiu na Jamaica, na década de 60, tendo Bob Marley, cantor e compositor, seu principal ícone. O nome “reggae” foi empregado devido ao som que se faz na guitarra. O "re" seria o movimento pra baixo, e o "gae", o movimento pra cima. O reggae se caracteriza por cortes rítmicos regulares sobre a música e pela bateria, que é tocada no terceiro tempo de cada compasso, em outras palavras, se trata de um ritmo lento e dançante.

Esse estilo musical surgiu baseado no movimento Rastafari. O Rastafari é um movimento religioso jamaicano que dá a Haile Selassie I, imperador da Etiópia, características messiânicas. Toda essa crença, aliada ao uso da maconha e às aspirações políticas e afrocentristas, ganhou adeptos no mundo inteiro devido ao interesse no ritmo do reagge gerado por Bob Marley.

A característica principal da temática do reggae é a crítica social, envolvendo questões sobre desigualdade, preconceito, fome e outros problemas sociais. Além disso, existe a valorização das ervas entorpecentes, pois segundo a visão Rastafari, elas poderiam trazer muitos benefícios à sociedade. Porém, atualmente existem muitas outras visões do reggae que não se restringem à cultura Rastafari, envolvendo outros temas como o amor, sexo, etc.

Conclusões Equipe

-surgiu primeiramente como um ritmo musical segmentado para determinada parte da população
-por muito tempo teve pouco espaço na mídia e foi visto como uma música apenas regional jamaicana
-com Bob Marley e sua divulgação para o mundo, passou a ser mais vista em todo o mundo inclusive no Brasil
-ainda assim com Bob o reggae nunca teve grande espaço na mídia e não tinha uma influencia em grande gama da população brasileira;
-a partir dos anos 90 surgem algumas bandas que passam a receber algum espaço na mídia, embora ainda não de maneira destacada, bandas como Tribo de Jah e Nativus
-Na segunda metade dos anos 2000, surge um reggae pop, com bandas como Planta e Raiz, Chimaroots, Natiroots e cantores como Armandinho, ganhando espaço e passando a participar de maneira destacada de rádios e afins..
-Percebe-se com este espaço na mídia que as bandas de reggae perdem um pouco de seu cunho de critica social e meio que se adaptam ao que pedem as grandes mídias em especial a radiofônica;
-Algumas bandas e cantores fazem apologia ao uso da maconha, sendo esta tratada não como droga, normalmente estes não tem espaço na grande mídia.


Equipe
: Luiz Henrique de Oliveira, Pedro Engel, Majore Ribeiro e Tarek Omar

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Música gaúcha

A partir do século XVIII, a imigração de portugueses e espanhóis para o sul do Brasil influenciou de forma marcante a construção do primeiro fandango. A partir de 1824, outros imigrantes (germanos, principalmente) trouxeram suas danças populares, cultivadas nas áreas de colonização, que também ajudaram a influenciar a criação da música gaúcha.
Devido a isso, Sívio de Oliveira e Valdir Verona, autores do livro "Gêneros musicais e campeiros do Rio Grande so Sul" afirmam que a música gaúcha não é "nativa". Segundo o dicionário, nativo significa "não estrangeiro, nacional, indígena" e não é necessário muito esforço intelectual, segundo os autores, para ver que a música tratada não é nem indígena, nem de invento regional. "Assim, no Rio Grande do Sul praticamente não existe música nativa; há, entretanto, música nativista", declaram.
O movimento nativista pode ser muito bem observado nas canções gaúchas, por se cantar o amor pelas coisas do estado, pelos rios, pelo campo, pela cidade e pelas mulheres. Nas bandas mais atuais de música gaúcha, além da tradicional gaita e do violão, são usados baixos, guitarra e bateria. Bandas como Tchê Garotos, Garotos de Ouro e Os Monarcas possuem refrão e uma média de 12 músicas em cada CD, encaixando-se no conceito de música popular massiva.
Segundo o maestro e pesquisador musical Cláudio Avanso, entretanto, essas e outras bandas mais novas de pop vaneira e xote universitário, por exemplo, "insistem em divulgar seu trabalho como fonte das tradições dos pampas e acabam banalizando a cultura local".
"A denominação 'gaúcho' não se refere apenas ao cidadão nascido no Rio Grande do Sul, mas sim à pessoa que adere à cultura, incluindo os estilos musicais". Com a execução das milongas, bugios, xotes e fandangos, a música tradicional gaúcha influenciou muitos cantores e compositores consagrados, afirma o maestro. "Um exemplo é Elis Regina, que apesar de ser conhecida por suas canções fora do contexto gaúcho, começou sua carreira cantando músicas tradicionais dos pampas e, assim, influenciou diretamente as interpretações femininas e ditou uma tendência vocal no país". Na opinião de Avanso, a música gaúcha influenciou o surgimento de vários outros ritmos brasileiros e também "difundiu os costumes e tradições do sul pelo País e pelo mundo".

