sábado, 20 de novembro de 2010

Guy Debord e a sociedade do espetáculo


"Nosso tempo, sem dúvida... prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser... o que é sagrado pra ele, não passa de ilusão... pois a verdade está no profano. Ou seja, a medida que decresce a verdade a ilusão aumenta, e o sagrado cresce a seus olhos de forma que o cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado." Ludwig Feuerbach


Cineasta, escritor e ativista político, Guy Debord resolveu de forma arrojada criticar a forma consumista e "espetacular" da sociedade. Nasceu em 1931,em Paris, e perdeu o pai logo cedo sendo criado pela avó. Em sua principal obra " A Sociedade do Espetáculo", cita 3 períodos pelos quais a sociedade passou. O primeiro era o momento em que era respeitado quem possuia o conhecimento, no caso, professores e estudiosos. No segundo, obtinha destaque quem possuia dinheiro. E o terceiro, quem aparenta ter dinheiro.


Critica a sociedade dominada pelas imagens, representações da realidade, sombras do que efetivamente existe, onde se torna mais fácil ver e verificar a realidade no reino das imagens, e não vivê-las na própia realidade.


O foco de sua teoria é a alienação social que é mais do que um aspecto psicológico e emocional de cada um , e sim a consequência do modo de vida capitalista e de sua organização social. Na nova condição de produção se acumulam espetacularizações do cotidiano, e tudo o que é vivido acaba sendo representado. Nessa sociedade onde o espetáculo é item fundamental, acaba acontecendo a relação de poder entre burguesia e proletariado, na qual aqueles que possuem os mecanismos de dominação exercem influência sobre aqueles que estão submissos.


A sociedade do espetáculo acaba sendo o próprio espetáculo, a dominação final da sociedade do consumo. Propaga ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, onde tudo aquilo que falta na vida das pessoas comuns é saciado, por exemplo, a sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. O espetáculo e a pura simples aparência, que resume e dá sentido ao vazio e a divisão social, e faz do indivíuo comum um ser infeliz , anônimo e solitário em meio a massa consumista.




Referências:









Camila Toppel e Camila Petry - Jornalismo manhã - 4º período




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