sexta-feira, 5 de junho de 2009

Maracatu, o “cortejo real”.

Um breve parecer sobre o Maracatu - Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu. A dança executada com as Calungas tem caráter religioso e é obrigatória na porta das Igrejas, representando um "agrado" à Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. Quando o Maracatu visita um terreiro homenageia os Orixás.


O mais importante é que o Maracatu é uma manifestação cultural. E no Brasil.


Nosso país se acostumou a vender a imagem de país miscigenado e se aproveita de toda a cultura tipicamente brasileira, ou com influências, para exibir como mercadoria para turistas o que há de peculiar em cada região. Todo pacote de viagem ao Recife deve englobar pelo menos uma parada para conhecer grupos como o Cambinda Estrela, Sol Nascente, Elefante, Encanto da Alegria, Estrela Brilhante do Recife, Encanto do Dendê, Cambinda Africano, Gato Preto, Linda Flor.


No carnaval esses grupos de maracatu incendeiam as ruas do Recife. O “cortejo real” é acompanhado por um conjunto de percussão com grandes tambores (afaya), caixas, taróis, gonguês (agogôs com uma campânula) e mineiros (espécie de ganzá ou chocalho). Um negócio bem lucrativo pra quem explora o turismo nordestino.


Outras tentativas de incluir o Maracatu dentro da Indústria Cultural já foram feitas. A música eletrônica (que aliás explora muito os ritmos brasileiros nas composições) é o exemplo mais bem sucedido. Outra forma eficaz é levar grupos de maracatu para se apresentar em outros estados e países. O diferente atrai as pessoas, e é politicamente correto conhecer a cultura popular.


No entanto é difícil popularizar algo tão regional quanto o maracatu. É difícil fazer com que pessoas que nunca tiveram contato com essa manifestação, saiam em cortejos por uma cidade como Curitiba, para se apresentarem na frente das igrejas. Trata-se de vivência, de amor, orgulho e tradição. Essas coisas não se popularizam.


Equipe: Igor Castanho, José Mário, Paulo José e Vinícius Gallon. Jornalismo B, 3º período.

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