domingo, 16 de maio de 2010

Estudos da Teoria da Comunicação e seus paradigmas atuais

Porque estudar as teorias da comunicação parece tão obsoleto? Para Vera Regina Veiga França os motivos talvez sejam que, as questões levantadas pela disciplina pareçam antigas, pois as hipóteses já foram resolvidas ou descartadas no passado, e atualmente as questões práticas sejam mais valorizadas. Essa matéria, obrigatória na maioria dos cursos de comunicação, muitas vezes não possui um conteúdo definido, talvez porque essa área de conhecimento mude tão frequentemente, daí a necessidade de estudar teoria com tanta ênfase como a prática, mesmo ela não possuindo curricularmente nas universidades uma base histórica ou conceitual construída e bem delimitada.
Seria fácil definir o objeto de estudo da comunicação como a mídia, os meio de massa ou o processo comunicativo, caso esses objetos não fossem tão complexos, e não se desdobrassem em tamanhas dimensões. Portanto, os estudos da comunicação passam a ser objeto de diversas outras partes das ciências sociais. Poderíamos então restringir o objeto escolhendo trabalhar apenas com as mídias e observando apenas os meios. Tal limite cortaria outras formas comunicativas não mediadas, mas daria foco a processos específicos como a produção e circulação de notícias por exemplo. Seja fechando o objeto para um foco mínimo ou ampliando-o para uma atuação social, seu estudo sempre estará parcialmente pautado no empírico. Acontece que o conhecimento não pode ser levado em conta pelos seus diversos elementos, mas sim pela forma de conhecê-los.
Assim também como na interdisciplinaridade, as teorias podem tanto ser estudadas por diversas ciências, quanto sofrer olhares diferentes e momentâneos de novas disciplinas, sem ser necessariamente seu objeto. Distintos conhecimentos ajudam a construir leituras tanto específicas quanto paralelas, que se somam as bibliografias mutantes, e, talvez por isso, escassas dentro da área. Quem sabe essa multiplicidade de olhares esconda a falta de literatura particular, que deveria ser feita pelo próprio grupo da comunicação, e por ser o objeto tão compartilhado com outras matérias, as Teorias da Comunicação assim se isentem de produzir suas bases.
Quanto às correntes de estudo, há um chamado estoque de tendências que vieram desde a Escola Americana no começo da década de 30 e explodiram nos últimos tempos. Apesar de ser vasto número de referências, as mais antigas são consensuais e as mais recentes são dispersas demais, o que faz necessária uma reavaliação do pensamento contemporâneo.
Enfim, vê-se que os paradigmas apesar de saudáveis para a discussão da disciplina tornam os debates amplos demais; não se espera que a área se feche, pelo contrário, ela deve ser debatida por todos os interessados e envolvidos, só necessita de um estudo e delimitação de espaço específico.

Por Taisa Esther Echterhoff, aluna do terceiro período de Jornalismo da PUCPR

Ramonet e o poder midiático

Já não é mais possível definir a comunicação como um único universo, afinal temos áreas distintas dentro da mídia, da informação e da cultura de massa, e a revolução digital veio para criar um mix de todas elas. Som texto e imagem hoje são uma coisa só. As empresas as administram como uma coisa só, e anexam cada vez mais tipos de entretenimento para suas programações, como por exemplo o esporte: que se tornou apenas mais um espetáculo veiculado pela televisão. E esse sucesso todo é o que coloca a comunicação no Segundo Poder, juntamente com o Primeiro, que é o da economia, desbancando até mesmo a influência da política.

“O sistema midiático é o aparato ideológico da globalização”. E nessa globalização, notícia é mercadoria, produzida e consumida de forma mais acelerada e voraz. Ela é aparentemente gratuita – afinal recebemos informação de graça por diversos veículos – mas quem paga é a publicidade. Seria possível produzir um jornal ou revista sem propaganda alguma, compostos apenas por reportagens? Seria possível conscientizar as massas assim? Para isso, nós comunicadores teríamos que usar de artifícios da espetacularização também, precisaríamos falar com o público de modo rápido e infantilizante, o que foge da proposta de abrir seus olhos para um nível educacional mais elevado.