Ritmos que ifluênciaram a música gaúcha e gêneros da música:
Chimarrita, Valsa, Polca, Chote, Vaneira, Mazurca, Rancheira, Toada, Milonga, Chamamé, Rasguido Doble, Bugio, Contrapasso.

Crédito da foto: Edu Rickes(http://www.flickr.com/photos/edurickes/)

Grupo: Ana Carolina Baú, Letícia Paris, Gabriele Lemes e Emanuelle Garollo.

domingo, 17 de maio de 2009

Teoria Hipodérmica e os meios de comunicação

Muito usada durante as duas grandes guerras mundiais pelos norte-americanos e pelos ingleses para difundir o patriotismo e o nacionalismo, a teoria hipodérmica trata do poder que os sistemas de comunicação detêm para influenciar as grandes massas/pessoas. Partindo do pressuposto de que todo indivíduo influencia e é influenciado, a teoria trabalha com a difusão de ideias e valores através dos veículos de comunicação (rádio, TV, jornal, cinema, dentre outros), visando passar uma mensagem para a maior quantidade de pessoas possíveis e em um curto espaço de tempo. Um conceito muito usado por políticos e pelo marketing/propaganda que visa convencer o eleitor/consumidor. Para muitos teóricos essa teoria trabalha com o conceito de manipulação das massas.
Um exemplo da força dos meios de comunicação e que comprova a teoria hipodérmica foi a transmissão através do rádio da ficção científica A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells em 1938. Momentos depois da transmissão da obra, pessoas estavam desesperadas pensando realmente que a Terra estava sendo invadida por marcianos e, estava instalado um pânico generalizado.

Bruna Covacci; Daniel Neves; Rafael Peroni; Tarek Omar - Jornalismo diurno A

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Teoria Hipodérmica

A Teoria Hipodérmica foi muito discutida entre as duas grandes guerras mundiais. Nasceu, mais precisamente com a primeira grande guerra mundial, sendo considerada a primeira teoria sobre comunicação, que se tem notícia. Foi amplamente usada, e se traduz bem pela frase de Joseph Goebels “uma mentira dita cem vezes, acaba se tornando uma verdade”. A Teoria Hipodérmica tem como suposição, o uso dos meios de comunicação de massa. Com o desenvolvimento da tecnologia, principalmente com o advento do rádio como meio de difusão de idéias, os receptores acabaram se tornando “massa de manobra”. Nas guerras mundiais a teoria hipodérmica muito usada por norte-americanos e ingleses, principalmente para divulgar o patriotismo e o nacionalismo, pois precisavam fazer com que as pessoas acreditassem nos governos locais e estivessem dispostas a morrer por um ideal. Usaram para isso, todo meio que pudesse atingir muitas pessoas ao mesmo tempo como jornais, rádio e até o cinema, por meio de discursos inflamados, conteúdo patriótico, cartazes, tudo isso baseado em mentiras e distorções sensacionalistas, em que buscavam atingir a todos e manipular, buscando com que amassem as próprias pátrias e odiassem a dos inimigos. Ao fim da guerra, chegaram a conclusão que a teoria funcionou, pois atingiu a todos de forma uniforme e os receptores responderam ao apelo midiático, sem grandes questionamentos, sem sugerir opiniões divergentes, como robôs. As pessoas aceitavam tudo o que lhes era imposto, sem ao menos questionar o que era fato.



Aluno: André Luis Mascarenhas Osiecki.

Hipodérmica x Funcionalista

Enquanto a hipodérmica falava de manipulação e a empírico-experimental de persuasão, esta fala de influência – uma influência mais generalizada, sendo a influência das comunicações de massa parte de algo muito maior. O ponto fundamental aqui é a associação dos processos de comunicação de massa às características do contexto social em que esses processos se realizam. Essa abordagem defende que, mais do que o conteúdo que difundem, a influência da mídia depende das características do sistema social que a rodeia; por isso sua eficácia só pode ser comprovada no próprio contexto social em que opera. Essa influência seria mais um reforço de valores, comportamentos e atitudes do que uma capacidade real de controlar e manipular, como pressupõe a teoria hipodérmica.

