sexta-feira, 12 de março de 2010

Debate: Tradição x Sensacionalismo

O jornalismo vive um período de divisão em sua estrutura básica, cuja função é, a priori, informar qualquer pessoa sobre qualquer coisa, mas sempre sendo imparcial e relatando o assunto sem qualquer apelo emocional. Paralelamente a esse jornalismo, que segue sua definição básica, existe um oposto, o qual é questionado sobre sua essência e objetivo. Mas entre esses dois opostos há um meio termo. Este cumpre seu papel de informar, mas manipula através do uso da emoção. É o jornalismo sensacionalista.

O sensacionalismo faz parte do nosso cotidiano no rádio, na TV, nos jornais impressos, e em outros meios que estabeleçam comunicação entre as pessoas, às vezes mais aparentem em um do que em outro. A imprensa torna sensacional um fato jornalístico que, em outras circunstâncias, não seria, pois o sensacional nada mais é do que algo que produz uma sensação intensa nas pessoas e faz com que a mídia consiga atrair um número maior de espectadores. Apesar de necessários desde muitos anos para a troca de informações idéias e sentimentos os meios de comunicação vêem se perdendo em um meio onde tudo o que se vende é aparência.

Surge então a crítica: É necessário em uma matéria esse apelo emocional? É realmente preciso? Em alguns casos existem segundas intenções com tal ação. Mas em outros, faz-se tal apelo devido às exigências que o meio de transmissão da informação pede conforme avançam os anos e muda-se o modo de pensar da população.

A TV, por depender mais de imagens do que de palavras, pede um jornalismo mais sensacionalista. É uma tendência que tem de ser seguida para que o respectivo canal mantenha ou aumente sua audiência. Já o jornal impresso trabalha com mais frieza, apesar de ter suas exceções (Tribuna do Paraná, por exemplo).

Porém, o estilo de jornalismo adotado é correspondente ao público alvo. Portanto, quando se pretende atingir a dita “massa”, deve-se levar mais para o lado emocional. Jornal impresso é mais fiel a definição do Jornalismo propriamente dito, porém nem todo impresso é tradicional, como a revista não é. No caso da TV e até mesmo rádio, o sensacionalismo é mais forte. Mas nada disso faz com que deixe de existir, e sempre em quantidade, o jornalismo tradicional em qualquer que seja o meio de comunicação.

Grupo: Amanda Walzl - Guilherme Mello - Rubiane Kaminski - Talitha Maximo
Jornalismo 3ºp. - manhã

Um comentário:

celina disse...

ok, com algumas obs -
1. sugiro trocar imparcial por objetivo
2. "...sem qq apelo emocional" - ainda q possa ser discutido em relação à ética, o sensacionalismo é um estilo recorrente, como bem vcs observam a seguir.
3. "A TV, por depender mais de imagens do que de palavras, pede um jornalismo mais sensacionalista" - com maior impacto, digamos...
4."Portanto, quando se pretende atingir a dita “massa”, deve-se levar mais para o lado emocional" - explicar melhor...