quarta-feira, 17 de junho de 2009

Momentos Congelados.

Em minha mente resoluta a única parte do jornalismo que sempre existiu foi aquela na qual congelamos ações e a transformamos em papel. Duas coisas que eu sempre fiz questão de estar ao redor. Papel e imagens. Sendo assim, o fotojornalismo - que para muitos é meramente ilustrativo, para mim significa o mesmo que o descobrimento de uma nova galáxia significa para um astrônomo: um leque infinito de possibilidades.
É quase impossível explicar o que o contraste entre branco e preto no papel cinzento, contraste de cores – muitas cores e cores diferentes - faz pela minha pessoa. O mundo é subjetivo, as pessoas – ou pelo menos a grande maioria delas – opera de acordo suas sensações, seus sentimentos. Inexplicáveis quando em contato com aquilo que libera certos hormônios fundamentais para a produção de alegria, felicidade, plenitude.
Porém, de uns tempos para cá, venho notando um certo fracasso nessa área. Enquanto sempre busquei mais as fotos mais elaboradas, como as de foto documentários, as de jornais diários vêm deixando a desejar. Multitude de cinza. Onde está o branco? Onde está o preto? Ninguém mais presta atenção? Fotógrafos! Esqueçam o flash! Ou pelo menos aprendam à usá-lo. Se não sabem, assim como eu creio não saber, deixem-no de lado. Experimentem, fechem os olhos, mexam a câmera sem ver, tirem fotos, abusem do auto-foco; acabem com a monotonia de cinzas!

Laura Schafer, turma A - manhã

Nenhum comentário: