sexta-feira, 19 de junho de 2009

Comunicação Modernizada

Comunicação Modernizada
Modernidade é sinônimo de explosão comunicativa. Ela reduz o mundo a uma aldeia que se intercomunica em tempo real. Porém, dentro de uma paisagem cultural hegemônica. A espetacularização da notícia, naturalizando a imagem midiática, como se o mundo fosse o que vemos na TV ou na Internet. Tudo isso molda a nossa identidade. Não há como configurá-la de outro modo. Estamos cercados pela multimídia: num celular temos relógio, calculadora, rádio, e-mail, câmara fotográfica, rastreador, TV, jogos... e até telefone. Nunca a comunicação foi tão ágil, rápida e fácil. Sem sair da cama, podemos saber o que ocorre na Ásia, falar ao telefone com um nepalês, entrar num site de bate-papo e nos enturmar com um bando de jovens do Brooklin. À audição (rádio) somam-se a visão (foto, cine, TV) e a fala (telefone e Internet). Faltam apenas o cheiro e o contato epidérmico, o toque. Reféns da tecnologia, sem todos esses aparatos temos dificuldade de dialogar com o próximo. Nossos avós punham as cadeiras na varanda, e até mesmo na calçada, e ficavam horas jogando conversa fora. Hoje, a ansiedade dificulta o diálogo interpessoal. Preferimos a comunicação virtual, mental, mas não a corporal. O corpo transforma-se em território do silêncio das palavras, embora ele se cubra de adornos que "falam": a roupa, a esbeltez malhada, os gestos!!


Acadêmica: Lorena Dias
Jornalismo Noturno 3º Período

Um comentário:

celina disse...

bom o texto,não?
vc só esqueceu de dizer q é do frei betto, publicado em
http://alainet.org/active/7684&lang=es