sábado, 24 de abril de 2010

O Poder Midiático por Ignacio Ramonet

Ramonet em seu texto fala claramente sobre a ‘’globalização da notícia’’ por meio de empresas que pretendem dominar o acesso a verdade da comunicação.
Basicamente ele luta contra esse tipo de ação, e não vê com bons olhos a revolução tecnológica, que grandes conglomerados financiam, através da compra por notícias fabricadas.
Um exemplo disso é citado no texto, quando se refere a grupos como a Time Warner e a AOL, dizendo que eles são hoje, o modelo de empresa que proporcionam aos meios de comunicação, a oferecer aos seus usuários - o público em geral, notícias, informações de graça. Dessa maneira o que gera a notícia é proveniente de receita publicitária, e não o valor em sí da comunicação, transmitir o fato como ele realmente é, refere-se também, que sempre existe algo por trás da informação que vem de graça.
Para ele as novas mídias são fruto de junções, acordos pré-estabelecidos, entre grandes empresas da comunicação e grupos interessados em divulgar o que lhe é conveniente (ele não diz claramente, mas se for pesquisar mais sobre o Ramonet, em outros textos, livros, publicações, ele não é a favor da notícia ser de graça, pois ela deve, e tem valor, se é de graça ela é comprada por outra ‘’pessoa,’’ com o intuito de desviar a atenção, e de certa forma alienar, não sendo uma verdade absoluta.
Na hora em que ele cita ‘’pequenas’’ empresas que não fazem comércio com suas notícias, e que ainda existem grupos de comunicação interessados em manter o real valor da informação, sendo ela retratada como é, e cita o nome do jornal LE MONDE, fiquei intrigado, pois ali notei uma ‘’breve’’ propaganda, de uma empresa que vende a informação, e mais do que isso, está ameaçada pela revolução tecnológica, que a globalização trás pelo uso de outras mídias, como a televisão, rádio e a internet, oferecendo informação rápida e de graça.
Ramonet cita ‘’Queremos a verdade e em função da verdade poderemos decidir. E podemos nos dar conta de que os meios, pequenos evidentemente, que fornecem informação séria, não ideológica, dados, fatos concretos, com referências, estes meios, por mais diferentes que sejam, estão conquistando cada vez mais audiência’’
Claramente vemos um discurso que, também pode não ser verdadeiro, e nos levar a crer que, para sermos bons jornalistas, não basta ler aqui ou ali, mas sim, pensar, refletir e mais do que tudo filtrar as informações, duvidando de tudo e tendo a certeza de que a verdade absoluta não existe, cada um tem a sua, de acordo com os seus interesses.
O que não podemos negar é a facilidade que a notícia chega até nós, e da forma como ela é entregue, isso é resultado da união entre os meios de comunicação que vieram para facilitar nossa vida, e não podemos lutar contra o progresso, que é a revolução da nossa época.
Sempre haverá quem não fique contente, mas devemos perceber que isso faz parte de um ciclo, o ciclo que está ameaçado para leitores do tão tradicional meio de comunicação o Jornal, da esquina, de papel, que tem um custo, custo esse que será bancado pelas empresas de publicidade num futuro próximo.
A conclusão que tiro desta leitura é realmente a que o autor quer passar, o discurso sobre a verdade absoluta, que ela não existe, e sempre há interesse por trás da informação, ele mesmo usou de sua crítica uma ferramente para ‘’propagandear’’ seu jornal Le Monde.
Humberto Mac Leod

Um comentário:

celina disse...

é o le monde diplomatique.

gostei da ilustração hehe