sexta-feira, 19 de março de 2010

A busca pelo objeto comunicativo

Pode-se dizer que o estudo da comunicação é um processo peculiar. Ao contrário das outras ciências humanas, a comunicação apresenta como objeto o recorte empírico, a realidade, o dia-a-dia. São os meios de comunicação e o ato comunicativo do ser humano que irão servir de bases para os estudos nesta área. Até mesmo outras ciências se utilizam desse objeto da comunicação para aprofundar ou exemplificar seus estudos, como a antropologia.
Além de usufruir dos meios comunicativos, as outras ciências tentam também definir o objeto da comunicação. Essa “transdisciplinaridade”, já citada pela autora, dificultaria ainda mais o recorte do objeto e faria com que os estudos da área fossem analisados por ângulos muito diversificados.
O grande problema da comunicação, no entanto, é o rápido processo de modificações sofrido que acaba exigindo profissionais tão rápidos quanto as mudanças. E nessa busca incessante para a delimitação da ciência, seja ela apoiada por outras disciplinas ou não, o objeto comunicativo fica volátil ao tempo e ao contexto dos estudos.
Com o passar da história, os estudiosos da comunicação analisavam essa ciência e criavam teorias para ela de acordo com o período histórico vivido. A Escola de Frankfurt, por exemplo, com o foco na crítica à indústria cultural, não observou os avanços da comunicação gerados pelo período do totalitarismo, pois estavam tomados pelo sentimento de pessimismo do pós-guerra.

Carla Bueno Comarella, Jornalismo manhã

Um comentário:

celina disse...

1 muito bom o texto, pela abrangência q vc consegue;
2 seria melhor concluir após o exemplo de frankfurt, pra nao deixar tão aberta a discussao;
3 é bom dizer qual autora...