Cada vez mais, os meios de comunicação estão mais medíocres, e mesmo contando novos profissionais elucidados, estudados, as produções continuam medíocres. Ramonet não pede um fim a tudo isso, mas sim a verdade, informação séria sem ser necessariamente ideológica. É necessária uma programação que respeite o cidadão, uma alternativa aos meios dominantes.

Por Taisa Esther Echterhoff, aluna do terceiro período de Jornalismo - PUCPR

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Considerações sobre o poder midiático

> Para Ignacio Ramonet, a revolução digital mescla três itens essenciais da comunicação: o texto, o som e a imagem. E as fronteiras que distinguem os diversos mundos da informação [mídia, publicidade, cultura de massas e comunicação] são menos distinguíveis. Isso exige uma nova postura, mais crítica, diante de todos os meios de comunicação. Se a internet reúne a TV, o rádio, o jornal, também está seguindo regras do que Ramonet chama de “instantaneidade”, quando a informação foi substituída pelo imediatismo de impressões e sensações.

> Quando a gratuidade da informação disponível está baseada na venda de audiência dos grandes grupos de comunicação, o distanciamento crítico deve nortear o “consumo” da notícia. Porque a mesma foi transformada em “commodity” para atingir uma audiência com um discurso rápido, curto, simples e apresentado de forma espetacular. A informação deixou de se mover sob as regras da verdade para atender às exigências do mercado e sua busca pelo lucro supremo.

> Após essa análise, cabe ao jornalista buscar novas formas de mediação da notícia e analisar os interesses secundários que se escondem nas entrelinhas de qualquer informação recebida. Ao ignorar o jogo de interesses de fontes consultadas ou mesmo de outros veículos, pode tornar-se apenas uma peça nas engrenagens comerciais que a comunicação move atualmente.

Alex Bark, Clecyo Albertho, Diego Marinelli e Ricardo Bark

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Utilidade da Internet

Desde que o mercado para os canais fechados cresceu, ficou claro que a TV aberta precisava de uma repaginada na programação e na linguagem para atrair o público. Porém, isso não ocorreu. E agora com a internet cada vez mais forte, a televisão está em estado de emergência, assim como o impresso e o rádio.
A internet sai na frente por reunir esses três veículos de comunicação e estar acessível a qualquer horário. E o principal: na web o receptor possui voz, ele pode interagir com o emissor, comentar a mensagem. Além de tudo isso, a internet tem forte assiduidade por conta de redes de relacionamento como o Orkut, Facebook e MySpace que funcionam para troca de mensagens com pessoas que vc já conhece e com outras, de qualquer lugar do mundo. MSN e Skype também aparecem nessa lista como uma maneira econômica de conversar com os parentes e amigos, comparado ao telefone.
Recentemente, o Twitter, rede social que já atua há alguns anos na internet, tem alcançado maior visibilidade. Apesar de ser tratado por muitos como um microblog, o Twitter pode ser uma fonte relevante de informações, já que estão presentes na rede muitos jornalistas, escritores, perfis de revistas, jornais e rádios.
Um dos exemplos mais atuais dessa interatividade online é a Lei Ficha Limpa. Através de um blog, a lei conseguiu mais de duas milhões de assinaturas virtuais e agora chega até o Congresso, e os criadores do blog começam um novo dilema: os deputados estão tentando alterar a Lei. Mas eles não desistem e seguem com a sua maior arma: os emails.
Na internet tem espaço pra tudo, infelizmente, nem tudo é importante como a Lei Ficha Limpa. Mas na web você pode filtrar, escolher o que quer ver, e esse é o maior atrativo da internet.

Fernanda Cheffer Moreira, 3° Período (noturno)

Liberdade de expressão é mera coincidência


O poder da mídia é surpreendente. Os resultados são significantes com persuasão e influência midiáticas! Não é à toa que grandes “personalidades” se utilizem dela a seu favor.

