quinta-feira, 22 de abril de 2010

Funcionalistas x Hipodérmicos

O funcionalismo e a teoria hipodérmica vêem o mesmo fenômeno de forma invertida. Para o primeiro, o receptor é soberano, para a outra, escravo da mídia. Num caso, o destinatário é vítima, no outro, sujeito. De súdito a rei, o receptor vai do céu ao inferno em instantes, dependendo da fundamentação teórica e das pesquisas e sondagens realizadas.
O receptor funcional vê na mídia um serviço, no máximo um poder de influência. Já o receptor hipodérmico considera a mídia um desserviço, no mínimo uma instância de manipulação. O funcionalismo questiona: o que fazem as pessoas com a mídia? Vendo-a de forma mais passional, sendo até certo ponto submissa aos interesses das pessoas que são a sua audiência. A teoria hipodérmica pergunta: o que a mídia faz com as pessoas? Caracterizando-a como um instrumento ativo e de influência significativa na vida do seu público.
Uma pessoa funcionalista não busca mudar o mundo e sim o equilíbrio funcional das sociedades. O hipodérmico não quer que o mundo mude por conta própria, pretende se reservar no direito de indicar o caminho, por isso vai contra os mecanismos de persuasão, de influência e sedução, porque ele quer persuadir, influir e seduzir por si próprio, sem nenhum objeto ou veículo que o possa interferir ou atrapalhar.
O que vemos na profissão de jornalista mais comumente é um profissional funcionalista, que busca dizer sem adjetivar, almeja falar sem comprometer. Sempre mantendo o discurso objetivo, direto, porém ameno, para não ressaltar pontos de vista pessoais e deixar transparecer muito evidentemente a verdade que o emissor deseja transmitir. E muitas vezes essa é a verdadeira verdade que o receptor deseja ouvir. O jornalista não tem consciência do tamanho do seu poder de influência e a massa pede por referências e porque não dizer “heróis”, que se não puderem salvá-los, que ao menos ecoem o grito das suas gargantas.


Rogério Teotônio Rodrigues –Ricardo Segura Tomasi- Richard Helmuth Windfried Angert Roch Junior - Thiago Rodrigo Pereira da Silva - Elian Woidello Pereira - Mário Luiz 3º Período – Jornalismo.

Um comentário:

celina disse...

apesar de "verdadeira verdade" etc, é um estudo crítico, com aspectos de originalidade, refletindo além do texto base.