quinta-feira, 14 de maio de 2009

Hipodérmicos X Funcionalistas

A notícia que analisei (abaixo) deixa claro que o jornal se posiciona contra o governo, como já fez muitas vezes. Afinal, a Linha Verde é a atual menina-dos-olhos da prefeitura de Curitiba, e o repórter gastou mais linhas entrevistando pessoas que são contra uma determinada manobra da Linha Verde do que pessoas que são a favor. Então, a princípio daria para dizer que os hipodérmicos estão errados com relação a essa e outras matérias desse jornal, pois muitas pessoas da cidade eram contra a Linha Verde. Mas as coisas não são tão simples. Afinal, a linha editorial do jornal é essa. E até isso poderia ser questionado, como uma mera propaganda para aumentar a vendagem, porque acontecimentos recentes (o acidente envolvendo o deputado e mais dois rapazes) mostraram o contrário: a Gazeta foi um dos que se recusou a revelar certos detalhes comprometedores, pelo menos enquanto foi possível esconder. Então, talvez possa-se dizer que ela (e a maioria dos meios de comunicação) age sendo funcionalista quando convém; no entanto, sempre as informações estarão sutilmente envolvidas no que os hipodérmicos temem: a manipulação. Nesse jogo, digamos que o funcionalismo são as rodas do automóvel, mas a manipulação é a graxa que faz deslizar essas rodas. Mas esclareça-se: é a manipulação de má-fé, não a que o repórter teve ao perceber o fato e que pratica naturalmente para transformá-lo em notícia.

Gazeta do Povo
Linha Verde
Motoristas reclamam de novo trânsito na Lourenço Pinto
Publicado em 14/05/2009 Themys Cabral
Cinco dias depois que a nova linha expressa Pinheirinho-Carlos Gomes passou a funcionar, sobram elogios para o novo ônibus – e sobram reclamações sobre as mudanças de tráfego que foram necessárias implementar na Rua Lourenço Pinto, no centro, para que a nova linha entrasse em operação.
É que, desde sábado, o acesso de carros na Lourenço Pinto (entre a André de Barros e a Pedro Ivo) e na própria Pedro Ivo ficou restrito a quem vai parar na região. Os motoristas, ainda, ficaram impedidos de acessar a Lourenço Pinto, entre a André de Barros e Pedro Ivo, virando à direita a partir da Avenida Visconde de Guarapuava. Pelas novas regras, é necessário seguir pela Visconde de Guarapuava até a Marechal Floriano Peixoto, pegar a André de Barros e só então virar à esquerda na Lourenço Pinto.
ultima = 0;

Saiba mais
Veja como ficou o acesso à Rua Lourenço Pinto
Mudanças necessárias para a segurança
A Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) esclarece que o transporte coletivo é prioridade e que as restrições em relação ao trânsito na região central foram necessárias para se manter a segurança no trânsito e evitar acidentes com travessias de pistas de ônibus. De acordo com o órgão, ainda, a operação para mudança do trânsito foi tranquila e não foram aplicadas multas em função da circulação.
De acordo com a Diretran, não foi possível manter uma pista de circulação compartilhada entre carros e ônibus na pista da esquerda na Lourenço Pinto, entre a Visconde de Guarapuava e a André de Barros. Isso porque quando o ligeirinho para na estação-tubo, os carros não poderiam ultrapassá-lo pela direita, entrando na pista exclusiva para os ônibus expressos. A Diretran esclarece ainda que o acesso dos carros à direta na Pedro Ivo é garantido a quem vai nesta quadra. Vale para estacionamentos, moradias e comércio local. (TC)
O trajeto aumentou apenas uma quadra, mas deixou os motoristas irritados, já que o trecho a ser percorrido na Marechal Floriano Peixoto, entre a Visconde de Guarapuava e André de Barros, apresenta lentidão na maior parte do dia. “Estou perdendo dez minutos a mais no meu trajeto”, diz o comerciante Valdir de Souza, 45 anos.
A recepcionista do Colégio e Faculdade Expert, Aghata Padilha, 18 anos, tem escutado reclamações dos alunos e pais, que acessam a região de carro. “Eles reclamam da volta que têm de dar pela Marechal Floriano”, diz. Para o médico responsável pela Clínica Paciornik, Cláudio Paciornik, a saída era que a pista da esquerda utilizada pelos ligeirinhos, na Lourenço Pinto, entre a Visconde de Guarapuava e André de Barros, pudesse ser compartilhada pelos carros que pretendem seguir em frente. “Claro que não dá para vir pela pista da direita e cruzar na frente dos ônibus, mas, quando fizeram reuniões conosco, nos disseram que uma das vias do ônibus teria esse trânsito compartilhado”, diz.
Parte do comércio também foi prejudicado com as mudanças. Os clientes horistas dos quatro estacionamentos existentes na Pedro Ivo, entre a Lourenço Pinto e Barão do Rio Branco, desapareceram. No Control Park, por exemplo, a redução foi pela metade. “As pessoas estão com medo de entrar nessas ruas e serem multadas”, afirma o manobrista Fábio Gonzalez, 33 anos.
Parte dos comerciantes, porém, se diz favorecida com o aumento do movimento de pedestres. Este é o caso da lotérica-café localizada no fim da Lourenço Pinto. “Nosso movimento aumentou 10%. A cada ônibus Pinheirinho-Carlos Gomes que para no tubo, dois passageiros entram aqui. Achamos que, quando o ligeirão Boqueirão começar a funcionar, o movimento vai melhorar ainda mais”, diz o gerente do estabelecimento, Paulo Solarewicz, 26 anos.

Um comentário:

celina disse...

ótima reflexão, do ponto de vista de uma leitura do texto.
a postagem é um tanto longa - vc deveria tentar embutir no texto as informações necessárias para o leitor ter uma noção geral (sem precisar transcrever a matéria).