sábado, 12 de setembro de 2009

Sem "crise"


A identidade humana sofre uma imensa variação quando colocada às margens da cultura pós-moderna. “A perda de um sentido de si, tanto de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmo”. Este trecho apontado por Jaqueline Ramos, em resenha sobre Stuart Hall, revela a crise de identidade em que o sujeito pós-moderno se encontra. Hall, em sua teoria, coloca em pauta também o conceito da identidade nacional, a qual o sujeito se identifica por aspectos locais. O fato de ser pertencente a uma cultura recoloca o sujeito dentro do sistema de representação cultural. A identificação com um lugar, coisas materiais e até mesmo imateriais estão ligadas aos aspectos culturais na pós-modernidade. Em meu caso, cito a identificação com a Rua XV, em Curitiba. Clichê, óbvio! Porém, vejo com olhos de melancolia minha identidade local. Minha identificação é com o movimento, ou com quem faz os movimentos, dentro da imagem. O cinzento dia remete à solidão e tristeza. O povo, à diversidade de cultura e caminhos, já que não há um rumo certo para todos tomarem.

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