domingo, 21 de novembro de 2010

Um apocalíptico nato


Paul Virilio é um parisiense nascido em 1932. Eles estudou arquitetura na cidade de origem e em 1932 tornou-se presidente e editor da revista do grupo "Architecture Principe". Em 1987 ganhou o Grande Prêmio Nacional da Crítica Arquitetônica. Em 1989 foi diretor de um programa de estudos em um colégio de filosofia, sob orientação de Jacques Derrida.
Segundo Rosane da Conceição Pereira, Paul Virilio é um dos detratores da utopia da comunicação, denominado apocalíptico ou tecnófobo, parece oferecer as teorias da informação e comunicação uma teoria social implícita, com os conceitos: imperialismo da velocidade, acidente global e bomba informática.
A teoria social da informação e comunicação subentendida na obra de Virilio, de acordo com Rosana da Conceição, é uma teoria do trajeto da comunicação, do impulso da emissão a recepção, com a crítica ao presentismo a-histórico, a-econômico-social e inumano. Ao contrário de Lévy, ele pontua a origem dos novos mídia, como a internet, como sendo criação do pentágono norte-americano para fins de dominação militar, embora também não se detenha nos aspectos tecno-científicos. Assim, a teoria social de Virilio constitui uma crítica à revolução tecnológica contemporânea, a partir dos efeitos morais, políticos e culturais, implicados sobretudo pela ubiquidade espaço-temporal e pela exclusão econômico-social.

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