segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O jornalismo líquido é resultado da sociedade do instantâneo que vivemos atualmente. Os receptores em geral não disponibilizam tempo hábil para se informar. Querem notícias rápidas e que tragam informações fáceis de compreender – ainda que supérfluas -.
Nestes tempos, as pessoas buscam alguns meios para se informar fazendo coisas ao mesmo tempo, por exemplo. Costumam citar o fato da dona de casa, que assiste televisão enquanto faz os serviços domésticos. Ou então, pessoas que escutam rádio enquanto se deslocam de um local para o outro. Existe ainda o público que procura notícias na internet, que acaba lendo manchetes e por vezes nem consultando a matéria integral. Quando ao jornal impresso, a maioria dos leitores não lê o jornal inteiro, mas sim, escolhe páginas de editorias que mais lhe interessam. A maior fonte de informação costuma ser os telejornais, onde se fala de tudo, de uma maneira já interpretada, fácil de compreender e rápida.
O grande problema da instantaneidade é que muitas vezes ela gera notícias falsas, mal apuradas ou com a falta de dados relevantes. No jornalismo esportivo, sites como o globo esporte publicam o resultado do jogo antes mesmo deste acabar.
Para Vicente Rokenbach, jornalista, produtor e apresentador do programa Pauta Livre ( veiculado pelo SBT de SC e CWB de Curitiba ), em telejornalismo a liquidez é o que mantém a audiência. Já que é veiculada ao vivo e com imagens que servem como prova para o telespectador, gerando credibilidade, mesmo que as palavras ‘fatos apurados’ não sejam tão concretos. Já para Fabíola Guimarães, jornalista, apresentadora do programa Com a Palavra, da Paraná Educativa, a liquidez é uma ilusão entre conhecer o fato e estar informado.
O jornalismo líquido é cheio de prós e contras. A população pode estar segura sobre receber informações acompanhando o desenrolar dos fatos, como em um Reality Show. Em contrapartida, não se pode cobrar qualidade e profundidade de informação.
Bruna Covacci
Daniel Neves
Thyago da Silva

Um comentário:

celina disse...

ok, bom desenvolvimento do exposto em classe.