O cinema, a televisão, os jornais e revistas impressos, são mídias que conhecemos há bastante tempo, e com seus respectivos valores, nos influenciam a mesma medida. Alimentam-nos de pão e circo suficientes para sobreviver no mundo das verdades ilusórias.

A internet, pelo contrário, chegou como uma ferramenta de comunicação mundial e de todos, dando o poder de opinião a qualquer um que o queira. Ferramentas de comunicação como Blogs, Twitter, Orkut, são algumas das possibilidades que os, até então “calados”, poderiam criar asas e sair da caverna de Platão!
Todavia, da mesma maneira que acostumamos no século XX a nos informar a partir das grandes mídias, aceitando tudo o que era passado, com mínima preocupação com a veracidade e o objetivo com que nos era passada tal informação, também estamos padronizando maneiras de aceitação na web.

Um PERFIL na web. A vida informatizada trouxe a possibilidade da múltipla personalidade. E se era difícil imaginar a realidade por trás da telinha, imagine o real por trás de tantos nicks e avatares criados. A ferramenta TWITTER, deixada de lado por Willian Bonner, depois de utilizá-la por um longo período, pode transmitir um Bonner mais humano (mostrando o lado mais pessoal do ícone), um Bonner repórter (deixando a todos seus seguidores ainda mais perto da notícia em tempo real), como também pode ter alienado vários internautas a uma admiração que até então não tinham pelo apresentador, por uma personalidade mais humana, viva e irreal! Da mesma forma que nos informamos no WIKIPEDIA, acreditando 100 % no descrito, e às vezes quebrando a cara ao fazer um Ctrl+C / Ctrl+V, podemos ter quebrado a cara acreditando em figuras como @RealWBonner, entre outras figuras da Web.

A questão é que a mídia está cada vez mais acessível a todos, e quando imaginamos que com isto a influência na grande massa diminuirá, aí é que estamos enganados. Agora o poder está nas mãos de todos, e todos estão nas mãos do poder!


Otávio Fernando Lopes, Eduardo Rebonato
3º Período Jornalismo - Noturno

terça-feira, 4 de maio de 2010

Por uma outra Comunicação - I. Ramonet


A revolução resultou numa convergência das três esferas do universo da comunicação: a informação, a comunicação institucional e a cultura de massas. É possível encontrar essas três esferas dentro de um mesmo meio de comunicação como, por exemplo, a Internet, que traz conteúdo informativo, conteúdo de publicidade e conteúdo para a grande massa. Com a possibilidade de acessar conteúdos da televisão no computador, a forma de assistir televisão muda cada vez mais. Por exemplo, com os downloads, a pessoa pode assistir determinado programa na hora em que puder, e não depender exclusivamente da transmissão televisiva.
Por causa dos megagrupos de comunicação, que têm o controle dos diferentes meios – como a televisão, o rádio e a internet – acaba sendo passada a mesma informação, da maneira que o grupo deseja, mas dependendo do meio em que será veiculado. E essa informação acaba sendo “vendida”, e não passada de acordo com as ideologias do emissor, dando continuidade à comercialização da notícia iniciada na segunda fase do jornalismo. E ela é passada cada vez mais rápida, simples e objetiva, com elementos de espetacularização, para que o receptor tenha interesse na mensagem possa compreender de forma clara e instantânea.
Porém, a população tem cada vez mais conhecimento e se mostra mais exigente pelo que a mídia transmite. Mas, mesmo assim, essa mídia parece não levar isso em conta e não transforma sua programação, que tem uma linguagem infantilizada para “atrair” a massa. Mesmo que o meio possua a verdade, ele precisa saber transmitir essa verdade com clareza e objetividade, sem perder a essência.

Ana Flavia da Silva, Bárbara Borba, Jessyca Cardoso, Luciane Degraf e Prisciely do Prado. 3º período – Noturno.