quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vende-se fast-news!

Uma das características do jornalismo é a busca por todas as causas e conseqüências, abordando todos os pontos relacionados a um fato. Juntamente com mudanças sociais, surge o jornalismo-líquido, que numa perigosa superficialidade ainda permanece sob olhares duvidosos quanto à sua imparcialidade. Uma das questões apontadas é a falta de tempo do jornalista, limitado pelo deadline cada vez mais adiantado. Segundo a repórter Emanuela Kalil, da revista Idéias, isso ocorre apesar da imparcialidade ser impossível, já que a construção do lead já é a priorização de um fato ou uma fala.

A tendência é achar que o leitor perde muita informação nesse novo processo de construção da notícia. Mas Emanuela comenta que nem sempre é verdade: várias mudanças ocorreram na vida das pessoas – cada vez mais agitada – e há uma necessidade de informações rápidas e superficiais. Assim, também há espaço para um jornalismo mais específico com temas mais aprofundados, atendendo diferentes demandas de leitores interessados.

Jornalismo B - 4° período
Elis Paola Jacques
Emeline Hirafuji
Gisele Eberspächer
Julia de Mello Botini

Um comentário:

celina disse...

"surge o jornalismo-líquido" (não. melhor dizer: surge o q aqui podemos chamar...é só uma experimentação, aplicando o conceito de bauman ao jornalismo)

a informação da entrevistada está articulada, mas sinto falta de um melhor posicionamento da discussão do bauman.