quinta-feira, 13 de maio de 2010

Considerações sobre o poder midiático

> Para Ignacio Ramonet, a revolução digital mescla três itens essenciais da comunicação: o texto, o som e a imagem. E as fronteiras que distinguem os diversos mundos da informação [mídia, publicidade, cultura de massas e comunicação] são menos distinguíveis. Isso exige uma nova postura, mais crítica, diante de todos os meios de comunicação. Se a internet reúne a TV, o rádio, o jornal, também está seguindo regras do que Ramonet chama de “instantaneidade”, quando a informação foi substituída pelo imediatismo de impressões e sensações.

> Quando a gratuidade da informação disponível está baseada na venda de audiência dos grandes grupos de comunicação, o distanciamento crítico deve nortear o “consumo” da notícia. Porque a mesma foi transformada em “commodity” para atingir uma audiência com um discurso rápido, curto, simples e apresentado de forma espetacular. A informação deixou de se mover sob as regras da verdade para atender às exigências do mercado e sua busca pelo lucro supremo.

> Após essa análise, cabe ao jornalista buscar novas formas de mediação da notícia e analisar os interesses secundários que se escondem nas entrelinhas de qualquer informação recebida. Ao ignorar o jogo de interesses de fontes consultadas ou mesmo de outros veículos, pode tornar-se apenas uma peça nas engrenagens comerciais que a comunicação move atualmente.

Alex Bark, Clecyo Albertho, Diego Marinelli e Ricardo Bark

Um comentário:

celina disse...

ok
a fazer um link com o nosso próximo tema, a indústria cultural.