sábado, 20 de novembro de 2010

Jean Baudrillard

baudrillard460 Jean Baudrillard nasceu em 27 de julho de 1929 em Reims, na França. Enfrentou uma época muito conturbada em seu país, como a depressão de 30. Extremamente resguardado, o sociólogo, poeta, filósofo e fotógrafo tornou-se polêmico ao utilizar a hiper-realidade para discutir a estrutura do processo em que a cultura de massa produz a realidade virtual. Desenvolveu uma série de teorias que remetem ao estudo dos impactos da comunicação e das mídias sociais na sociedade e na cultura contemporânea. Baseou sua filosofia no conceito de virtualidade do mundo aparente, refutando o pensamento científico tradicional. Criticava a sociedade de consumo e os meios de comunicação. Considerava as massas cúmplices dessa situação. Baudrillard defendia que os objetos não possuem apenas valor de uso e troca, mas também valor de signo, determinante nas práticas de consumo, consideradas danosas por ele. Para ele, o sistema tecnológico desenvolvido e a quantidade de informações, influenciam na definição da massa crítica. A máquina representa o homem que se torna o elemento virtual do sistema. O pensador provocou polêmica em 1991, com "A Guerra do Golfo Não Aconteceu", argumentando que nenhum lado poderia se sentir vitorioso, uma vez que o conflito não alterou nada no Iraque. Dez anos depois, no ensaio "O Espírito do Terrorismo", voltou a causar controvérsia, ao descrever os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA. No ano seguinte escreveu "Réquiem para as Torres Gêmeas". No ano de 2000, em um seminário sobre imagem e violência, Baudrillard levantou a questão “A imagem fotográfica afasta ou atrai a população da realidade?”. Tal discussão ajudou a inspirar os irmãos Wachowski na trilogia de Matrix, o que não arrancou sorrisos de Budrillard.

Jean Baudrillard faleceu em março de 2007 aos 77 anos, em Paris.
Em tempo: ele se recusava a falar inglês.

 

Entre suas publicações estão:

O sistema dos objetos (1968)
À sombra das maiorias silenciosas (1978)
Da Sedução (1979)
Simulacros e Simulação (1981)
América (1988)
Cool Memories I (1990)
A troca impossível (1999)
O lúdico e o policial (2000)

 

“Sou um dissidente da verdade. Não creio na idéia de discurso de verdade, de uma realidade única e inquestionável. Desenvolvo uma teoria irônica que tem por fim formular hipóteses. Estas podem ajudar a revelar aspectos impensáveis. Procuro refletir por caminhos oblíquos. Lanço mão de fragmentos, não de textos unificados por uma lógica rigorosa. Nesse raciocínio, o paradoxo é mais importante que o discurso linear. Para simplificar, examino a vida que acontece no momento, como um fotógrafo. Aliás, sou um fotógrafo.”

(Jean Baudrillard, para a Revista Época em 7 de junho de 2003)

 

Fontes:
http://www.consciencia.net/2003/06/07/baudrillard.html
http://plato.stanford.edu/entries/baudrillard/

 

por Gabriela Vicentino

4º período – Jornalismo - Noturno

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