segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Liquidez no papel

O envelhecimento ultra-acelerado das notícias atualmente é considerado como uma das características do que pode ser chamado de jornalismo líquido. Este, no caso, tem de lidar com os acontecimentos que surgem cada vez mais numerosos e em um menor intervalo de tempo apresentando-os de forma atraente para que se destaquem em meio ao grande conjunto de notícias até que seja, por fim, esgotado.

Para a editora do Jornal do Estado, Josiane Ritz, uma das principais implicações de tal fenômeno é a grande possibilidade da extinção do jornalismo impresso, que já demonstra sinais de que não pode acompanhar o ritmo de publicação das notícias. Além disso, há os portais de internet que conseguem adicionar informação às mesmas de forma imediata, tornando possível para os leitores saberem em tempo real o desenrolar dos fatos, porém pagando por isso a incerteza que é acompanhada do imediatismo até que a apuração seja confirmada.

É possível, enfim, notar nesse relato de que no jornalismo líquido, as notícias se modificam continuamente e sua passagem pela mídia é efêmera, da mesma que forma que a atenção que a ela é dispensada.


Cássio Barbosa

Durval Ramos

Guilherme Gaspar

Maria Clara de Oliveira

2 comentários:

celina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
celina disse...

texto ok. gostei do título.

só lembrando q a ideia do jornalismo líquido é apenas uma experimentação da aplicação do conceito de Bauman no campo da noticia...