domingo, 30 de agosto de 2009

Modernidade Líquida

Bauman caracteriza a atual sociedade como uma sociedade líquida, fundamentada em um ambiente de incertezas, causadas pela ausência de um sistema capaz de oferecer proteção. O imediatismo, a efemeridade, a fragmentação da sociedade e o individualismo também compõem essa modernidade líquida, que sofre alterações a cada instante, em que o progresso é visto como a capacidade de permanecer incluso. Nas produções jornalísticas também é possível perceber esses elementos da vida líquida. Rossane Lemos, da rádio Lumen, explica que o jornalismo no rádio, por exemplo, é pautado pela agilidade, as informações são simplificadas para serem transmitidas da maneira mais rápida possível. Segundo Bauman, “ Prever tendências futuras a partir de eventos passados torna-se cada vez mais arriscado e, frequentemente, enganoso”. As reportagens, portanto, são cada vez mais factuais, destituídas de análises mais profundas e desvinculadas uma das outras. A pluralidade de emissoras de rádio é outro aspecto que reflete a fragmentação e a individualização da sociedade, os programas buscam atingir grupos específicos. Por exemplo, as rádios direcionadas ao entretenimento e as voltadas a noticia como a CBN e a Bandnews.

Equipe: Ana Luiza de Lima, Lívia Pulchério, Lorena Oliva e Nathália Pontes

O diferencial do Rádio

Modernidade-líquida para Bauman é caracterizada pela frequente mudança/transformação da sociedade, principalmente devido aos avanços tecnológicos frequentes. Alguns teoricos, como Castells, trabalham com o conceito de pós-modernidade, tempo no qual tudo fica ultrapassado em questão de dias, que também não deixa de ser a modernidade-líquida de Bauman.
Para o professor de rádio, Glademir Nascimento, a teoria de Bauman sobre modernidade-líquida, não se encaixa muito na rotina do rádio, segundo Nascimento, o comportamento do rádio não mudou muita coisa nesses últimos 30 anos. O jornalista se contradiz ao afirmar que o avanço tecnológico fez com que aumentasse drasticamente a produtividade do rádio com o aparecimento de celulares, a apuração pelo computador, gravação no computador, edição no computador e o alcance do rádio (webrádios), então percebe-se que a sociedade está em constante transformação e essas transformações já se tornaram comuns a ponto de não serem notadas pelos indivíduos.
Já a produtora da rádio CBN Curitiba, Nadja Mauad, cita o exemplo do twiter que vem sendo utilizado como ferramenta pelas rádios para as emissoras interagirem com seus ouvintes, buscando uma aproximação com o seu público. Assim, ela acredita ser fundamental não só para o rádio, mas também para os outros meios utilizarem dessas tecnologias para se adequarem a esta modernidade liquida de Bauman.

Nosso grupo acredita que uma rádio precisa sim se adequar aos avanços tecnológicos, mas diferente de outros meios ela não é tão dependente disto, já que mantém viva algumas de suas características mais antigas, como exemplifica a jornalista esportiva Nadja, "A falta de imagens é um desafio para qualquer radialista. Porque você tem a responsabilidade de ser os olhos de várias pessoas e relatar para elas todos os detalhes. No futebol isso é um desafio: posicionar o torcedor dentro do gramado. A magia do rádio de você imaginar e sentir através de um tom de voz a emoção de uma partida, definitivamente é um diferencial ", finalizou.

Equipe:
Luiz Henrique de Oliveira Santos
Rafael Peroni
Pedro Engel
Tarek Omar

Jornalismo 3° Período A, Manhã

Liquidez benéfica?

Zygmunt Bauman escreveu Modernidade Líquida pensando na falta de "solidez" dos acontecimentos atuais: o celular que se compra neste mês, no próximo estará ultrapassado; os sistemas operacionais em que se sabe mexer muito bem agora, amanhã serão considerados obsoletos pela empresa; a tecnologia de ponta de hoje, ano que vem será antiga. Quem não se adapta a esse ritmo atual acaba por tornar-se um retardatário, alheio à modernidade.
No entanto, nota-se que a liquidez aplicada ao jornalismo não é necessariamente maléfica. O jornalismo em si já é uma profissão frenética, em que todo o tempo é preciso estar à procura do acontecimento mais novo, do fato mais atual. Rossane Lemos, da Rádio Lúmen, diz que a liquidez pode ser usada de maneira boa ou ruim, e que a chave está em saber aproveitá-la de modo positivo. Lemos afirma, também, que é preciso estar em constante adaptação para que os jornalistas não sejam superados pela rápida mudança tecnológica e informativa.
De certa forma, é possível chegar à conclusão de que a "solidificação" do jornalismo seria a cobertura de temas por um longo e exaustivo período de tempo, a exemplo da Gripe Suína e do caso do vôo da Air France. Talvez a "liquidez jornalística" não seja totalmente ruim.

