sexta-feira, 17 de setembro de 2010



Morando em Curitiba há quatro anos,vinda da Bahia, sempre vivi rodeada de um clima muito “Passar uma tarde em Itapoã”. Cheguei em pleno inverno e resolvi encarar o medo do frio e desbravar a cidade! Meu primeiro emprego freelancer foi no Teatro HSBC como curadora da mostra “Labirinto Paulista” do artista plástico Diego Johnson. Durante dois meses frequentei aquele lugar intensamente. Digo intensamente porque considero aquele local centro do meu batismo como cidadã curitibana. Segundo Hall, somos ao mesmo tempo produtores e consumidores de conceitos estabelecidos pelo mundo pós-moderno. Apesar do grande vai e vem de pessoas que mal se olham ou sorriem umas para as outras, descobri que existe um charme e um significado especial para o curitibano ser mais tranqüilo e vender um ar constante de mistério. Considero hoje que essa troca mútua vem sendo realizada por mim, pois me permitir a fazer parte dessa atmosfera. E como diz o Hall,Curitiba não é a Bahia, mas é marcada por multiculturalismos cheios de informação, desde seu povo até o seu clima, que inicialmente não me agradava, mas hoje faz parte de mim.


2 comentários:

acadêmicos do segundo ano de Jornalismo da PUCPR disse...

quem?

celina disse...

muriel

ótima forma de expressão dos sentimentos de identidade!
a imagem do curitibano ainda é um pouco romantizada hehe