domingo, 16 de maio de 2010

Ramonet e o poder midiático

Já não é mais possível definir a comunicação como um único universo, afinal temos áreas distintas dentro da mídia, da informação e da cultura de massa, e a revolução digital veio para criar um mix de todas elas. Som texto e imagem hoje são uma coisa só. As empresas as administram como uma coisa só, e anexam cada vez mais tipos de entretenimento para suas programações, como por exemplo o esporte: que se tornou apenas mais um espetáculo veiculado pela televisão. E esse sucesso todo é o que coloca a comunicação no Segundo Poder, juntamente com o Primeiro, que é o da economia, desbancando até mesmo a influência da política.

“O sistema midiático é o aparato ideológico da globalização”. E nessa globalização, notícia é mercadoria, produzida e consumida de forma mais acelerada e voraz. Ela é aparentemente gratuita – afinal recebemos informação de graça por diversos veículos – mas quem paga é a publicidade. Seria possível produzir um jornal ou revista sem propaganda alguma, compostos apenas por reportagens? Seria possível conscientizar as massas assim? Para isso, nós comunicadores teríamos que usar de artifícios da espetacularização também, precisaríamos falar com o público de modo rápido e infantilizante, o que foge da proposta de abrir seus olhos para um nível educacional mais elevado.

Cada vez mais, os meios de comunicação estão mais medíocres, e mesmo contando novos profissionais elucidados, estudados, as produções continuam medíocres. Ramonet não pede um fim a tudo isso, mas sim a verdade, informação séria sem ser necessariamente ideológica. É necessária uma programação que respeite o cidadão, uma alternativa aos meios dominantes.

Por Taisa Esther Echterhoff, aluna do terceiro período de Jornalismo - PUCPR

Um comentário:

celina disse...

ok
ver observação do prof. na outra postagem.