domingo, 19 de setembro de 2010

Escadaria e colunas da UFPR - Santos Andrade

Stuart Hall me fez pensar em anomia e pertencimento de outra maneira. Olhando as postagens dos meus colegas, vi que muitos falavam com afinco sobre quão ligados são aos lugares que escolheram retratar. Fiquei receosa de publicar uma foto do meu lugar comigo junto, mas eu pertenço a esse lugar. Não que fosse autopromoção (para isso tem orkut), afinal nem bonita estou na foto. A questão é que lá é um lugar onde não é preciso ter medo de ser você mesmo, ou de parecer feio. Lá eu me visto de qualquer modo, raramente me maquio. Não chamo a atenção por aparência, mas lá todos tem uma percepção de quem sou como ser humano, antes mesmo de ser aluno, ou ser colega.
Constatei também que muitos dos colegas que fazem, ou fizeram, mais de uma faculdade colocaram fotos de suas outras faculdades. Voltei atrás e procurei em meu computador uma foto da PUC. Não encontrei. Só encontrei fotos com AS PESSOAS DA PUC, essas sim fazem parte da minha identidade.
Eu preciso dizer que subir as escadas da UFPR na Santos Andrade deveria ser um ritual feito com o olhar voltado para cima. Arrisca levar um presentinho das pombas que ali vivem, mas a vista daquelas colunas em movimento, enquanto você sobe, parece ser inigualável perto de toda infraestrutura que vejo no resto da cidade. Nunca teve essa experiência? Pois, quando for ao centro, tente. Suba as escadas olhando para cima. As colunas crescem. Se não crescerem pra você, você não pertence ali.

Taisa Esther Echterhoff - 4º período (manhã)

Um comentário:

celina disse...

interessante observar que, de alguma maneira, evidencia-se um conflito...