quarta-feira, 13 de maio de 2009

Hipodérmicos X Funcionalistas

Apesar da teoria funcionalista ter surgido com base na hipodérmica, elas não seguem a mesma linha de pensamento, pelo contrário, elas se opõem.
Na concepção dos funcionalistas o receptor é considerado forte, ou seja, o público tem o poder de escolha, e a mídia veicula programas e notícias de acordo com a vontade do povo. “A sua lei é a da satisfação imediata do gosto do maior número, escondendo os interesses por trás das supostas necessidades dos consumidores’’, como explica Juremir Machado.
Já na teoria hipodérmica, o receptor é passivo ao poder de manipulação da mídia, ele recebe a mensagem uniformemente, independentemente do contexto social em que está inserido. Essa mídia procura atingir o espectador através das emoções, influenciando e provocando uma resposta imediata.
Apesar dos diferentes pontos de vista, as duas teorias partilham da mesma preocupação: a eficácia da recepção da mensagem. Seus estudos estão voltados para os efeitos que tais informações causam no público, sem se preocupar com a razão da necessidade que o público tem em adquirir essas mensagens. Por esse motivo, e por não se tratar de uma ciência exata, essas duas teorias acabam muitas vezes se encontrando.
Como, por exemplo, a forma que a gripe suína esta sendo abordada. Por ser uma doença considerada nova, o público se interessa e a mídia veicula a exaustão, sem se preocupar com a real utilidade da notícia. Em contraposição, a dengue que causa mais mortes e que está mais próxima da realidade dos brasileiros, é pouco explorada por ter sido ofuscada pela ameaça de uma pandemia da gripe suína. A mídia divulga constantemente matérias relacionadas á doença, envolvendo o receptor emocionalmente ao noticiar dados de mortes e número de infectados, exemplo claro da teoria funcionalista.

Equipe: Turma B- manhã- 3° Período
Ana Luiza de Lima
Lívia Pulchério
Lorena Oliva
Nathália Pontes

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