sexta-feira, 2 de abril de 2010

Modelos teóricos de comunicação

Os modelos de comunicação são criados a partir de dados específicos e atuam como um retrato analítico da situação. Eles permitem ao pesquisador ter uma imagem nítida dos dados e variáveis observadas. Os dados concretos contribuem para elaborar tabelas, gráficos, diagramas, e modelos teóricos.
A principal crítica ao uso de modelos é o seu limitado alcance teórico. Modelos geralmente retratam uma situação restrita no tempo e no espaço; ao se tentar uma articulação em termos mais amplos, geralmente acabam engessando as pesquisas anteriores. A realidade não é facilmente entendida se ela apresentar apenas gráficos e diagramas.

Um dos primeiros modelos para o estudo da comunicação foi proposto por Harold D. Lasswell, que desenvolve sua concepção a partir de uma ampliação do modelo de comunicação de Aristóteles (Emissor – Mensagem – Receptor) expostos na Arte retórica. Sua hipótese estuda que o processo de comunicação é perguntar ‘Quem’; ‘Diz o quê’; ‘Em que canal’; ‘Para quem’; ‘Com que efeito’’’. Lasswell demonstra a comunicação em partes simples, relacionando o estudo de cada uma delas com uma proposta específica da área. Ele entende que a comunicação tem uma função, isto é, faz alguma coisa com a sociedade. O princípio geral das funções identificadas por Lasswell é uma concepção da mídia como agente articulador da sociedade. Esse modelo foi o primeiro dirigido especificamente para a comunicação, auxiliando no estabelecimento de um campo autônomo de estudos. Ele serviu de base para a consolidação de uma área específica, dirigida para a compreensão da mídia como uma instituição central da sociedade.

Modelo Shannon e Weaver

Por trabalharem numa operadora de telefonia Shannon e Weaver percebem a importância da interferência como fator indispensável para quebra ou fluidez da mensagem. É aí que surge um fator até então pouco notado, o “Ruído”, que no sentido usado pelos autores norte-americanos, é todo e qualquer elemento que possa interferir no caminho da mensagem. Portanto, não deve ser compreendido no sentido literal. Qualquer coisa que atrapalhe uma mensagem é um ruído. Eles são geralmente compreendidos como distorções da mensagem, mas podem mesmo interrompê-la completamente. O modelo de Shannon e Weaver se apresenta como uma aplicação das possibilidades da Teoria da Informação no sentido de quantificar os dados e diminuir o ruído para o estabelecimento de uma situação ideal de comunicação na qual a equação (maior quantidade de dados)/(menor tempo possível) dê um resultado cada vez maior. Os autores desse modelo identificam no canal o principal momento onde o ruído pode acontecer. Por isso a transformação no modo de recepção da mensagem televisiva a partir do uso do controle remoto começou a ser percebida. O zapping é o desaparecimento instantâneo de uma determinada imagem na tela de televisão. E isso alterou o modo como se vê televisão e, em certa medida, a própria televisão. Pois a partir da invenção do controle remoto não seria mais necessário o deslocamento até o aparelho para mudar de canal e conseqüentemente exigir a saída do lugar, o esforço desnessário e a perca de tempo. Houve portanto uma ruptura, uma interferência, uma mudança significativa no canal e consequentemente na recepção da mensagem.

Rogério Teotonio Rodrigues - Jornalismo - 3° Período

3 comentários:

celina disse...

ok, rogerio, mas não sei se vc optou por postar lasswell-weaver ou enganou-se de estudo...vc leu do da prof. vera frança?

celina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
celina disse...

já vi o outro...