segunda-feira, 8 de março de 2010

Comunicação como disputa

O sociólogo francês Pierre Bourdie formado no Colége de France, era considerado um dos intelectuais mais influentes da sua época. A cultura, educação, literatura e a arte foram os seus primeiros objetos de estudo.
Bourdieu tem como um dos eixos da sua sociologia dos bens simbólicos a investigação de questões relacionadas ao poder no qual o processo de comunicação é compreendido como uma disputa simbólica pelas nomeações legítimas. Desse ponto de vista, a sua compreeensão da comunicação pode ser considerada como exemplo, contrária a de Habermas. Para o filósofo alemão a comunicação é considerada sinônimo da busca de entendimento já para Bourdieu ela é sinônimo de disputa.
Segundo o sociólogo na luta pelo monopólio da manipulação legítima de uma determinada espécie de bens simbólicos surge o conflito no processo de comunicação. Conflito este que decorre da existência de princípios diferenciados de legitimação que estão em jogo. A disputa fundamental é referente ao poder simbólico de estabelecimento das distinções, cuja efetividade é reconhecida e salientada pelo autor.
O poder de nomear para Bourdieu é o poder de fazer coisas, daí um certo caráter "mágico" estar presente na definição dos significados, na medida em que alterar representações implica, num certo sentido, mudar as coisas. O agente que fala não busca apenas ser compreendido, mas ser obedecido, acreditado, reconhecido. Daí a sua afirmação de que: "a língua não é somente um instrumento de comunicação ou mesmo de conhecimento, mas um instrumento de poder" ( 1987: 161).

Alunas: Kelly Oliveira e Milena Santos - Jornalismo Noturno

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