sexta-feira, 23 de abril de 2010

Em seu texto Teorias da Comunicação: Hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes, Juremir Machado da Silva aponta que a teoria hipodérmica e o funcionalismo observam o mesmo fato, porém de maneiras totalmente opostas. Para os hipodérmicos o receptor é vítima, enquanto que para os funcionalistas o receptor é escravo da mídia.
O funcionalista não se preocupa em mostrar os interesses por trás das necessidades dos consumidores e nem questiona-los, mas sim em satisfazer imediatamente o gosto do maior número. Já aos hipodérmicos, o que interessa é o impacto, a eficácia da mensagem. Segundo Mauro Wolf, com as inovações tecnológicas o contexto estudado pelos funcionalistas mudou e a teoria do impacto foi trazida à tona novamente.
O jornalista, funcionalista por desconhecimento, acredita na sociedade pluralista. Isso significa que ele vê o seu receptor como um sujeito que escolhe em função das suas próprias necessidades, sem se preocupar com mais nada. Enquanto isso, os críticos hipodérmicos acreditam na necessidade de superação da sociedade liberal, ou seja, vêem o seu receptor como uma pessoa iludida, vítima dos mecanismos de reprodução típica do capitalismo.
Pode-se chegar à conclusão de que o jornalista funcionalista não quer mudar o mundo, mas servi-lo como ele é, fingindo não saber que a informação tornou-se apenas mais uma forma de entretenimento; e que o crítico hipodérmico se reserva no direito de indicar o caminho para a mudança do mundo.
Jornalistas e seus críticos continuam a enfrentar-se em torno da mesma palavra: "impacto", isto é, em torno dos efeitos da mídia.

Amanda Hecke, Ana Carolina Weber, Ana Luiza Francisco, Letícia Costa e Letícia Leal

Um comentário:

celina disse...

o estudo tem bom desenvolvimento, espericialmente nos dois parágrafos finais.