quarta-feira, 27 de maio de 2009

O samba de raiz e a indústria cultural

Os primeiros escravos a chegar no Brasil trouxeram da África uma dança chamada "umbigada". Essa dança era feita em uma roda, onde o número de integrantes era restrito, porém homens e mulheres participavam. Estas pessoas ficavam no centro do círculo e ao som de palmas, canto e objetos de percussão. Os negros inseriram alguns instrumentos fundamentais para o samba, os quais permanecem: ganzá, cuíca e reco-reco. Porém, com o passar dos séculos, instrumentos como violão, pandeiro e tambor foram incorporados. Mas foi só no final do século XIX, no Rio de Janeiro, que o samba realmente nasceu.

No começo do século XX, pouco tempo depois do "nascimento" do samba, o estilo já passava por transformações. Antes de as rádios começarem a fazer sucesso no Brasil e os artistas gravarem discos, os sambas tinham como característica o estilo partido-alto, isto é, feito na base do improviso. Depois, por volta de 1920, as gravações impediram o artista de improvisar dentro de um estúdio e os sambas passaram a ter estrutura fixa. Com a divulgação nas rádios e com discos gravados, o samba foi ganhando (mais) espaço em todo o país, mas principalmente no Rio de Janeiro. Nesta mesma época, o samba começou a ser acompanhado pelas orquestras dos cassinos do Rio, o que alterou ainda mais sua estrutura melódica e principalmente rítmica, porque instrumentos como trompete e trombone foram inseridos aos sambas. Aí então, com o acompanhamento das orquestras e com discos gravados, o samba começou a ser "comercializado". Porém, em oposição a este samba que se "elitizou", surgiram as escolas de samba dos morros que tentaram resgatar o samba propriamente de raiz. O samba feito a partir desta época tinha dois elementos, o do morro e o da cidade.

O samba, apesar de ser um símbolo da identidade brasileira e só ter atingido este status ao se inserir na indústria cultural e ser aceito pelas classes dominantes, é mais do que mero produto comercial porque foi contruído e consolidado por uma cultura puramente popular.

Jornalismo - 3º B

Analívia Ferreira da Costa
Flávia Pontarolla Tomita
M
ayara Fernanda Bréssan
Natália Santos da Luz

Um comentário:

acadêmicos do segundo ano de Jornalismo da PUCPR disse...

ok
algumas informaçoes devem ter a citação da fonte.