quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Jazz e a Mídia

A partir do surgimento do capitalismo, desenvolvimento da tecnologia e a condição de produção em série de gravações musicais surge o conceito de “indústria cultural”. Este termo é utilizado para definir o processo de produção da música e outros produtos culturais, como um mercado, no qual, a música, por exemplo, é produzida a partir de um consenso com a indústria fonográfica destinada a um público extremamente amplo, excluindo seu valor artístico e visando exclusivamente o lucro. No ápice de sua popularidade, durante a década de 30, o Jazz possuía tal característica justamente por fazer parte da cultura de massa norte-americana, porém por se tratar de um ritmo não-linear que exige técnica por parte dos músicos, o Jazz acaba não se desvalorizando artisticamente, por isso perdurando como um dos ritmos mais conhecidos até hoje. Com a evolução do ritmo, que sofreu mutações e foi acoplado a outros ritmos, o Jazz foi se desvinculando desta cultura de massa e passou a possuir um público específico e seletivo. Com o surgimento da internet, o a indústria fonográfica começou a perder o lucro obtido antes pela forma convencional, sendo assim, valorizando drasticamente os concertos ao - vivo. Desta forma, é mais interessante para o público do Jazz, consumir a música em concertos ao vivo, eventos, restaurantes ou bares.

Arthur Santana, Bruna Alcantara e Pedro Dourado

Um comentário:

celina disse...

bom texto. os argumentos defendendo o jazz fora do sistema são relevantes. mas é inegável o modo como ele é embalado pra consumo. aí é necessário estabelecer a diferença entre os tipos de jazz.