A teoria funcionalista, por outro lado, vai falar de funções. A idéia de um efeito intencional dos meios de comunicação de massa é abandonada em prol de uma maior atenção às conseqüências observadas objetivamente nas ações desses meios. Aqui o sistema social é entendido como um organismo cujas diferentes partes desempenham funções de integração e de manutenção do sistema, sendo uma delas a mídia. A sociologia funcionalista, preocupada com a análise dos efeitos e com a análise do conteúdo, põe em questão a teoria behaviorista do efeito direto das mensagens nos receptores, atendo-se a diferenças na recepção das mensagens, tais como idade, sexo, meio social, experiências etc.
Se pensarmos as teorias hipodérmica e funcionalista como indagações que venham definir o processo das comunicações de massa, teríamos duas perguntas distintas: os hipodérmicos perguntariam o que a mídia faz com as pessoas, enquanto os funcionalistas questionariam o que as pessoas fazem com a mídia. São perspectivas opostas observando o mesmo fenômeno: para os primeiros, o receptor é escravo da mídia; para os últimos, soberano.


Fonte: Ronize Aline Matos de Abreu

Alunas: Bábylla Miras, Bruna Oliveira, Giovana Luersen e Vanessa Otovicz.
Jornalismo - Diurno - Turma A

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sobre a teoria hipodérmica

Originária no período entre guerras (1920-30), a teoria propõem o receptor como massa homogênea. Os indivíduos não desempenham papel quanto à personalização dos conteúdos, mas como partes de um todo. E sendo assim, são desconsiderados enquanto personagens atuantes no processo comunicativo. A mensagem, para os adeptos dessa corrente de pensamento, produz um mesmo efeito em todas as pessoas, ou seja, é recebida uniformemente.
A passividade na recepção propõe uma relação direta entre a exposição do produto e o comportamento do destinatário, por isso, a teoria defende o uso da mídia pelo poder. Parafraseando Foucault é tudo uma questão de relações de poder. E no caso dos meios de comunicação, os hipodérmicos acreditam que a mídia e, no caso os emissores, são detentores do poder de escolha e determinam o que a massa, incapaz de fazer suas próprias escolhas, deve ou não receber como conteúdo.

Mídia Hipodérmica

Segundo o Mito da Caverna, proposto por Platão, quando os homens da caverna conseguem se livrar das correntes e deixam de ver a sombra como o real, passam a conhecer o verdadeiro processo comunicacional. Seria como uma fuga da comunicação negativa. Mas será que fora da caverna há uma comunicação considerada perfeita? A Teoria Hipodérmica, surgida no campo da psicologia, nega. Os prisioneiros da caverna tornariam-se “prisioneiros” da mídia manipuladora.
Os indivíduos são compreendidos como átomos isolados, que, no entanto, fazem parte de um corpo maior, a massa, criada pelos meios de comunicação. Isso tornaria impossível a emergência de resposta individuais ou discordantes do estímulo.
A mídia é vista como uma agulha, que injeta seus conteúdos diretamente no cérebro dos receptores, sem nenhum tipo de barreira ou obstáculo. Surge então o termo Agulha Hipodérmica.
Um exemplo do poder da mídia foi a transmissão radiofônica do romance A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells no dia 30 de outubro de 1938, em que Welles transformou a história num noticiário jornalístico para dar maior realismo à narrativa.
O resultado foi um pânico generalizado, pois muitos ouvintes ignoraram o aviso, feito antes do início do programa, de que se tratava de uma ficção. Diversos americanos saíram armados de suas casas, prontos a dar combate aos marcianos. Essa reação mostra como a mídia pode manipular o receptor fraco.

Paula Correia, Tali Miranda e Renata Campos
Jornalismo - Turma U

Hitler e sua propaganda

Teoria da Bala Mágica, ou Teoria Hipodérmica surge como um dos modelos de teoria da comunicação para estudar os efeitos da comunicação sobre o comportamento das pessoas. Segundo os teóricos hipodérmicos, a mensagem é lançada pela mídia e é imediatamente aceita e espalhada entre todos os receptores sem que haja resistência por parte destes.


Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos teóricos hipodérmicos foram contratados pelos exércitos para ajudar na compreensão dos efeitos daquela que seria uma das principais armas do conflito: a mídia.


Hitler planejava atingir, através da comunicação, os sentimentos, o coração da massa, com uma dose demasiada de psicologia, pois para o líder alemão o povo se deixava levar mais pela emoção do que pela razão do pensar. Logo a Alemanha pós-1918 era um prato cheio para a Teoria Hipodérmica e para as pretensões hitleristas.


Segundo o führer a propaganda nazista deveria ser centrada em pequenos pontos específicos, pois a compreensão do povo era limitada, logo, para que a proposta do partido fosse aderida com sucesso essas mensagens deveriam ser repetidas várias vezes até que o povo as assimilasse. Isso explica os gritos e as saudações nazistas, repetidas múltiplas vezes.


Outro ponto que foi muito usado por Hitler e Goebbels, seu ministro da propaganda, foi o fato de que na propagando tudo é permitido, mentir, caluniar, em suma, para os nazistas os fins justificariam os meios e a Teoria Hipodérmica os seus efeitos.



Jornalismo - Noturno

Angela Weber

Fernando de Jesus

Larissa Santin