quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mário Akia sobre Bauman e Impresso

Segundo Bauman o conceito de sociedade líquida está inserido no contexto histórico em que a humanidade passa por um momento de transição de perca de valores, sentimentos e sentido de pertencimento.

Dentro desse contexto social está o jornalismo impresso, mais que isso, toda a mídia que devido a sua forma de atuação contribui para essa liquidez social, uma vez que atende aos interesses do agente de efemeridade, o sistema capitalista.

Para o jornalista Mário Akia, o problema da efemeridade da mídia está no “espaço editorial” dos mídias, que não deixa de estar atrelado ao capitalismo. “A efemeridade é o problema do espaço editorial. Se ainda trabalhássemos em jornais que privilegiassem a matéria, não teríamos problemas de assuntos serem esquecidos antes de serem exauridos,” diz. “A mídia, em si, jamais se preocupou em posicionar o indivíduo dentro da realidade.”

O jornalista acredita que estamos vivendo um momento de transição, e entra em contradição com o sociólogo polonês ao interpretá-lo quanto à imobilidade do momento em que humanidade está passando. “Para mim é tudo transição. Acho que a teoria de Bauman tem um erro. Às vezes parece que ele considera que isso que ocorre agora será imutável. Mas o ser humano já deu provas de que tem capacidade de se re-transformar, reestruturar, refazer. Aprendemos com erros e acertos. Talvez estejamos na fase do erro agora. Mas dizer que não aprenderemos já não vem ao caso”, conclui.


Alunos:
Angela Hortencia Weber
Fernando de Jesus
Gisele Linhares
Honislaine Rubik

Segundo ano de Jornalismo - Noturno

Um comentário:

celina disse...

ótimo exercício - reflexão sobre o conceito e bauman, crítica e articulaão da entrevista.

obs:
- akira
- vale uma revisão do texto.