segunda-feira, 12 de abril de 2010

‘’Paradigmas da comunicação’’ Vera Veiga França



A principal idéia lançada por Vera Veiga França, é a de que, o jornalista exerce uma carreira, que para muitos pode não significar uma rotina - sim trabalhamos todos os dias, temos horários e tarefas a serem executadas, porém vivemos em cada dia, em cada momento e atividade realizada diferentes maneiras de enxergar o mundo.
Nosso parâmetro se assim podemos especificar, é maior do que o do médico, do matemático, pois exercemos tudo, vamos a todos os lugares, descobrimos o mundo antes dele ser revelado, vamos atrás de fatos obscuros para então revelarmos ao grande público. Esse mesmo espectador que liga a Tevê, o rádio, compra o jornal e acessa a internet atrás das nossas experiências, através do nosso conhecimento, confiando na nossa capacidade de relatar situações adversas, porém com imparcialidade e neutralidade.
Mesmo em catástrofes, em momentos de pânico, de caos, está lá a figura do jornalista, do repórter arriscando muitas vezes a sua ‘’pele’’ atrás de informações relevantes, que possam construir uma reportagem informativa, detalhada, porém com total ausência do ‘’espírito humano’’, somos por muitas vezes seres sem alma, observando o sofrimento alheiro sem mostrar reação e compaixão pelo próximo, não por escolha própria, mas pelo fato de que essa ‘’armadura’’ demonstra profissionalismo e nos remete a ausência de reação, ou seja, em outra palavras, não somos afetados pela situação que nos encontramos, isso para o espectador remete na figura de credibilidade, comprometimento e a verdade acima de qualquer agente externo.
Tudo isso acarreta ao jornalista uma característica literalmente, como se fosse uma folha em branco, onde tudo pode ser escrito, desenhado, sem qualquer reação à ação externa, levando muitas vezes o jornalista a não ter um papel ativo na sociedade, afinal ele fala o que vê, mas não pensa, não possui um parâmetro para filtrar as informações a que lhe é exposto.
França em seu artigo indaga as seguintes questões: “qual é nossa especificidade? Quem são nossos autores? Quais são nossos conceitos?”
Parte de seu pensamento está explícito neste trecho -‘’É absolutamente saudável e enriquecedor a abertura assumida e mantida ainda hoje por nós, pesquisadores da comunicação, para buscar e assimilar as contribuições advindas das várias áreas de conhecimento – Filosofia, Sociologia, Psicologia, Linguística, Semiótica, Antropologia, Educação, Ciências da Informação, e até de campos mais distantes, como a Física ou a Biologia. O fato de que nossa área não se feche, mas esteja atenta e busque incorporar as diferentes reflexões que pontuam o pensamento atual é fonte de permanente vitalidade.’’
Em síntese a autora questiona a função de um instrumento da comunicação o – jornalista, como conhecedor das práticas da Escola de Frankfurt, Escola de Chicago, e tantos outros recursos das Teorias da Comunicação, e que mesmo com tanta experiência e bagagem teórica o comunicador não exerce a função a que lhe foi designada/atribuída, e que estudou para exercer tal atividade, porém sua ausência de pensamento próprio o leva a apenas transmitir fatos, e não relatar uma história com as informações necessárias para fazer a grande massa pensar, refletir sobre os acontecimentos que permeiam a sociedade atual.
O jornalista além de exercer sua tarefa – deve transmitir conceitos, de forma que o receptor capte informações a lhe fazer pensar, refletir, dando resultado para tanto estudo teórico a que nós jornalistas somos expostos, porém não passamos a frente,e não transmitimos o outro lado da informação - a qual tanto lutamos para propagar, sem os ‘’ruídos’’ que os agente externos possam querer inserir, alienando o grande pensador - a massa.
Humberto Mac Leod 3 periodo

Um comentário:

celina disse...

voce fez uma boa leitura aplicada ao campo do jornalismo.