terça-feira, 8 de setembro de 2009

Praça do Atlético


É difícil em meio a uma cultura em constantes modificações e com tantas diversidades presentes pensar em algo que represente minha identidade. Principalmente pelo fato de eu, assim como a cidade de Curitiba, estar sempre em constantes modificações e me adaptando a diversas influências tecnológicas, culturais e até de convivência com a qual sou minado e atualizado durante meu dia a dia. Muitos podem questionar que a escolha da Praça Afonso Botelho pode ter sido simplista ou algo que já era esperado de minha parte, mas me via numa sinuca de bico, e ao parar e pensar em algo com o qual me identifico desde 1998, isto foi à única coisa que veio em minha cabeça. Outras coisas até vieram, mas sempre aparecia um empecilho que as retiravam da lista.

Já vivi momentos em que passava o dia em parques, shoppings, na pracinha perto de casa jogando bola, dentre outras coisas, mas isto passou. A única coisa que não passou e na qual sempre esteve em todos os momentos foi à praça do “Atlético”. Reuniões antes dos jogos, conversas, comemorações e decepções. Assim como na cidade de Curitiba, ali passei por todos os sentimentos e por diversas situações que só podem ser descritas por quem sente a paixão que sinto pelo futebol e pela capital paranaense. E como observou Stuart Hall em Identidades culturais na Pós-moderninade, a modificação esteve presente na praça, antes com a velha baixada de fundo, depois com a construção do novo estádio e posteriormente com a inauguração da Arena da Baixada. Isso irá parar? Não, já que em 2014 com a Copa no Brasil o estádio deverá sofrer novamente reformas e mudanças. Assim como eu, continuaremos mudando, mudando e...

Luiz Henrique de Oliveira Santos
Jornal 4° período A Manhã

Um comentário:

celina disse...

muito bom!
tanto a questão das identidades cidade/sujeito
como
a observação da mudança velho/novo da praça e do estádio.