quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vende mais porque é pop ou é pop por que vende mais?

Sempre relacionada diretamente com uma idéia de consumo excessivo a música pop é alvo direto de críticas intensas devida a valores que a ela vem atrelada, como o consumo irreflexivo (o que está em alta na mídia deve ser consumido sem maiores questionamentos), adesão a valores pré-impostos (a fórmula é sempre a mesma), o que a torna um forte elemento de dominação, nela, o ouvinte é tratado exclusivamente como consumidor.


Mas música pop também pode ser vista como um braço mais deslocado da cultura, um caminho mais leve, desencanado e que permite muito mais maneirismos do que a cultura sedimentada. É tudo de uma leveza e uma urgência que demarcam muito o tempo que vivemos. É possível imaginar atemporalidade dessa cultura, hoje um disco dos Beatles de 1967, continua atual, acho que não há muito com o que nos preocuparmos, não é?


Quanto à relevância ela varia de acordo com a “bagagem” de cada pessoa. Muitas pessoas podem não conhecer a obras dos Beatles ou a discografia do Smiths – e talvez considerem Matrix uma ofensa. Mas são felizes. Cada um descobre o que lhe satisfaz e aproveita da forma que julgar melhor. Na verdade, em uma comparação chula, música pop e futebol partem de um princípio semelhante: Vale a pena se remoer, torcer, se estressar por 22 pessoas correndo atrás de uma bola - e que ganham em um mês o que você, provavelmente, não ganhará em um ano? Vale porque se trata de um passatempo. É diversão. Faz “seu mundo” – algo extremamente pessoal e que não deveria ser criticado de maneira tão contundente – ter sentido. O grau de importância desta relação é você quem decide.


Alunos: Maria Luiza Iubel, Murilo Basso e Nathalie Maia
Jornalismo - Noturno - 3º Período

Um comentário:

acadêmicos do segundo ano de Jornalismo da PUCPR disse...

ainda q não tenham deixado muito claro, é pertinente a posição negociada entre a questão cultural e a industrial.