domingo, 30 de agosto de 2009

Liquidez benéfica?

Zygmunt Bauman escreveu Modernidade Líquida pensando na falta de "solidez" dos acontecimentos atuais: o celular que se compra neste mês, no próximo estará ultrapassado; os sistemas operacionais em que se sabe mexer muito bem agora, amanhã serão considerados obsoletos pela empresa; a tecnologia de ponta de hoje, ano que vem será antiga. Quem não se adapta a esse ritmo atual acaba por tornar-se um retardatário, alheio à modernidade.
No entanto, nota-se que a liquidez aplicada ao jornalismo não é necessariamente maléfica. O jornalismo em si já é uma profissão frenética, em que todo o tempo é preciso estar à procura do acontecimento mais novo, do fato mais atual. Rossane Lemos, da Rádio Lúmen, diz que a liquidez pode ser usada de maneira boa ou ruim, e que a chave está em saber aproveitá-la de modo positivo. Lemos afirma, também, que é preciso estar em constante adaptação para que os jornalistas não sejam superados pela rápida mudança tecnológica e informativa.
De certa forma, é possível chegar à conclusão de que a "solidificação" do jornalismo seria a cobertura de temas por um longo e exaustivo período de tempo, a exemplo da Gripe Suína e do caso do vôo da Air France. Talvez a "liquidez jornalística" não seja totalmente ruim.

Grupo: Ana Carolina Baú
Emanuelle Garollo
Gabriele Lemes
Letícia Paris

Jornalismo A 3º período

Um comentário:

celina disse...

ok, é um ponto de vista, o da entrevistada de vcs.