sexta-feira, 12 de março de 2010

CONSIDERAÇÕES FINAIS: DEBATE SOBRE FENÔMENOS NATURAIS E A MÍDIA

O foco principal do debate, realizado em sala de aula na última segunda-feira, girou em torno do olhar da mídia sobre as questões relacionadas aos fenômenos naturais. O grupo da Camila Machado enfatizou a exploração da mídia sob a condição humana, citando fotos de capas de revista. A nossa equipe falou sobre a diferença entre as diversas mídias, o conceito de massa e a e a dramatização de um hipotético fim-do-mundo. Camila da Matta falou sobre o sensacionalismo e a Teoria Crítica (ética x humano). Questionou até que ponto o relato pessoal de um repórter sobre a tragédia é de interesse público e não sensacionalizaria ou manipularia a notícia. Surgiu o debate Novo Jornalismo x Jornalismo Literário. Carla pôs em pauta a responsabilidade social da mídia e os dilemas éticos do repórter em relação às tragédias. Foi discutido o nível de alcance da mídia. Também entraram em pauta os Médicos Sem Fronteira, critérios de noticiabilidade (local x internacional), humanização da notícia, influência dos meios e o poder de escolha do receptor, agendamento, Rádiojornalismo, interesse do veículo, espetáculo/sensacionalismo como disfunção da notícia e função educativa do Jornalismo.

Sobre o debate, nosso grupo defende que é direito de todos serem informados sobre o que acontece, mas existe uma grande diferença em contar o ocorrido e exagerar/ distorcer sobre ele. A sociedade tem um pouco de grotesco, de espetáculo, que poderia ser amenizado com um Jornalismo mais comprometido e educativo. Defendemos o Jornalismo Literário como uma maneira de inovar o jornal impresso, em crise atualmente, e humanizar a notícia. Como há uma grande variedade de mídias, há espaço tanto para o Jornalismo Literário quanto para o Novo Jornalismo. Cada tipo de veículo de comunicação deve se adequar ao seu contexto. Sobre o tratamento da mídia em tragédias fruto de fenômenos naturais, há uma crítica: os meios de comunicação não enfatizam a diferença dos países em relação à escala de destruição. O que importa é relatar o sofrimento, não tanto conscientizar, comparar, mostrar históricos e razões, mas sim procurar audiência/público – fato observado na televisão. Muitas vezes há o conceito de receptor apenas como cliente.

Júlia Magalhães, Laura Moreira Sliva, Paola Possato e Paula Bueno - Terceiro Período Jornalismo/ Manhã

Um comentário:

celina disse...

vcs fizerama uma síntese do debate...ótima ideia!dá boa noção para quem não esteve presente.
só uma observação -
o chamado Novo jornalismo é justamente aquele q recorre ao jn literário. atualmente, inclusive, fala-se do novo novo jornalismo, q traz de volta o estilo literário no jn.
caso queiram complementar, leiam o livro de jn literário do felipe pena