quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mídia Hipodérmica

Segundo o Mito da Caverna, proposto por Platão, quando os homens da caverna conseguem se livrar das correntes e deixam de ver a sombra como o real, passam a conhecer o verdadeiro processo comunicacional. Seria como uma fuga da comunicação negativa. Mas será que fora da caverna há uma comunicação considerada perfeita? A Teoria Hipodérmica, surgida no campo da psicologia, nega. Os prisioneiros da caverna tornariam-se “prisioneiros” da mídia manipuladora.
Os indivíduos são compreendidos como átomos isolados, que, no entanto, fazem parte de um corpo maior, a massa, criada pelos meios de comunicação. Isso tornaria impossível a emergência de resposta individuais ou discordantes do estímulo.
A mídia é vista como uma agulha, que injeta seus conteúdos diretamente no cérebro dos receptores, sem nenhum tipo de barreira ou obstáculo. Surge então o termo Agulha Hipodérmica.
Um exemplo do poder da mídia foi a transmissão radiofônica do romance A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells no dia 30 de outubro de 1938, em que Welles transformou a história num noticiário jornalístico para dar maior realismo à narrativa.
O resultado foi um pânico generalizado, pois muitos ouvintes ignoraram o aviso, feito antes do início do programa, de que se tratava de uma ficção. Diversos americanos saíram armados de suas casas, prontos a dar combate aos marcianos. Essa reação mostra como a mídia pode manipular o receptor fraco.

Paula Correia, Tali Miranda e Renata Campos
Jornalismo - Turma U

Um comentário:

celina disse...

a relação com o mito da caverna é ótima, mas deveria ser melhor explicada.
e o ultimo período do texto encerra abruptamente. fechar melhor.