segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A correria, a volatilidade, a agilidade com que tratamos dos assuntos, com que vivenciamos as situações tem rompido com tradições que tomam conta do cotidiano. Chamada modernidade líquida, pois, diferente da sólida, está sempre em movimento, não para e facilmente se desloca, essa nova realidade tem duplo caráter. Se por um lado, auxilia na velocidade da informação, no rápido alcance do conhecimento e da adequação da sociedade às novas tecnologias, obrigando-a a formular estratégias que competem à atualidade, por outro traz alguns infortúnios. A ideia de progresso, defendida pelo teórico Zugmunt Bauman, transferiu-se para um individualismo, quando cada pessoa tem que se adaptar para garantir a permanência num mundo cada vez mais transportável, levando-os a competir em vez de se solidarizarem uns pelos outros. Para o jornalista Rui Figueiredo, do Diário Catarinense, a modernidade líquida é prejudicial para o leitor. “A gente tem que se adaptar para levar a informação mais rápido. Ainda temos que nos moldar para lidar com as novas tecnologias que sempre têm chegado às redações e ao jornalismo. Mas não se pode negar que tudo isso garante mais imparcialidade e mais fontes de informação. Tem seus prós e contras”, garante Figueiredo.

Alunos: William Saab, Eriksson Denk, Luiz Fernando Levinski

Um comentário:

celina disse...

excelente apreensão e síntese dos conceitos de Bauman.