sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Identidade Híbrida


Segundo Hall, com o processo de mudança dos mundos culturais surge o sujeito pós-moderno, aquele que não teria uma identidade fixa. Essa identidade seria transformada continuamente em relação aos sistemas culturais que nos rodeiam. Partindo dessa visão, o ponto da cidade com o qual mais me identifico, para sair de lugares comuns como parques, é o Colégio Suíço- Brasileiro. Estudei lá em período integral dos 6 aos 18 anos. Lá já cantávamos musiquinhas em alemão desde pequenos. Estudamos quatro línguas e muitos estudantes vinham de outros países estudar lá, o que proporcionava uma troca cultural diferente. A identidade cultural dos grupos também se tranformou pelo sistema e continua mudando, pois cada um agora foi para um novo ambiente. Até hoje percebemos a diferença de pensamentos entre nós, amigos de infância, e jovens de outros colégios. Isso tem seus pontos positivos e negativos, claro. Ao meu ver é um reflexo também da aceleração de mudanças sociais e culturais que Hall comenta. Esse fenômeno da aceleração culminou com a globalização e trouxe algumas conseqüências para as identidades culturais. Algumas delas seriam, segundo Hall, a desintegração das identidades culturais nacionais e novas identidades híbridas tomando seu lugar. Uma identidade híbrida formada por um colégio diferente? Talvez, até pela maneira um pouco diferente de conduzir certos pensamentos. Mas não vejo como algo negativo. Quase todos nós, ex-alunos, vivemos no mesmo país, adoramos o Brasil e não perdemos a identidade cultural nem regional ou nacional.

Laura Moreira Sliva - 4o. período - Jornalismo MANHÃ

Um comentário:

celina disse...

belo título...e foto tb!
certamente a sua educação formal tem um papel significativo no seu modo de ver o mundo e isso fica evidente na sua capacidade de articulação.