sábado, 20 de novembro de 2010

Comentario sobre a Sociedade do Espetaculo


O filosofo e diretor de cinema Guy Debord foi considerado um pensador radical que teve enorme impacto dentro da sociedade francesa, tanto é que quando houve o seu falecimento no ano de 1994, o acontecimento foi a primeira pagina de quase toda imprensa francesa, que inclusive o considerou como um dos mais importantes pensadores do século. O presente livro também é considerado como algo precursor de análises critica da moderna sociedade de consumo.Por exemplo, para Jean-Jacques Pauvert , “ele não antecipou 1968” e sim do século 21.
O espetáculo é visto como um exagero da própria mídia, cuja natureza ,muitas vezes considerada boa, levando em consideração que seu objetivo é comunicar, pode e muitas vezes chega a excessos.
Segundo o autor, o espetáculo chega a ser visto como a própria sociedade, como uma parte dela e também como um instrumento de unificação. Sob todas as suas formas particulares seja informação ou ate mesmo propaganda, o estáculo constitui o modelo da atual vida dominante na sociedade.
A imagem social do consumo de tempo, é dominada pelos momentos de lazer e de férias, momentos representados à distancia e desejáveis por definição, como toda mercadoria espetacular. Essa mercadoria é explicitamente oferecida como o momento da vida real, cujo retorno cíclico deve ser aguardado. Mas, mesmo nesses momentos concedidos à vida, ainda é o espetáculo que se mostra e se reproduz atingindo um grau mais intenso. O que foi representado como vida real revela-se apenas como a vida mais realmente espetacular.


FONTE: A Sociedade do Espetáculo / Guy Debord ; tradução Estela dos Santos Abreu – Rio de Janeiro : Contraponto, 1997


ALUNO: RUBENS MOREIRA – JORNALISMO – 4º PERIODO DIURNO

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