sexta-feira, 17 de setembro de 2010

pátio da Reitoria, UFPR

Não sendo fixa ou permanente, a identidade presente no sujeito pós-moderno é continuamente transformada em relação aos sistemas culturais de seu entorno. Desta maneira, não há um padrão definidor de algo próximo a um “eu coerente”, mas sim se cria um amplo panorama com diversas representatividades com o qual o individuo se relaciona em diferentes momentos de sua vida e cotidiano. Além disto, a identidade se relaciona a uma concepção de tempo/espaço própria, localizada na abstração do simbólico. Além de se constituir plural em seu “conteúdo”, elas também diferem em suas “estéticas”. A foto acima mostra o pátio da reitoria, lugar que antes eu somente utilizava como passagem pelo centro da cidade, começou a ter outra significação já faz 4 anos. Este ambiente me remete ao início de minha vida acadêmica. Um tempo lento, mas de profundas mudanças. Como comenta Hall, surge aqui o "caráter globalizado" de minha vida, tão presente entre meus pares hoje em dia: os devaneios profissionais, cursos e línguas estrangeiras, promessas de especialização fora do país, pensar o conhecimento enquanto algo universal entre as áreas de estudo, enfim, tudo aquilo que é posto a nós como o caminho padrão para o sucesso profissional de nossas vidas. Não existe mais pensar o trabalho, estudo, profissionalização e carreira como algo local. Devemos preparar a todos para justamente ser este individuo global em sua forma de pensar e enxergar seu entorno. Antes de ingressar neste pátio da UFPR, tudo era mais fácil.

Ricardo Tomasi.

2 comentários:

celina disse...

bom texto em excelente reflexão, q evidencia a sua capacidade de elaboração da informação.

celina disse...

ah, legal a foto - o movimento e os garotos, que se apropriam do lugar.