Grupo: Ana Carolina Baú
Emanuelle Garollo
Gabriele Lemes
Letícia Paris

Jornalismo A 3º período

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Jornalismo Liquido


Para Bauman, a modernidade caracteriza-se por ser líquida. Isso quer dizer fluída, mutável, passageira, instantânea. Segundo ele, sólido é aquilo que para outros pensadores, como Weber e Marx, soa como algo retrógrado, ultrapassado, rígido, duradouro e previsível. O conceito de “sociedade líquida” é então empregado para designar a desintegração desse discurso sólido e fixo. Atualmente a sociedade é mais maleável. Outro fator importante é que o individualismo é papel preponderante aqui, pois se trata da empregabilidade de funções mutáveis, fluídas no sentido de liberdade. Nesse sentido, o jornalismo líquido traz a idéia de “mudança”, deixando a idéia de “conservador” para trás, ou seja, transplanta para a profissão toda a complexidade do novo ambiente social no qual vivemos. O processo de contextualização de uma notícia é um exemplo claro, pois o jornalista pesquisa causas, conseqüências, beneficiados e prejudicados, descobrindo diferentes percepções e interpretações de um mesmo fato, mesmo não tendo tempo hábil para examinar detalhadamente.

Ivo Stankiewicz, Milene SIlveira, Mylena Gama e Robson Leandro

Jornalismo Noite

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Liquidez no papel

O envelhecimento ultra-acelerado das notícias atualmente é considerado como uma das características do que pode ser chamado de jornalismo líquido. Este, no caso, tem de lidar com os acontecimentos que surgem cada vez mais numerosos e em um menor intervalo de tempo apresentando-os de forma atraente para que se destaquem em meio ao grande conjunto de notícias até que seja, por fim, esgotado.

Para a editora do Jornal do Estado, Josiane Ritz, uma das principais implicações de tal fenômeno é a grande possibilidade da extinção do jornalismo impresso, que já demonstra sinais de que não pode acompanhar o ritmo de publicação das notícias. Além disso, há os portais de internet que conseguem adicionar informação às mesmas de forma imediata, tornando possível para os leitores saberem em tempo real o desenrolar dos fatos, porém pagando por isso a incerteza que é acompanhada do imediatismo até que a apuração seja confirmada.

É possível, enfim, notar nesse relato de que no jornalismo líquido, as notícias se modificam continuamente e sua passagem pela mídia é efêmera, da mesma que forma que a atenção que a ela é dispensada.


Cássio Barbosa

Durval Ramos

Guilherme Gaspar

Maria Clara de Oliveira

A correria, a volatilidade, a agilidade com que tratamos dos assuntos, com que vivenciamos as situações tem rompido com tradições que tomam conta do cotidiano. Chamada modernidade líquida, pois, diferente da sólida, está sempre em movimento, não para e facilmente se desloca, essa nova realidade tem duplo caráter. Se por um lado, auxilia na velocidade da informação, no rápido alcance do conhecimento e da adequação da sociedade às novas tecnologias, obrigando-a a formular estratégias que competem à atualidade, por outro traz alguns infortúnios. A ideia de progresso, defendida pelo teórico Zugmunt Bauman, transferiu-se para um individualismo, quando cada pessoa tem que se adaptar para garantir a permanência num mundo cada vez mais transportável, levando-os a competir em vez de se solidarizarem uns pelos outros. Para o jornalista Rui Figueiredo, do Diário Catarinense, a modernidade líquida é prejudicial para o leitor. “A gente tem que se adaptar para levar a informação mais rápido. Ainda temos que nos moldar para lidar com as novas tecnologias que sempre têm chegado às redações e ao jornalismo. Mas não se pode negar que tudo isso garante mais imparcialidade e mais fontes de informação. Tem seus prós e contras”, garante Figueiredo.

Alunos: William Saab, Eriksson Denk, Luiz Fernando Levinski

O jornalismo líquido é resultado da sociedade do instantâneo que vivemos atualmente. Os receptores em geral não disponibilizam tempo hábil para se informar. Querem notícias rápidas e que tragam informações fáceis de compreender – ainda que supérfluas -.
Nestes tempos, as pessoas buscam alguns meios para se informar fazendo coisas ao mesmo tempo, por exemplo. Costumam citar o fato da dona de casa, que assiste televisão enquanto faz os serviços domésticos. Ou então, pessoas que escutam rádio enquanto se deslocam de um local para o outro. Existe ainda o público que procura notícias na internet, que acaba lendo manchetes e por vezes nem consultando a matéria integral. Quando ao jornal impresso, a maioria dos leitores não lê o jornal inteiro, mas sim, escolhe páginas de editorias que mais lhe interessam. A maior fonte de informação costuma ser os telejornais, onde se fala de tudo, de uma maneira já interpretada, fácil de compreender e rápida.
O grande problema da instantaneidade é que muitas vezes ela gera notícias falsas, mal apuradas ou com a falta de dados relevantes. No jornalismo esportivo, sites como o globo esporte publicam o resultado do jogo antes mesmo deste acabar.
Para Vicente Rokenbach, jornalista, produtor e apresentador do programa Pauta Livre ( veiculado pelo SBT de SC e CWB de Curitiba ), em telejornalismo a liquidez é o que mantém a audiência. Já que é veiculada ao vivo e com imagens que servem como prova para o telespectador, gerando credibilidade, mesmo que as palavras ‘fatos apurados’ não sejam tão concretos. Já para Fabíola Guimarães, jornalista, apresentadora do programa Com a Palavra, da Paraná Educativa, a liquidez é uma ilusão entre conhecer o fato e estar informado.
O jornalismo líquido é cheio de prós e contras. A população pode estar segura sobre receber informações acompanhando o desenrolar dos fatos, como em um Reality Show. Em contrapartida, não se pode cobrar qualidade e profundidade de informação.
Bruna Covacci
Daniel Neves
Thyago da Silva