quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O jornalismo digital e a modernidade líquida

Nesse tempo de mudança contínua em que vivemos, quando podíamos encontrar um jornalismo que era sólido, agora se desmanchou no ar e fez-se, sem que se possa segurá-lo e muito menos experimentar sua consistência. Principalmente se seguirmos a idéia que Bauman sugere, da modernidade líquida, tudo fluindo rápido demais. E é assim que podemos falar das transformações que o jornalismo atual sofre, e mais especificamente do jornalismo digital, com o desenvolvimento da tecnologia de transmissão digital, de dados via redes de computadores, das novas e polêmicas redes sociais e acontece uma modificação no modelo de comunicação que esta em vigor: a audiência, os veículos de comunicação estão cada vez mais preocupados com o numero de pessoas que possam ser atingidas, além de ter acesso a um maior número de informações de maneira rápida e diversificada, sem controle e que passa a poder produzir e disponibilizar suas próprias informações nas redes de comunicação.
O jornalista do blog Voando Baixo, dentro do globoesporte.com, Rafael Lopes, afirma que “A internet chegou para revolucionar o jornalismo. Graças a ela, as informações circulam muito mais rápido que antigamente, o que traz benefícios e malefícios. O bom é que as pessoas têm mais opções, além de poderem acompanhar em tempo real os assuntos que as interessam ou que dominam os noticiários. O lado ruim é que boatos são propagados a uma velocidade inimaginável. Até a vítima provar o contrário, o estrago já está feito. O imediatismo da internet pode atrapalhar neste ponto, além da guerra de audiência entre os grandes portais.”
Isto é inevitável num ambiente em que a avalanche informativa gerada pela internet complicou muito a análise de fatos e processos, pois ficou quase impossível dizer que algo é 100% errado ou 100% certo. Mas de acordo com Umberto Eco, apesar da tal modernidade ser benéfica, rápida e totalmente mutável, não podemos confiar nela tanto assim, que em segundos podemos perder tudo o que guardamos no nosso hard drive.
Jornalismo - Noturno
Bárbara Lobo
Lorena Dias
Michelle Bragantini

Um comentário:

celina disse...

ok, boa articulação de teoria e entrevista. ótimo fechamento.