sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Tudo que é sólido se desmancha no ar.
















A identificação do ser humano é algo inerente a sua natureza. Buscando um sentido para a própria existência, o homem tem em algo objetivo (concreto) ou subjetivo( abstrato) a sua afirmação. Pelos gostos, cheiros, barulhos e visões ele acaba transpondo a sua “versão” de vida no objeto de cobiça ou no pensamento fluído. Como Stuart Hall, em sua obra “Identidades Culturais na pós modernidade”, afirma que o homem moderno está se fragmentado pela perda das velhas identidades, houve uma crise desta . Fator este de um processo de mudança na era pós moderna. Mas o que significa certa coisa para mim?

O fato de se escolher um local para a identificação não está tão relacionado com a “globalização” descrita por Hall. Este trecho da obra descreve a situação causada pela própria globalização nas identidades culturais. Ainda pode-se notar que o autor fala, nesse período, que as relações do homem na Modernidade são facilmente diluídas, e que nas sociedades tradicionais os símbolos eram mais valorizados. “Todas as relações fixas e congeladas, com seu cortejo de vetustas representações e concepções, são dissolvidas, todas as relações recém-formadas envelhecem antes de poderem ossificar-se”, como diz Karl Marx sobre a modernidade. Hoje podemos nos identificar com qualquer coisa. Ernest Laclau usa um conceito que ele denomina de “deslocamento”: não há mais um centro deslocado na sociedade, mas sim vários centros. Isso faz com que se afirme a ideia de sujeito-sociedade desfragmentada. Acaba aí a delimitação da realidade vivida pelas pessoas. E isto se deve as mudanças físicas e subjetivas da própria sociedade moderna.

O Colégio Estadual do Paraná pode dar a ideia de lugar desfragmentado. Apesar de abarcar a ideia de globalização a “pequeno porte”, pois o mundo parece mais conectado no interior do colégio devido a grande diversidade de pessoas, pode-se entender como um lugar de identificação central. Esse centro pode ser facilmente deslocado, quando o indivíduo acaba passando para um outro ambiente de convívio diário. Mas que sempre volta ao mesmo lugar (o Colégio).


Viviane Prestes

Jornalismo Diurno A

Um comentário:

celina disse...

acho q já tinha observado...ótima leitura do hall.
bom modo de lidar com a subjetividade, com a sua relação com o lugar.