domingo, 21 de novembro de 2010

Michel Foucault: O sujeito e o Poder

"se o sujeito humano é apanhado nas relações de produção
e nas relações de sentido, ele é igualmente apanhado nas
relações de poder de uma grande complexidade" (Foucault)

Em seu artigo "Dois ensaios sobre o sujeito e o poder", Michel Foucault explica que há dois sentidos para a palavra SUJEITO. O primeiro é aquele que se submete ao outro por controle e dependência. O outro sentido é o ligado à própria identidade pela consciência ou pelo conhecimento de si. Mesmo não estando visível, o autor destaca que nos dois casos a palavra sugere uma forma de poder, que subjuga e submete.

Essa submissão é que levam às lutas. Foucault explica que toda luta é transversal, tem o poder por finalidade, é imediata, coloca em questão o estatuto do indivíduo e opõe-se à racionalidade. Isto é, para ele, as lutas ultrapassam países, querem o poder de algo, precisam ser rápidas para que ninguém pense e critique, afirmam defender a individualidade de cada um, mas combatem tudo o que pode desligar uma pessoa das outras e se opõe à tudo o que possa levar à pensar e ao saber.

As lutas não existem para atacarem uma instituição, grupo ou classe, e sim, são uma técnica particular de poder e elas acontecem de três formas: opondo-se às formas de dominação, denunciando formas de exploração e contra a submissão. Sendo a última a que mais prevalece desde o século XVI, devido ao modelo de Estado.



Para concluir, o autor afirma que o problema da sociedade atual não é político, ético, social ou filosófico, mas tudo ao mesmo tempo. Tudo isso tenta nos libertar do Estado e de todo o tipo de individualização. Segundo Foucault, é necessário que se promova novas formas de subjetividade e se recuse o modelo de individualidade vivenciado por toda a sociedade há 5 séculos.


Francille Ferrari e Idionara Bortolossi
4° período de Jornalismo - manhã


Fontes: Artigo - FOUCAULT, Michel. Dois ensaios sobre o sujeito e o poder.

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