quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Arena da Baixada


Um estádio de futebol tem o poder de agregar várias pessoas diferentes em torno de um ideal: torcer pelo seu time. Você torna-se o time nos momentos bons ou ruins, sofre e comemora junto com várias pessoas anônimas como se elas fossem da própria família biológica.
O local que eu escolhi obviamente por ser atleticano é a Arena da Baixada, com certeza é o lugar onde mais me identifico na cidade. Mais do que apenas se identificar por um prédio, me identifico também com as pessoas que torcem pelo mesmo ideal que o meu. Um local onde me sinto bem, sinto que faço parte de algo muito maior do que eu e minha relação com o mundo. Talvez por quebrar aquela questão de ser anônimo na cidade quando se reclama do time ou comemora o gol ao lado do torcedor.
Se criam relações sociais nesse ambiente, ainda mais pela questão de a maioria do estádio serem de sócios que normalmente ficam nos mesmos lugares e acabam se conhecendo e se tornando assim o estádio em um ambiente íntimo.
O futebol é tão forte pela ausência muitas vezes por falta de ideais para lutarmos, a sociedade é conformista, quando se ergue a voz gritando pelo time a parte comunicativa do ser humano se satisfaz, é um momento onde você existe pro mundo, um momento onde você não passa de cabeça baixa pela rua.
Torcer muitas vezes agrega fatores negativos quando conciliado com um fanatismo perigoso, aquele que faz matarmos o sujeito pelo fato de ele não andar com a camisa da mesma cor que a sua.


Leonardo Quintana Bernardi
2º Ano - Jornalismo/Noturno

2 comentários:

acadêmicos do segundo ano de Jornalismo da PUCPR disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
acadêmicos do segundo ano de Jornalismo da PUCPR disse...

interessante vc perceber um modo de intimidade na situação de campo.