terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Identidade da Angela

Quanto mais a vida social se torna mediada pelo mercado global de estilos, lugares e imagens, pelas viagens internacionais, pelas imagens da mídia e pelos sistemas de comunicação globalmente interligados, mais as identidades se tornam desvinculadas de tempos, lugares, histórias e tradições específicos e parecem “flutuar livremente”. Somos confrontados por uma gama de diferentes identidades, dentre as quais parece possível fazer uma escolha (Stuart Hall, Identidade Cultural na Pós-Modernidade, 1997, p. 80).




Acredito ser um destes indivíduos que ao fundo não tem uma identidade específica. Mas identidade que digo, na forma de vestir, na forma de pensar. Globalizei-me. Já não uso mais as roupas que outrora usara em Pato Branco, não utilizo mais as solas como forma de transporte. Agora sim, utilizo ônibus e carro. Não moro mais numa rua tranqüila, mas sim na Avenida Visconde de Guarapuava. Uso roupas de vários estilos, falo várias línguas, tenho amigos em diversos países. Flutuo livremente. A internet é minha conexão com as identidades do mundo inteiro. Todas acrescentando um pouco em mim. E eu, particularmente, gosto de ser assim.

Não me causa espanto essa nova configuração. É apenas um novo jeito de ver o mundo e estar em contato com ele. Aquela velha ideia de paz e compreensão mundial nunca esteve tão próxima. Como diz o próprio Hall, seres diferentes causam estranheza, e apenas conhecendo e absorvendo um pouco de cada cultura, um pouco de cada jeito, a sociedade evoluirá, acabará com seus tabus e será um local de respeito.



Angela Hortencia Weber

Jornalismo Noturno

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